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Questão de Português — Advérbio — Avança SP 2024

PortuguêsAdvérbio
Código
qa603116
Banca
Avança SP
Órgão
Pref Laranjal Pta
Ano
2024
Cargo
Coord ( )

Todas as culturas têm refeições equivalentes ao café, almoço e jantar?

 

Mais ou menos: as refeições podem ter nomes diferentes, mas os horários se tornaram basicamente iguais do século 19 para cá, conforme as jornadas de trabalho no mundo todo se uniformizaram.

 

Hoje, praticamente todas as pessoas do mundo fazem três refeições por dia, ainda que elas tenham nomes diferentes e, muitas vezes, ingredientes irreconhecíveis para nós (vide os ingleses, que comem linguiça, feijão e tomate no café, ou o almoço ideal da culinária bengali, que tem sete pratos).

 

Essa padronização global na rotina das refeições deriva, em grande parte, da uniformização dos horários de trabalho: as jornadas de mais ou menos oito horas diárias, com pausa para o almoço, tornam natural que se coma antes, no meio e após o expediente.

 

O corpo normalmente começa a manifestar os primeiros sinais de fome entre três e quatro horas após a última refeição. Então, se você passar 16 horas acordado e comer a cada 4 horas, você vai fazer quatro refeições diferentes.

 

Essa quarta refeição extraoficial, na América Latina e no sul da Europa, costuma ser um lanchinho vespertino entre almoço e jantar, conhecido em espanhol como merienda (palavra que ainda existe no português brasileiro, mas soa um pouco datada).

 

Nem todo mundo na história humana seguiu essa programação de refeições, é claro. Populações de caçadores-coletores, por exemplo, muitas vezes comiam quando sentiam fome, sem um número certo de refeições diárias. Isso se alinha com jornadas de trabalho irregulares e menores que as nossas.

 

É evidente que havia uma variedade muito maior de rotinas alimentares na Antiguidade, quando as telecomunicações ainda eram virtualmente inexistentes e não havia trocas culturais em tempo real entre populações de diferentes partes do mundo.

 

Segundo a historiadora da comida Caroline Yeldham, os romanos antigos faziam só uma grande refeição por dia, beliscando aqui e ali, mas olhando feio para a ideia de café da manhã. Esse banquete diário era um jantar que começava particularmente cedo, no final da tarde. Já os egípcios, de acordo com o livro Food in the ancient world, de Joan P. Alcock, tomavam café da manhã e só comiam de novo ao final do dia, depois que tivessem terminado a jornada de trabalho. A cerveja era importantíssima para a nutrição de operários e agricultores ao longo do dia, já que se trata de um líquido bem calórico.

 

ROSSINI, M. C. Todas as culturas têm refeições equivalentes ao café, almoço e jantar? Revista Superinteressante.

Adaptado. Disponível em <https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/todas-asculturas- tem-refeicoes-equivalentes-ao-cafe-almoco-ejantar/>.

Leia o texto a seguir para responder às questão

   

No trecho “A cerveja era importantíssima para a nutrição de operários e agricultores ao longo do dia”, o adjetivo ocorre no grau superlativo absoluto sintético. Analise as alternativas a seguir, que reescrevem a sentença dada com modificações no grau do adjetivo, e identifique aquela em que se verifica o grau superlativo absoluto analítico.

  1. AA cerveja era extremamente importante para a nutrição de operários e agricultores ao longo do dia.
  2. BA cerveja era o mais importante alimento para a nutrição de operários e agricultores ao longo do dia.
  3. CA cerveja era mais importante que outros alimentos para a nutrição de operários e agricultores ao longo do dia.
  4. DA cerveja era importante para a nutrição de operários e agricultores ao longo do dia.
  5. EA cerveja era importantérrima para a nutrição de operários e agricultores ao longo do dia.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — A cerveja era extremamente importante para a nutrição de operários e agricultores ao longo do dia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Grau do Adjetivo: Superlativo Absoluto Sintético × Analítico

Gabarito: letra A. A alternativa A é a única que reescreve o adjetivo "importantíssima" (superlativo absoluto sintético, formado com o sufixo -íssimo) no superlativo absoluto analítico, que se constrói com um advérbio de intensidade (aqui, "extremamente") + o adjetivo no grau normal ("importante"). Como se vê na própria frase do texto: "A cerveja era importantíssima" — o sufixo marca o grau máximo de forma sintética; a reescrita analítica exige o advérbio, exatamente o que a letra A faz.

O que a questão pede

O comando é direto: identificar, entre as reescrituras, aquela que emprega o superlativo absoluto analítico. Isso é uma questão de morfologia (flexão de grau do adjetivo), não de interpretação de texto — o texto-base serve apenas de contexto para a frase destacada. A tarefa exige conhecer as duas formas de expressar o grau superlativo absoluto:

  • Sintético: adjetivo + sufixo intensificador (-íssimo, -érrimo, -ílimo). Ex.: importantíssima, facilima, paupérrimo.

  • Analítico: advérbio de intensidade (muito, extremamente, bastante, imensamente) + adjetivo no grau normal. Ex.: muito importante, extremamente importante.

A frase original usa a forma sintética: "A cerveja era importantíssima". A banca quer a versão analítica equivalente.

A técnica que decide

Para cada alternativa, pergunte: há um advérbio de intensidade + adjetivo no grau normal? Se sim, é superlativo absoluto analítico. Se houver sufixo (-íssimo, -érrimo), é sintético. Se houver comparação (mais... que, o mais... de), é superlativo relativo ou comparativo — não absoluto.

PEGA ESSA DICA!

Grave a fórmula: absoluto analítico = advérbio de intensidade + adjetivo normal. Se aparecer "muito", "extremamente", "bastante", "imensamente" antes do adjetivo, é analítico. Sufixo = sintético. Comparação = relativo/comparativo.

Forma

Estrutura

Exemplo

Superlativo absoluto sintético

Adjetivo + sufixo (-íssimo, -érrimo)

importantíssima

Superlativo absoluto analítico

Advérbio de intensidade + adjetivo normal

extremamente importante

Superlativo relativo

o mais + adjetivo + de/entre

o mais importante alimento

Comparativo de superioridade

mais + adjetivo + que

mais importante que outros

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A frase "A cerveja era extremamente importante" usa o advérbio de intensidade "extremamente" + o adjetivo "importante" no grau normal. Isso é exatamente o superlativo absoluto analítico: intensidade máxima expressa por um advérbio, sem sufixo. O sentido é equivalente ao de "importantíssima" — ambos indicam grau máximo de importância, sem comparação com outro elemento.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"A cerveja era o mais importante alimento" — aqui há o superlativo relativo (o mais + adjetivo + de/entre), que compara a cerveja com outros alimentos de um grupo. Não é absoluto, pois estabelece relação com um conjunto. O erro é de troca de conceito: confunde superlativo relativo com absoluto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"A cerveja era mais importante que outros alimentos" — isso é grau comparativo de superioridade (mais + adjetivo + que), que compara dois elementos. Não é superlativo, pois não expressa grau máximo absoluto. O erro é de troca de conceito: confunde comparativo com superlativo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"A cerveja era importante" — o adjetivo está no grau normal, sem intensificação. Não há superlativo, nem sintético nem analítico. O erro é de afirmação incompleta: a frase perde a intensidade original, não mantendo o sentido de grau máximo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"A cerveja era importantérrima" — o sufixo -érrima forma o superlativo absoluto sintético (como importantíssima), não o analítico. O erro é de troca de conceito: confunde as duas formas de superlativo absoluto, mantendo a forma sintética.

Conclusão

A única alternativa que usa advérbio de intensidade + adjetivo normal é a letra A. As demais ou usam sufixo (sintético), ou comparação (relativo/comparativo), ou perdem a intensidade. Gabarito: letra A.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura as três formas de grau — absoluto sintético (E), absoluto analítico (A), relativo (B) e comparativo (C) — para testar se você sabe diferenciá-las. A chave é identificar o advérbio de intensidade no analítico.

PEGA ESSA DICA!

"Sintético = sufixo; Analítico = advérbio". Se tem -íssimo/-érrimo, é sintético; se tem muito/extremamente, é analítico.

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