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Questão de Português — Termos Acessórios (Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial e Aposto). Vocativo — Avança SP 2024

PortuguêsTermos Acessórios (Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial e Aposto). Vocativo
Código
qa604638
Banca
Avança SP
Órgão
Pref Pedreira
Ano
2024
Cargo
Ass Soc ( )

Quem é o dono da Lua? Interesse crescente na exploração do satélite reacende discussão

 

A sonda chinesa Chang'e-6 retornou à Terra na terça-feira (25), trazendo as primeiras amostras da história do lado oculto da Lua. Esta missão é um marco significativo na exploração lunar e levanta questões importantes sobre a propriedade e o uso da Lua.

 

O interesse renovado pela Lua é impulsionado por uma combinação de fatores científicos, econômicos e estratégicos. Do ponto de vista científico, a Lua oferece uma oportunidade única para a pesquisa e a descoberta. Missões recentes, como essa da Chang'e-6, fornecem informações valiosas sobre a composição e a história geológica do satélite, ajudando a entender melhor a formação do sistema Terra-Lua e outros processos planetários.

 

A Lua tem depósitos de Hélio-3, um isótopo raro que não é abundante na Terra. O Hélio-3 é considerado uma potencial fonte de combustível para futuras reações de fusão nuclear, que poderiam fornecer uma forma limpa e quase ilimitada de energia. Dominar a tecnologia de fusão nuclear com Hélio-3 poderia revolucionar a produção de energia no planeta, oferecendo uma alternativa limpa às atuais fontes de energia baseadas em combustíveis fósseis. Esse interesse é um dos fatores que impulsionam a nova corrida espacial para a Lua, com implicações tanto científicas quanto econômicas de uma importância revolucionária.

 

Economicamente, a Lua possui recursos valiosos, como água congelada nos polos, que podem ser usados para sustentar futuras bases lunares e missões espaciais de longa duração. A água pode ser transformada em hidrogênio e oxigênio, fornecendo combustível para foguetes. Estrategicamente, a presença na Lua permite que as nações afirmem sua liderança no espaço, desenvolvam novas tecnologias e estabeleçam a infraestrutura necessária para a próxima era da exploração espacial.

 

Atualmente, ninguém pode reivindicar a propriedade da Lua por soberania, ocupação ou qualquer outra razão. Esta posição é formalizada principalmente pelo Tratado do Espaço Exterior de 1967, assinado por mais de 100 países, incluindo as principais nações com capacidade espacial como EUA, Rússia e China.

 

O Tratado do Espaço Exterior estabelece que a Lua e outros corpos celestes não são passíveis de apropriação nacional por reivindicação de soberania, uso ou ocupação, ou por qualquer outro meio. Este tratado também proíbe a colocação de armas nucleares ou qualquer outro tipo de armas de destruição em massa no espaço exterior, e declara que a Lua deve ser usada exclusivamente para fins pacíficos. Recentemente, os Artemis Accords, liderados pelos EUA, representam um conjunto de princípios para a cooperação internacional na exploração da Lua, Marte e outros corpos celestes. Esses acordos, que complementam o Tratado do Espaço Exterior, visam promover a exploração pacífica e coordenada, incluindo a gestão de recursos lunares.

 

Embora o Tratado do Espaço Exterior proíba a apropriação de território, ele permite a extração e uso de recursos. Isso abre a possibilidade de mineração lunar, onde os materiais extraídos podem ser usados para sustentar bases lunares ou como combustível para missões espaciais mais distantes. Empresas privadas, em cooperação com agências espaciais, estão explorando tecnologias e métodos para viabilizar essas atividades.

 

A crescente atividade espacial também levanta preocupações sobre a governança e a gestão de possíveis conflitos no espaço. A cooperação entre nações e a diplomacia contínua serão essenciais para garantir que a Lua continue sendo um patrimônio comum da humanidade. As recentes explorações exemplificam os avanços e desafios que enfrentamos na exploração espacial, destacando a necessidade de uma abordagem internacional pacífica. Que assim seja.

 

LAPOLA, M. Quem é o dono da Lua? Interesse crescente na exploração do satélite reacende discussão.

Revista Galileu: Quânticas. Adaptado. Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quanticas/blog/2024/07/quem-e-o-dono-da-lua.ghtml>

Leia o texto a seguir para responder á questão     As vírgulas empregadas no excerto “[...] os Artemis Accords, liderados pelos EUA, representam um conjunto de princípios para a cooperação internacional na exploração da Lua [...]” ocorrem pelo mesmo motivo que em:
  1. ALuna, filha mais velha do pecuarista, herdou todas as terras da família.
  2. BO pobre rapaz, embora não visse sentido naquilo, permaneceu ali para agradar sua noiva.
  3. CDesde o último verão, a garota ainda pensa nas oportunidades que perdeu.
  4. DVeja bem, mocinho, a forma como responde a seu pai.
  5. EAntônio, Victor e João não são dançarinos profissionais.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Luna, filha mais velha do pecuarista, herdou todas as terras da família.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Vírgula Isolando Aposto Explicativo — Reconhecimento do Mesmo Uso

Gabarito: letra A. As vírgulas em "os Artemis Accords, liderados pelos EUA, representam..." isolam um aposto explicativo — um termo que explica/especifica o substantivo anterior e pode ser retirado sem prejuízo sintático. A única alternativa que repete exatamente esse uso é a letra A: em "Luna, filha mais velha do pecuarista, herdou...", o trecho "filha mais velha do pecuarista" é aposto explicativo de "Luna", também isolado por vírgulas. As demais alternativas usam a vírgula para outros fins (vocativo, adjunto adverbial deslocado, enumeração), como veremos.

O Comando: Comparar o Motivo da Vírgula

A questão pede que você identifique a alternativa em que as vírgulas ocorrem pelo mesmo motivo que no excerto do texto. Isso não é uma questão de interpretação de conteúdo, mas de análise sintática da pontuação: você precisa reconhecer a função das vírgulas no trecho dado e encontrar a opção que exerce a mesma função. O verbo "ocorrem pelo mesmo motivo" indica que a banca quer que você compare o uso da vírgula, não o sentido da frase.

O Texto: Onde Está o Uso em Questão

No excerto do texto-base:

"os Artemis Accords, liderados pelos EUA, representam um conjunto de princípios para a cooperação internacional na exploração da Lua"

O trecho "liderados pelos EUA" é um aposto explicativo — ele acrescenta uma informação sobre "os Artemis Accords", explicando quem os lidera. Esse aposto está isolado por vírgulas, e pode ser retirado da frase sem que ela perca o sentido básico: "os Artemis Accords representam um conjunto de princípios...". Essa é a característica central do aposto: é um termo acessório, explicativo, que vem entre vírgulas (ou travessões, ou parênteses).

A Técnica: Como Reconhecer o Aposto Explicativo

O aposto explicativo é um termo que se junta a um substantivo para explicá-lo ou especificá-lo, e vem separado por vírgula, dois-pontos ou travessão. Para identificá-lo, pergunte: "o que é / quem é / qual é?" — a resposta é o aposto. No excerto: "Quem são os Artemis Accords?" → "liderados pelos EUA". No exemplo da letra A: "Quem é Luna?" → "filha mais velha do pecuarista".

A pegadinha da banca é oferecer outros usos da vírgula que parecem semelhantes, mas têm função diferente:

Uso da vírgula

Exemplo

Função

Isolar aposto explicativo

"Luna, filha mais velha do pecuarista, herdou..."

Explicar o substantivo anterior

Isolar vocativo

"Veja bem, mocinho, a forma..."

Chamar/interpelar o interlocutor

Isolar adjunto adverbial deslocado

"Desde o último verão, a garota ainda pensa..."

Marcar circunstância deslocada

Separar oração intercalada

"O pobre rapaz, embora não visse sentido naquilo, permaneceu..."

Intercalar uma oração concessiva

Separar termos de enumeração

"Antônio, Victor e João não são..."

Listar elementos de mesma função

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Luna, filha mais velha do pecuarista, herdou todas as terras da família."

Aqui, "filha mais velha do pecuarista" é um aposto explicativo de "Luna": explica quem é Luna, acrescentando uma informação que pode ser retirada sem prejuízo sintático ("Luna herdou todas as terras"). As vírgulas isolam esse aposto, exatamente como no excerto do texto. É a única alternativa que repete o mesmo motivo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"O pobre rapaz, embora não visse sentido naquilo, permaneceu ali para agradar sua noiva."

Aqui, as vírgulas isolam uma oração subordinada adverbial concessiva intercalada ("embora não visse sentido naquilo"), não um aposto. A oração traz uma ideia de concessão ("apesar de não ver sentido"), e não explica um substantivo. Erro: troca de conceito — confunde oração intercalada com aposto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Desde o último verão, a garota ainda pensa nas oportunidades que perdeu."

A vírgula aqui separa um adjunto adverbial de tempo deslocado ("Desde o último verão") do restante da oração. Não há aposto. Erro: troca de conceito — confunde adjunto adverbial deslocado com aposto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Veja bem, mocinho, a forma como responde a seu pai."

Aqui, "mocinho" é um vocativo — um chamamento ao interlocutor, isolado por vírgulas. O vocativo não explica um substantivo; ele interpela alguém. Erro: troca de conceito — confunde vocativo com aposto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Antônio, Victor e João não são dançarinos profissionais."

As vírgulas separam os elementos de uma enumeração (sujeito composto: Antônio, Victor e João). Não há aposto. Erro: troca de conceito — confunde enumeração com aposto.

Fechamento

A regra de ouro: aposto explicativo sempre vem entre vírgulas e pode ser retirado sem prejuízo sintático. Teste cada alternativa retirando o trecho entre vírgulas: se a frase continuar correta e o trecho explicar um substantivo, é aposto. Só a letra A passa nesse teste.

Gabarito: letra A

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