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Questão de Português — Vozes (Voz Passiva e Voz Ativa) — Avança SP 2024

PortuguêsVozes (Voz Passiva e Voz Ativa)
Código
qa604636
Banca
Avança SP
Órgão
Pref Pedreira
Ano
2024
Cargo
Ass Soc ( )

Quem é o dono da Lua? Interesse crescente na exploração do satélite reacende discussão

 

A sonda chinesa Chang'e-6 retornou à Terra na terça-feira (25), trazendo as primeiras amostras da história do lado oculto da Lua. Esta missão é um marco significativo na exploração lunar e levanta questões importantes sobre a propriedade e o uso da Lua.

 

O interesse renovado pela Lua é impulsionado por uma combinação de fatores científicos, econômicos e estratégicos. Do ponto de vista científico, a Lua oferece uma oportunidade única para a pesquisa e a descoberta. Missões recentes, como essa da Chang'e-6, fornecem informações valiosas sobre a composição e a história geológica do satélite, ajudando a entender melhor a formação do sistema Terra-Lua e outros processos planetários.

 

A Lua tem depósitos de Hélio-3, um isótopo raro que não é abundante na Terra. O Hélio-3 é considerado uma potencial fonte de combustível para futuras reações de fusão nuclear, que poderiam fornecer uma forma limpa e quase ilimitada de energia. Dominar a tecnologia de fusão nuclear com Hélio-3 poderia revolucionar a produção de energia no planeta, oferecendo uma alternativa limpa às atuais fontes de energia baseadas em combustíveis fósseis. Esse interesse é um dos fatores que impulsionam a nova corrida espacial para a Lua, com implicações tanto científicas quanto econômicas de uma importância revolucionária.

 

Economicamente, a Lua possui recursos valiosos, como água congelada nos polos, que podem ser usados para sustentar futuras bases lunares e missões espaciais de longa duração. A água pode ser transformada em hidrogênio e oxigênio, fornecendo combustível para foguetes. Estrategicamente, a presença na Lua permite que as nações afirmem sua liderança no espaço, desenvolvam novas tecnologias e estabeleçam a infraestrutura necessária para a próxima era da exploração espacial.

 

Atualmente, ninguém pode reivindicar a propriedade da Lua por soberania, ocupação ou qualquer outra razão. Esta posição é formalizada principalmente pelo Tratado do Espaço Exterior de 1967, assinado por mais de 100 países, incluindo as principais nações com capacidade espacial como EUA, Rússia e China.

 

O Tratado do Espaço Exterior estabelece que a Lua e outros corpos celestes não são passíveis de apropriação nacional por reivindicação de soberania, uso ou ocupação, ou por qualquer outro meio. Este tratado também proíbe a colocação de armas nucleares ou qualquer outro tipo de armas de destruição em massa no espaço exterior, e declara que a Lua deve ser usada exclusivamente para fins pacíficos. Recentemente, os Artemis Accords, liderados pelos EUA, representam um conjunto de princípios para a cooperação internacional na exploração da Lua, Marte e outros corpos celestes. Esses acordos, que complementam o Tratado do Espaço Exterior, visam promover a exploração pacífica e coordenada, incluindo a gestão de recursos lunares.

 

Embora o Tratado do Espaço Exterior proíba a apropriação de território, ele permite a extração e uso de recursos. Isso abre a possibilidade de mineração lunar, onde os materiais extraídos podem ser usados para sustentar bases lunares ou como combustível para missões espaciais mais distantes. Empresas privadas, em cooperação com agências espaciais, estão explorando tecnologias e métodos para viabilizar essas atividades.

 

A crescente atividade espacial também levanta preocupações sobre a governança e a gestão de possíveis conflitos no espaço. A cooperação entre nações e a diplomacia contínua serão essenciais para garantir que a Lua continue sendo um patrimônio comum da humanidade. As recentes explorações exemplificam os avanços e desafios que enfrentamos na exploração espacial, destacando a necessidade de uma abordagem internacional pacífica. Que assim seja.

 

LAPOLA, M. Quem é o dono da Lua? Interesse crescente na exploração do satélite reacende discussão.

Revista Galileu: Quânticas. Adaptado. Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quanticas/blog/2024/07/quem-e-o-dono-da-lua.ghtml>

Leia o texto a seguir para responder á questão     Analise a voz verbal no excerto dado a seguir e assinale a alternativa que o reescreve corretamente na voz passiva analítica, com o agente da passiva: “A Lua tem depósitos de Hélio-3, um isótopo raro que não é abundante na Terra.”
  1. ADepósitos de Hélio-3 foram tidos pela Lua, um isótopo raro que não é abundante na Terra.
  2. BDepósitos de Hélio-3, um isótopo raro que não é abundante na Terra, são tidos.
  3. CHá depósitos de Hélio-3 na Lua, um isótopo raro que não é abundante na Terra.
  4. DTem-se depósitos de Hélio-3, um isótopo raro que não é abundante na Terra.
  5. EDepósitos de Hélio-3, um isótopo raro que não é abundante na Terra, são tidos pela Lua.
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GabaritoE — Depósitos de Hélio-3, um isótopo raro que não é abundante na Terra, são tidos pela Lua.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Voz Passiva Analítica — Conversão com Agente da Passiva

Gabarito: letra E. A única reescritura correta na voz passiva analítica, com agente da passiva, é a letra E: "Depósitos de Hélio-3, um isótopo raro que não é abundante na Terra, são tidos pela Lua." A frase original "A Lua tem depósitos de Hélio-3" está na voz ativa, com sujeito A Lua, verbo tem e objeto direto depósitos de Hélio-3. Na conversão para a passiva analítica, o objeto direto vira sujeito paciente, o verbo "ter" é substituído por "ser + particípio" (no mesmo tempo: presente → "são tidos"), e o sujeito da ativa vira agente da passiva ("pela Lua"). As demais alternativas ou usam o verbo "ter" de forma inadequada, ou omitem o agente, ou não constituem passiva.

O Comando

A questão pede uma reescritura na voz passiva analítica — ou seja, a estrutura verbo auxiliar SER + particípio do verbo principal — e exige que o agente da passiva esteja presente. Isso significa que a alternativa correta deve conter:

  • um sujeito paciente (o antigo objeto direto);

  • uma locução verbal com SER + particípio, no mesmo tempo verbal da ativa (presente do indicativo);

  • o agente da passiva (introduzido por "por" ou "pela").

O Texto e a Conversão

O trecho original é: "A Lua tem depósitos de Hélio-3, um isótopo raro que não é abundante na Terra."

Na voz ativa:

  • Sujeito: A Lua

  • Verbo: tem (presente do indicativo)

  • Objeto direto: depósitos de Hélio-3

Para passar para a voz passiva analítica, seguimos a regra: o objeto direto da ativa vira sujeito paciente; o verbo principal vira particípio, antecedido do verbo auxiliar SER no mesmo tempo; o sujeito da ativa vira agente da passiva.

Aplicando:

  • Sujeito paciente: Depósitos de Hélio-3

  • Locução verbal: são tidos (presente do indicativo, concordando com o sujeito plural)

  • Agente da passiva: pela Lua

Resultado: "Depósitos de Hélio-3, um isótopo raro que não é abundante na Terra, são tidos pela Lua." — exatamente a letra E.

PEGA ESSA DICA!

Na transposição, mantenha o tempo verbal: presente do indicativo na ativa → presente do indicativo na passiva ("tem" → "são tidos"). Se o verbo estivesse no pretérito, seria "foram tidos".

A Pegadinha Central: o verbo "ter"

O verbo ter (no sentido de posse) não admite voz passiva — assim como "haver", "ganhar", "receber", "sofrer", entre outros. Isso porque a passiva exige um verbo que expresse ação; "ter" indica posse, não ação. Por isso, a conversão correta não é natural, mas a banca pede uma reescritura que mantenha o sentido e a estrutura formal da passiva analítica. A letra E faz isso usando o particípio "tido", que é o particípio regular de "ter".

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a impossibilidade de passivar "ter" e a necessidade de manter o agente. Alternativas que omitem o agente (B) ou que usam estruturas que não são passivas (C, D) são distratoras clássicas.

Análise das Alternativas

1Estrutura
Sujeito paciente (objeto direto da ativa)
Verbo SER + particípio (mesmo tempo)
Agente da passiva (por/pela)
2Verbos que não admitem passiva
Ter
Haver
Ganhar
Receber
Sofrer
3Conversão
Ativa: A Lua tem depósitos
Passiva: Depósitos são tidos pela Lua
Voz passiva analítica
LEVELsoulevel.com.br
Voz passiva analítica: Estrutura (Sujeito paciente (objeto direto da ativa), Verbo SER + particípio (mesmo tempo), Agente da passiva (por/pela)); Verbos que não admitem passiva (Ter, Haver, Ganhar, Receber, Sofrer); Conversão (Ativa: A Lua tem depósitos, Passiva: Depósitos são tidos pela Lua)

Alternativa A — ❌ Incorreta

"Depósitos de Hélio-3 foram tidos pela Lua, um isótopo raro que não é abundante na Terra."

Erro: tempo verbal trocado. O original está no presente ("tem"), mas a alternativa usa "foram tidos" (pretérito perfeito). A transposição deve manter o tempo verbal. Além disso, a oração adjetiva "um isótopo raro..." ficou deslocada, mas o erro principal é o tempo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Depósitos de Hélio-3, um isótopo raro que não é abundante na Terra, são tidos."

Erro: omite o agente da passiva. O enunciado exige explicitamente o agente ("pela Lua"). Sem ele, a frase fica incompleta e não atende ao comando.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Há depósitos de Hélio-3 na Lua, um isótopo raro que não é abundante na Terra."

Erro: não é voz passiva. O verbo "há" (haver) é impessoal e indica existência; não há locução com SER + particípio. A frase muda completamente a estrutura e o sentido.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Tem-se depósitos de Hélio-3, um isótopo raro que não é abundante na Terra."

Erro: não é voz passiva analítica. "Tem-se" é voz ativa com pronome apassivador? Não: "ter" não admite passiva sintética; "tem-se" aqui indica sujeito indeterminado (ou é construção com "se" indeterminador). Além disso, não há SER + particípio, e o agente "pela Lua" está ausente.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Depósitos de Hélio-3, um isótopo raro que não é abundante na Terra, são tidos pela Lua."

Perfeita: sujeito paciente (Depósitos de Hélio-3), locução "são tidos" (presente, concordando), agente da passiva "pela Lua". Mantém o sentido e a estrutura exigida.

Conclusão

A questão testa a transposição de voz ativa para passiva analítica com três exigências: sujeito paciente, locução SER + particípio no mesmo tempo, e agente da passiva. A letra E é a única que cumpre todas. Gabarito: letra E.

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