Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — Avança SP 2024
- Código
- qa604633
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- Pref Pedreira
- Ano
- 2024
- Cargo
- Art ( )

- A“este”.
- B“livro”.
- C“coisas”.
- D“têm”.
- E“fé”.

GabaritoC — “coisas”.
Gabarito: letra C. O particípio "aceitas" concorda em gênero e número com "coisas", núcleo do sujeito paciente da locução passiva "têm que ser aceitas". A regra é clara: na voz passiva analítica (verbo auxiliar + particípio), o particípio concorda com o sujeito paciente — e o núcleo desse sujeito é "coisas" (feminino, plural), por isso "aceitas" no feminino plural.
A questão pede que você identifique com qual termo o particípio concorda. Isso é uma questão de concordância nominal aplicada à voz passiva analítica. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise sintática e morfológica: você precisa localizar o sujeito da oração e verificar a concordância do particípio com ele.
Na fala do terceiro quadrinho:
"Este livro é todo cheio de coisas que têm que ser aceitas pela fé!"
A oração relevante é "coisas que têm que ser aceitas". Vamos decompor:
"coisas" — núcleo do sujeito da oração adjetiva "que têm que ser aceitas".
"que" — pronome relativo que retoma "coisas".
"têm que ser aceitas" — locução verbal na voz passiva: auxiliar "têm" + "que ser" + particípio "aceitas".
Na voz passiva analítica, o particípio concorda com o sujeito paciente, que é "coisas" (retomado pelo relativo "que"). Como "coisas" é feminino e plural, o particípio assume a forma "aceitas".
A pegadinha clássica é confundir o particípio com o agente da passiva ("pela fé") ou com o verbo auxiliar ("têm"). A regra é invariável: o particípio concorda com o sujeito paciente, nunca com o agente, nunca com o auxiliar. Para achar o sujeito, pergunte: quem é aceito? As coisas são aceitas. Portanto, "aceitas" concorda com "coisas".
"Este" é um pronome demonstrativo que acompanha "livro". Ele não participa da oração adjetiva e não é o sujeito paciente. A concordância do particípio não se faz com pronomes demonstrativos, mas com o núcleo do sujeito da passiva. Erro: troca de conceito — confunde o pronome com o referente.
"Livro" é o núcleo do sujeito da oração principal ("Este livro é todo cheio de coisas"), mas a oração em que está o particípio é a adjetiva "que têm que ser aceitas", cujo sujeito é o pronome relativo "que", retomando "coisas". O particípio não concorda com o termo da oração anterior. Erro: troca de conceito — confunde o sujeito da oração principal com o da subordinada.
"Coisas" é o núcleo do sujeito paciente. O pronome relativo "que" retoma "coisas", e é com esse núcleo que o particípio concorda: "coisas" é feminino plural, logo "aceitas". A passagem que prova:
"coisas que têm que ser aceitas"
Aqui, "que" = "coisas"; "aceitas" concorda com "coisas". Regra aplicada: na voz passiva analítica, o particípio concorda com o sujeito paciente.
"Têm" é o verbo auxiliar da locução. O auxiliar concorda com o sujeito ("coisas" → "têm"), mas o particípio não concorda com o auxiliar; ele concorda com o sujeito paciente. Erro: troca de conceito — confunde a concordância do auxiliar com a do particípio.
"Fé" é o agente da passiva (introduzido por "pela"). O particípio nunca concorda com o agente da passiva; concorda com o sujeito paciente. Erro: troca de conceito — confunde agente da passiva com sujeito paciente.
A regra de ouro: na voz passiva analítica, o particípio concorda com o sujeito paciente. Para não errar, identifique o sujeito perguntando "quem sofre a ação?" — as coisas são aceitas, logo "aceitas" concorda com "coisas".
Sublinhe o verbo no particípio e pergunte "quem é [particípio]?" — a resposta é o sujeito paciente. Isso resolve qualquer questão de concordância na passiva.
Gabarito: letra C
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