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Questão de Português — Outras Questões de Semântica — Avança SP 2024

PortuguêsOutras Questões de Semântica
Código
qa604191
Banca
Avança SP
Órgão
Pref BS de Itararé
Ano
2024
Cargo
Aux Ser (Pref BS de Itaré)

Aprender piano melhora memória, movimento e percepção sensorial

 

Cientistas acompanharam alunas de piano e constataram que aprender o instrumento afeta regiões do cérebro responsáveis por movimento, sensações e memória. Alguns estudos já se propuseram a observar o impacto desse aprendizado, mas eles geralmente eram curtos e faziam apenas uma varredura cerebral.

 

A nova pesquisa, realizada pelo Instituto Nencki de Biologia Experimental, na Polônia, seguiu 24 mulheres destras, com idade média de 20 anos, no aprendizado de piano – foram mais de 6 meses, com 13 aulas de 45 minutos e 4 horas semanais de prática. Elas tinham um professor que mostrou técnicas básicas e ensinou oito peças musicais.

 

Os cientistas fizeram quatro exames de ressonância magnética em quatro momentos específicos: depois de 1, de 6, de 13 e de 26 semanas de treino. O objetivo era escanear o cérebro das participantes e acompanhar seu progresso conforme as músicas ficavam mais difíceis. Dentro da máquina de ressonância, elas tinham que tocar, em um minitecladinho, aquilo que aprenderam.

 

As varreduras mostraram que várias áreas cerebrais ficaram mais ativas. Entre elas, os córtices auditivos, envolvidos no processamento de sons, e os córtices motores, envolvidos no planejamento e execução de movimentos. É esperado: ao tocar piano, você está inconscientemente prestando atenção na harmonia e tempo entre as notas, além de cautelosamente avaliar a posição das suas mãos e de seus dedos.

 

Contudo, o grau de atividade variou ao longo das 26 semanas. As partes relacionadas à audição não mudaram tanto, mas nos córtices motores ela diminuiu muito. Segundo os pesquisadores, isso também é esperado: uma redução na atividade cerebral quer dizer que aquela função foi otimizada. Conforme praticam, as pianistas ganham mais fluidez de movimento.

 

Os exames também revelaram que aprender a tocar piano ativa inicialmente outras áreas do cérebro: como o cerebelo e os gânglios de base, responsáveis pela coordenação motora e movimentos voluntários, e partes do córtex parietal, que integram diferentes tipos de informação sensorial, como o tato. Eles também apontaram maior ativação no hipocampo, envolvido na memória.

 

A atividade nessas áreas diminuiu conforme as alunas progrediram musicalmente, o que sugere que esses processos neurais ficaram cada vez mais otimizados. Assim como elas ficaram melhores no piano, podendo tocar músicas mais complicadas, sua memória e coordenação também ficaram mais treinadas.

 

Revista Superinteressante. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/aprender-piano-melhora-memoria-movimento-e-percepcao-sensorial/

Cientistas acompanharam alunas de piano e constataram que aprender o instrumento afeta regiões do cérebro responsáveis por movimento, sensações e memória. Alguns estudos já se propuseram a observar o impacto desse aprendizado, mas eles geralmente eram curtos e faziam apenas uma varredura cerebral.

 

No excerto apresentado, a oração introduzida pela conjunção mas exprime, em relação às orações anteriores, um sentido de:

  1. Acausalidade.
  2. Bconformidade.
  3. Calternância.
  4. Drestrição.
  5. Econcessão.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — restrição.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Valor Semântico da Conjunção "mas"

Gabarito: letra D. A conjunção mas introduz uma oração que restringe o alcance do que foi dito antes: os estudos anteriores existiam, mas eram curtos e limitados. Essa é a relação de restrição (ou adversidade), típica das conjunções coordenativas adversativas. No trecho, o mas contrapõe a existência dos estudos à sua limitação, restringindo a ideia de que já havia observações completas.

O Comando

A questão pede que você identifique o sentido que a conjunção mas estabelece entre a oração que ela inicia e as anteriores. Isso é uma questão de semântica das conjunções: você deve reconhecer o valor lógico-discursivo do conectivo no contexto. Não se trata de interpretar o texto, mas de analisar a relação de sentido que o conectivo cria.

O Texto

O trecho diz: "Alguns estudos já se propuseram a observar o impacto desse aprendizado, mas eles geralmente eram curtos e faziam apenas uma varredura cerebral." A primeira oração afirma que estudos existiram; a segunda, introduzida por mas, apresenta uma ressalva: eles eram curtos e limitados. Essa ressalva restringe o valor da afirmação anterior — não eram estudos completos. É exatamente o valor de adversidade/restrição.

A Técnica

Conjunções coordenativas adversativas (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto) expressam oposição ou restrição entre orações. A concessão, por outro lado, é expressa por conjunções subordinativas como embora, ainda que, mesmo que, conquanto e indica uma ressalva que não impede a realização do fato principal. A diferença crucial: na adversidade, há uma quebra de expectativa direta; na concessão, há uma concessão de um argumento contrário que, no entanto, não invalida a conclusão.

No trecho, o mas não estabelece uma relação concessiva (não há "embora os estudos fossem curtos, eles foram úteis"), mas sim uma restrição: a existência dos estudos é limitada por sua curta duração e metodologia. Por isso, a alternativa correta é restrição.

Conjunções coordenativas adversativas
  • 1mas, porém, contudo, todavia
  • 2Sentido: oposição/restrição
    • Quebra de expectativa
    • Restringe o alcance do que foi dito
  • 3Conjunções subordinativas concessivas
    • embora, ainda que, mesmo que
    • Sentido: ressalva que não impede
      • Concede argumento contrário
      • Não invalida a conclusão
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Causalidade seria expressa por conectivos como porque, pois, já que, visto que. No trecho, o mas não indica causa; ele apenas contrapõe a existência dos estudos à sua limitação. Não há relação de causa e efeito entre as orações.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Conformidade seria expressa por conforme, segundo, consoante. O mas não estabelece uma relação de conformidade entre as orações; não há ideia de acordo ou de seguir um padrão.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Alternância seria expressa por ou...ou, ora...ora, quer...quer. O mas não indica alternância entre duas possibilidades; ele apenas apresenta uma ressalva à afirmação anterior.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A conjunção mas é uma conjunção coordenativa adversativa e, no contexto, expressa restrição. A oração "mas eles geralmente eram curtos e faziam apenas uma varredura cerebral" restringe o alcance da afirmação anterior, limitando o valor dos estudos mencionados. Essa é a relação de adversidade/restrição.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Concessão seria expressa por embora, ainda que, mesmo que. Embora haja uma relação de oposição, a concessão envolve uma ressalva que não impede a realização do fato principal, o que não ocorre aqui. O mas apenas restringe, não concede.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão clássica entre mas (adversativa, restrição) e embora (concessiva). O candidato que decora listas sem analisar o contexto tende a marcar concessão, mas o mas aqui apenas restringe o alcance da afirmação anterior, sem estabelecer uma concessão típica.

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar o valor de uma conjunção, pergunte: "essa conjunção poderia ser substituída por embora?" Se sim, é concessão; se puder ser substituída por porém, é adversidade/restrição. No trecho, "Alguns estudos já se propuseram a observar o impacto desse aprendizado, porém eles geralmente eram curtos" — perfeito, é restrição.

Conclusão: A conjunção mas é uma coordenativa adversativa e, no contexto, expressa restrição. As demais alternativas (causalidade, conformidade, alternância, concessão) não correspondem ao valor semântico do conectivo. Gabarito: letra D.

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