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Questão de Português — Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc) — Avança SP 2024

PortuguêsCoerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Código
qa604651
Banca
Avança SP
Órgão
Pref Tapiratiba
Ano
2024
Cargo
ASoc ( )

A forma que enxergamos as cores muda conforme envelhecemos,

diz estudo

 

Quando expostas ao aumento de luminosidade e da saturação cromática, as pupilas se contraem. Mas há uma diferença nesse movimento entre jovens e idosos – o que resulta em percepções diferentes da mesma cor. Isso é o que mostra um estudo publicado na revista Scientific Reports e divulgado em 22 de janeiro.

 

A pesquisa contou com dois grupos: um de 17 pessoas com idade média de 27,7 anos e outro de 20 indivíduos com idade média de 64,4 anos. Os pesquisadores colocaram os voluntários em uma sala com blecaute e lhes mostraram 26 cores diferentes enquanto mediam o diâmetro de suas pupilas usando uma câmera de rastreamento ocular altamente sensível. Cada tonalidade aparecia na tela por 5 segundos. Foram exibidos tons escuros, suaves, saturados e claros de magenta, azul, verde, amarelo e vermelho, além de dois tons de laranja e quatro opções de cinza. O aparelho, que captava o diâmetro das pupilas mil vezes por segundo, permitiu observar que as pupilas de pessoas idosas saudáveis se contraiam menos do que a de adultos jovens em resposta ao aumento na saturação das cores. Essa diferença foi mais acentuada em relação ao verde e ao magenta. Já mudanças na claridade ou luminosidade das tonalidades provocaram respostas semelhantes nos dois grupos.

 

“Esse trabalho questiona a crença antiga entre os cientistas de que a percepção das cores permanece relativamente constante ao longo da vida. Em vez disso, ela sugere que as cores desaparecem lentamente à medida que envelhecemos”, explicou Janneke van Leeuwen, do Instituto de Neurologia da University College London (UCL), na Inglaterra, em comunicado.

 

Os cientistas acreditam que, conforme as pessoas envelhecem, haja um declínio na sensibilidade do corpo aos níveis de saturação das cores no córtex visual primário (parte do cérebro responsável por receber, integrar e processar as informações visuais captadas pelas retinas). Pesquisas anteriores já demonstraram que essa característica também está presente em pessoas que apresentam uma forma rara de demência chamada atrofia cortical posterior (ACP), caso em que dificuldades e anormalidades com relação à percepção de cores podem ocorrer devido a um declínio na sensibilidade do cérebro a determinados tons no córtex visual primário e em suas redes. “Pessoas com demência podem apresentar alterações nas preferências de cores e outros sintomas relacionados ao cérebro visual. Para interpretar esses dados corretamente, primeiro precisamos avaliar os efeitos do envelhecimento saudável na percepção das cores", afirmou Jason Warren, professor do Instituto de Neurologia da UCL. “Portanto, são necessárias mais pesquisas para delinear a neuroanatomia funcional de nossas descobertas, já que áreas corticais superiores também podem estar envolvidas.” Esse é o primeiro estudo a usar pupilometria para demonstrar que o cérebro se torna menos sensível à intensidade das cores conforme envelhecemos, além de complementar pesquisas anteriores que demonstram que adultos mais velhos percebem as cores menos saturadas do que os mais jovens.

Revista Galileu. (Adaptado). Disponível em:

<https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/01/a-forma-que-enxergamos-as-cores-muda-conforme-envelhecemos-diz-estudo.ghtml>

Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Considere o excerto a seguir para responder à questão:

 

Quando expostas ao aumento de luminosidade e da saturação cromática, as pupilas se contraem. Mas há uma diferença nesse movimento entre jovens e idosos – o que resulta em percepções diferentes da mesma cor. Isso é o que mostra um estudo publicado na revista Scientific Reports e divulgado em 22 de janeiro.

 

O emprego do pronome demonstrativo “isso”, no contexto apresentado, é uma estratégia de coesão textual:

  1. Acatafórica.
  2. Banafórica.
  3. Csequencial.
  4. Dmetafórica.
  5. Elexical.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — anafórica.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Coesão Referencial: O Pronome Demonstrativo "Isso"

Gabarito: letra B. O pronome demonstrativo "isso", no excerto, exerce coesão anafórica, pois retoma uma informação já mencionada anteriormente no texto. A passagem que comprova é: "Mas há uma diferença nesse movimento entre jovens e idosos – o que resulta em percepções diferentes da mesma cor. Isso é o que mostra um estudo..." — o "isso" resume e retoma toda a ideia anterior (a diferença entre jovens e idosos na contração das pupilas).

O Comando: Identificar a Estratégia de Coesão

A questão pede que você reconheça o tipo de coesão empregado pelo pronome demonstrativo "isso". Isso é uma questão de conceito — você precisa saber a diferença entre anáfora, catáfora, coesão sequencial, etc. Não é uma questão de interpretação profunda, mas de classificação do mecanismo coesivo.

O Texto: Onde Está a Resposta

No excerto, o pronome "isso" aparece na frase: "Isso é o que mostra um estudo publicado na revista Scientific Reports e divulgado em 22 de janeiro." Para saber o que "isso" retoma, basta olhar para trás: a frase anterior diz que "há uma diferença nesse movimento entre jovens e idosos – o que resulta em percepções diferentes da mesma cor". Portanto, "isso" retoma essa informação anterior. Quando um elemento coesivo retoma algo que veio antes, temos anáfora.

A Técnica: Anáfora × Catáfora

A coesão referencial é o mecanismo que usa pronomes, sinônimos, etc., para evitar repetições e ligar partes do texto. Dentro dela, há duas direções:

  • Anáfora: o elemento coesivo retoma um termo ou ideia que já apareceu antes no texto. Ex.: "Maria comprou um vestido. Ele era azul." — "ele" retoma "vestido".

  • Catáfora: o elemento coesivo antecipa um termo ou ideia que virá depois. Ex.: "Isto é o que quero: paz e sossego." — "isto" antecipa "paz e sossego".

No caso do excerto, "isso" retoma a informação anterior, logo é anafórico. A banca colocou "catafórica" como distrator justamente para testar se você sabe a diferença entre as duas direções.

Análise das Alternativas

Coesão referencial
  • 1Anáfora
    • Retoma o que veio antes
    • Ex.: "Maria comprou um vestido. Ele era azul."
  • 2Catáfora
    • Antecipa o que virá depois
    • Ex.: "Isto é o que quero: paz e sossego."
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Catafórica seria correta se "isso" antecipasse uma informação que viria depois. No texto, porém, "isso" retoma o que já foi dito. A banca explora a confusão entre as duas direções da coesão referencial. Erro: troca de conceito (confunde anáfora com catáfora).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O pronome "isso" retoma a ideia anterior: a diferença entre jovens e idosos na contração das pupilas. Isso é a definição exata de coesão anafórica: retomar um referente já mencionado. A passagem "Isso é o que mostra um estudo" só faz sentido porque "isso" aponta para trás, para o que foi dito antes.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Coesão sequencial é aquela que estabelece a continuidade lógica entre as partes do texto, geralmente por meio de conectivos (conjunções, advérbios). O pronome "isso" não é um conectivo; ele é um elemento de referência, que retoma uma ideia. Portanto, não se trata de coesão sequencial. Erro: troca de conceito (confunde coesão referencial com sequencial).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Metafórica não é um tipo de coesão. Metáfora é uma figura de linguagem, que consiste em empregar uma palavra em sentido figurado. O pronome "isso" está sendo usado em sentido literal, apenas para retomar uma informação. Erro: troca de conceito (confunde coesão com figura de linguagem).

Alternativa E — ❌ Incorreta

Coesão lexical é aquela que se dá por meio de sinônimos, hiperônimos, hipônimos, nominalizações, etc., ou seja, pela substituição de um termo por outro equivalente. O pronome "isso" não é um sinônimo; é um pronome demonstrativo que retoma uma ideia inteira. Portanto, não é coesão lexical. Erro: troca de conceito (confunde coesão referencial com lexical).

Fechamento

A regra de ouro: pergunte-se sempre: o pronome retoma algo que veio antes (anáfora) ou antecipa algo que virá depois (catáfora)? No excerto, "isso" retoma a informação anterior, logo é anafórico. Essa é a diferença que a banca quer que você domine.

Gabarito: letra B

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