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Questão de Português — Tipologia e Gênero Textual — INSTITUTO AOCP 2024

PortuguêsTipologia e Gênero Textual
Código
qa602663
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SANEPAR
Ano
2024
Cargo
Tec Prof ( )

Edge City: o que são e quais as vantagens de morar em uma?


Por Blog – Jardins do Parque 



    O termo Edge City foi cunhado pelo escritor e jornalista Joel Garreau, em seu livro “Edge City: Life on the New Frontier”, publicado em 1991. Garreau utilizou esse termo para descrever uma nova forma de desenvolvimento urbano que ele observou ao viajar pelos subúrbios das grandes cidades dos Estados Unidos na década de 80. [...]. Uma Edge City é um tipo de cidade que se encontra ao redor de um nó de transporte, como uma rodovia, e cresce como um subcentro comercial e residencial independente de uma cidade central.

  Geralmente, Edges Cities são caracterizadas por edifícios de escritórios, shopping centers, hotéis, condomínios residenciais, além de outras estruturas que oferecem comodidades para seus moradores e visitantes. Essas cidades crescem por conta da expansão das redes de transporte e da necessidade de espaço e moradia fora das cidades centrais. Elas tendem a ter uma densidade populacional mais baixa do que os grandes centros urbanos e são planejadas com uma mistura de usos para torná-las mais acessíveis e convenientes aos seus moradores.

[...]

    Todas as Edges Cities têm características em comum que as distinguem das outras. [...]. Essas cidades são planejadas para serem centros completos e autossuficientes, com uma mistura de usos que incluem habitação, comércio, serviços de saúde e lazer. Em uma Edge City típica, os escritórios e empresas estão localizados em parques empresariais, enquanto as áreas residenciais são compostas por apartamentos, condomínios ou casas. Restaurantes e lojas, normalmente, estão em centros comerciais e os espaços públicos têm parques, praças e áreas de lazer.

[...] 

    Edges Cities comportam uma densidade significativa de empregos em relação à sua população. Os trabalhos estão concentrados em setores, como tecnologia, finanças, serviços profissionais e de saúde. Há uma série de motivos que fazem uma empresa migrar para essas cidades: custo menor de aluguel, maior espaço para expansão e localização mais conveniente para os seus empregados. Ademais, a presença de muitas empresas e escritórios em uma Edge City ajuda na criação de uma economia local diversificada, no desenvolvimento de uma base de conhecimento especializado e na atração de trabalhadores qualificados.

    Nos Estados Unidos, de acordo com uma reportagem do portal Biz Journal, foram usados 38,1 milhões de pés quadrados (o que são, aproximadamente, 3,5 milhões de metros quadrados em conversão livre) na construção de novos escritórios em Edges Cities. Essa demanda, conforme a reportagem, ocorre por conta de as empresas preferirem atuarem em ambientes que tenham facilidade de locomoção, opções de moradia para seus funcionários.

[...]

    A mobilidade faz parte da rotina de quem mora em uma Edge City. Por isso, nessas cidades, é comum encontrar a presença de estradas bem planejadas e transportes públicos eficientes, tornando a cidade um centro competitivo e atraente tanto para as empresas quanto para as pessoas. Outro ponto que está atrelado à infraestrutura desse centro urbano é a ampla variedade de serviços públicos. Hospitais, escolas, universidades são essenciais para reter os residentes dessas cidades e incentivar que mais pessoas escolham ter suas vidas ali. [...]. No Brasil, podemos citar como exemplo o Alphaville em São Paulo, que, apesar de ser considerado um bairro, trouxe diversos conceitos do modelo de Edge City dos Estados Unidos.



Adaptado de: https://blog.jardinsdoparque.com.br/edge-city/. Acesso em: 23 ago. 2024.  

Leia o texto para responder a questão abaixo.

 

Considerando a estrutura do texto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

 

( ) A menção a um escritor e jornalista assegura a veracidade das informações acerca da origem do termo Edge City, o que propicia um maior embasamento teórico à estrutura expositiva do texto.

 

( ) O texto unifica as ações de informar e persuadir para corresponder à sua estrutura de artigo de opinião com circulação em um blog de teor expositivo.

 

( ) As características apresentadas no texto em relação às Edges Cities propiciam um maior embasamento teórico à sua estrutura argumentativa. 

 

  1. A V – V – F.
  2. BF – V – V.
  3. CV – F – F.
  4. DF – V – F.
  5. EV – F – V.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — V – F – F.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tipologia Textual: Expositivo × Argumentativo — julgando as afirmativas

Gabarito: letra C (V – F – F). A sequência correta é V – F – F porque apenas a primeira afirmativa é verdadeira: a menção a Joel Garreau, escritor e jornalista, de fato confere embasamento teórico à estrutura expositiva do texto. A segunda afirmativa é falsa, pois o texto não unifica informar e persuadir — ele é essencialmente expositivo/informativo, não um artigo de opinião. A terceira também é falsa, pois as características das Edges Cities sustentam a estrutura expositiva, e não uma estrutura argumentativa (não há defesa de tese). Como se lê no 1º parágrafo: "O termo Edge City foi cunhado pelo escritor e jornalista Joel Garreau, em seu livro...", o que comprova a primeira assertiva.

O comando: o que a banca pede

A questão pede que você julgue a veracidade de três afirmativas sobre a estrutura do texto e assinale a sequência V/F correta. O verbo-chave é "considerando a estrutura do texto" — ou seja, a resposta depende da tipologia textual predominante e do efeito que cada recurso (menção a autoridade, características, dados) produz no texto. Não é uma questão de conteúdo específico sobre Edge City, mas de análise metalinguística: identificar se o texto é expositivo ou argumentativo e se os elementos citados servem a uma ou outra estrutura.

O texto: exposição informativa, não argumentação

O texto é um texto dissertativo-expositivo: seu objetivo é informar e explicar o que é uma Edge City, suas características, vantagens e exemplos. Não há tese a ser defendida, nem persuasão do leitor. O autor apresenta definições, dados e descrições de forma impessoal e objetiva, como se vê em trechos como:

"Uma Edge City é um tipo de cidade que se encontra ao redor de um nó de transporte, como uma rodovia, e cresce como um subcentro comercial e residencial independente de uma cidade central."

Aqui, o autor define o conceito, sem emitir opinião. O mesmo ocorre quando ele lista características:

"Geralmente, Edges Cities são caracterizadas por edifícios de escritórios, shopping centers, hotéis, condomínios residenciais, além de outras estruturas que oferecem comodidades para seus moradores e visitantes."

Essas passagens descrevem e explicam, não argumentam. A presença de dados (como os 38,1 milhões de pés quadrados) também serve à exposição, não à defesa de um ponto de vista.

A técnica que decide: expositivo × argumentativo

A distinção central é:

Critério

Texto Expositivo

Texto Argumentativo

Objetivo

Informar, explicar

Convencer, persuadir

Tese

Não há

Há uma opinião a defender

Recursos

Definições, dados, descrições

Argumentos, contra-argumentos, apelo

Tom

Impessoal, neutro

Pessoal, opinativo

No texto, não há tese — o autor não defende que Edge Cities são boas ou ruins, apenas explica o que são. Portanto, a estrutura é expositiva, e qualquer afirmativa que atribua caráter argumentativo ou persuasivo ao texto é falsa.

Análise das afirmativas

1ª afirmativa — ✅ Verdadeira

"A menção a um escritor e jornalista assegura a veracidade das informações acerca da origem do termo Edge City, o que propicia um maior embasamento teórico à estrutura expositiva do texto."

Verdadeira. O texto cita a fonte:

"O termo Edge City foi cunhado pelo escritor e jornalista Joel Garreau, em seu livro 'Edge City: Life on the New Frontier', publicado em 1991."

Essa menção atribui autoria ao termo e confere credibilidade à informação, o que é típico de textos expositivos que buscam embasamento teórico. A afirmativa está correta.

2ª afirmativa — ❌ Falsa

"O texto unifica as ações de informar e persuadir para corresponder à sua estrutura de artigo de opinião com circulação em um blog de teor expositivo."

Falsa. O texto informa, mas não persuade. Não há defesa de uma opinião, nem tentativa de convencer o leitor. A estrutura é expositiva, não de artigo de opinião. O fato de circular em um blog não muda a tipologia: o conteúdo é informativo, não opinativo. A afirmativa contradiz a natureza do texto.

3ª afirmativa — ❌ Falsa

"As características apresentadas no texto em relação às Edges Cities propiciam um maior embasamento teórico à sua estrutura argumentativa."

Falsa. As características embasam a exposição, não uma argumentação. Não há tese sendo defendida; há apenas descrição e explicação. A palavra "argumentativa" é o erro: o texto é expositivo. A afirmativa troca o conceito de exposição por argumentação.

Conclusão

A sequência correta é V – F – F, correspondente à letra C. A banca tentou confundir ao sugerir que características e dados tornam o texto argumentativo, mas eles servem à exposição. Lembre-se: texto expositivo informa; texto argumentativo persuade. Sem tese, não há argumentação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre expor e argumentar. A presença de dados e características não torna o texto argumentativo — o que define é a intenção de convencer, que aqui não existe.

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar a tipologia, pergunte: "o autor defende uma opinião?" Se a resposta for não, o texto é expositivo. Grife o comando: "estrutura do texto" pede análise tipológica, não conteúdo.

Gabarito: letra C

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