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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — Avança SP 2024

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa604677
Banca
Avança SP
Órgão
Pref Tapiratiba
Ano
2024
Cargo
Aux CD ( )

Sumiço de ossos em tumba de 5,5 mil anos

na Suécia intriga arqueólogos

 

Uma das câmaras mortuárias de pedra mais antigas da Suécia foi escavada por arqueólogos em Tiarp, perto da cidade de Falköping. Mas os pesquisadores notaram que algumas partes das pessoas enterradas no túmulo estão ausentes, como crânios e ossos da coxa. Os arqueólogos ficaram intrigados com esse sumiço – ainda mais porque estimam que a tumba de 5,5 mil anos permaneceu intocada desde a Idade da Pedra. Eles registraram os achados em 22 de dezembro de 2023 no periódico Journal of Neolithic Archaeology.

 

As escavações ocorreram no ano passado e foram conduzidas por especialistas da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, e da Universidade de Kiel, na Alemanha. “É um túmulo antigo que remonta ao período Neolítico Inicial, por volta de 3500 a.C.”, diz o arqueólogo Karl-Göran Sjögren, em comunicado. Os especialistas acreditam que os crânios e ossos desaparecidos podem ter sido removidos do túmulo em rituais funerários. Mas, segundo Sjögren, essa hipótese ainda não foi estudada.

 

Tumba diferenciada

 

Uma análise do material da tumba revelou que o local contém ossos das mãos e dos pés, além de fragmentos de ossadas das costelas e dentes. Mas há pouquíssimos crânios e ossos maiores, como os da coxa e do braço. “Isso difere do que geralmente vemos em túmulos megalíticos, ou seja, câmaras mortuárias de pedra do período Neolítico”, avalia Sjögren. “Normalmente, os ossos ausentes são os menores das mãos e dos pés”.

 

Outro diferencial do túmulo é a forma com que foi construído, segundo o arqueólogo. “Há uma pequena saliência em cada extremidade. Isso é algo único entre túmulos em Falbygden”, ele diz.

 

Em Falbygden, uma área geográfica de Falköping, há mais de 250 túmulos de passagem que são construídos com blocos de pedra e datam de cerca de 3,3 mil a.C. “Mas este dólmen é mais antigo”, observa o especialista. “É cerca de 200 a 150 anos mais velho do que os túmulos de passagem, tornando-o uma das câmaras mortuárias de pedra mais antigas da Suécia e de toda a Escandinávia”.

 

Quem eram os mortos?

 

Torbjörn Ahlström, professor de Osteologia na Universidade de Lund, na Suécia, avaliou as descobertas e concluiu que os ossos são de pelo menos doze pessoas, incluindo crianças e idosos. Mas os arqueólogos ainda não sabem por que esses indivíduos morreram. “Não encontramos lesões nas pessoas enterradas, então não acreditamos que haja violência envolvida”, diz Sjögren. “Mas continuamos a estudar o DNA deles, o que mostrará se tinham alguma doença.”

 

Apesar de não saberem ainda como a vida dessas pessoas acabou, os arqueólogos supõem que elas viveram da agricultura. A prática agrícola chegou a Falbygden por volta de 4 mil a.C., ou seja, cerca de 500 anos antes de o túmulo em Tiarp ser construído. “Eles viviam cultivando grãos e criando animais, consumindo produtos lácteos”, diz o arqueólogo.

Revista Galileu. (Adaptado). Disponível

em <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueologia/noticia/2024/01/sumico-de-ossos-em-tumba-de-55-mil-anos-na-suecia-intriga-arqueologos.ghtml>

Leia o texto a seguir para responder à questão.   Considere o excerto: “Apesar de não saberem ainda como a vida dessas pessoas acabou, os arqueólogos supõem que elas viveram da agricultura.” A locução “apesar de” imprime ao contexto em que ocorre um sentido concessivo. A substituição de tal locução pela conjunção “embora”, de mesmo valor, implicaria a modificação:
  1. Ada conjugação do verbo ‘saber’, de infinitivo flexionado para presente do indicativo.
  2. Bda conjugação do verbo ‘saber’, de infinitivo flexionado para futuro do subjuntivo.
  3. Cda conjugação do verbo ‘saber’, de infinitivo flexionado para presente do subjuntivo.
  4. Dda conjugação do verbo ‘supor’, de presente do indicativo para futuro do presente do indicativo.
  5. Eda conjugação do verbo ‘supor’, de presente do indicativo para futuro do presente do indicativo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — da conjugação do verbo ‘saber’, de infinitivo flexionado para presente do subjuntivo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição de "Apesar de" por "Embora": Flexão do Verbo no Subjuntivo

Gabarito: letra C. A substituição da locução concessiva "apesar de" pela conjunção "embora" exige que o verbo da oração subordinada passe do infinitivo flexionado ("saberem") para o presente do subjuntivo ("saibam"). A regra é clara: "embora" é uma conjunção concessiva que sempre rege o modo subjuntivo, enquanto "apesar de" admite o infinitivo flexionado. No excerto, "apesar de não saberem" torna-se "embora não saibam".

O Comando: Reescrita com Preservação de Sentido

A questão pede que você identifique qual modificação gramatical ocorre ao trocar uma locução por uma conjunção de mesmo valor semântico. Não se trata de interpretar o texto, mas de aplicar uma regra de regência de conectivos: cada conjunção exige um modo verbal específico. O comando "implicaria a modificação" direciona o olhar para a flexão do verbo que acompanha o conectivo.

O Texto: Onde a Resposta Mora

O trecho em análise é:

"Apesar de não saberem ainda como a vida dessas pessoas acabou, os arqueólogos supõem que elas viveram da agricultura."

A oração subordinada concessiva é introduzida por "apesar de". O verbo "saber" está no infinitivo flexionado ("saberem"), concordando com o sujeito "os arqueólogos". Ao substituir por "embora", a estrutura sintática muda: a preposição "de" desaparece e o verbo precisa ser conjugado no presente do subjuntivo para manter a correção gramatical.

A Regra: Conjunções Concessivas e Modo Verbal

As conjunções concessivas (embora, ainda que, conquanto, mesmo que, se bem que) exigem o modo subjuntivo na oração que introduzem. Isso ocorre porque expressam uma hipótese, uma condição contrária à expectativa, e o subjuntivo é o modo da irrealidade, da dúvida, da possibilidade. Já a locução "apesar de" é seguida de infinitivo (pessoal ou impessoal), pois é uma locução prepositiva que rege o verbo no infinitivo.

Exemplo prático:

  • "Apesar de chover, fomos à praia." (infinitivo impessoal)

  • "Embora chova, fomos à praia." (presente do subjuntivo)

No caso do texto, o sujeito é plural ("os arqueólogos"), então o infinitivo flexionado é "saberem" e o presente do subjuntivo é "saibam".

Análise das Alternativas

1"Embora" (e outras)
Exige modo subjuntivo
Ex.: Embora chova
2"Apesar de" (locução)
Exige infinitivo
Ex.: Apesar de chover
3Efeito da substituição
Verbo da subordinada muda
Verbo da principal permanece
Conjunções concessivas
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Conjunções concessivas: "Embora" (e outras) (Exige modo subjuntivo, Ex.: Embora chova); "Apesar de" (locução) (Exige infinitivo, Ex.: Apesar de chover); Efeito da substituição (Verbo da subordinada muda, Verbo da principal permanece)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: Afirma que o verbo "saber" passaria para o presente do indicativo. Isso está errado porque "embora" exige subjuntivo, não indicativo. O presente do indicativo seria "sabem", que não é aceito após "embora". A alternativa confunde o modo verbal exigido pela conjunção concessiva.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: Afirma que o verbo "saber" passaria para o futuro do subjuntivo. O futuro do subjuntivo é usado em orações condicionais ("se você souber") ou temporais futuras, não após "embora". A conjunção "embora" exige presente do subjuntivo (ou pretérito imperfeito do subjuntivo, dependendo do contexto), nunca futuro. A alternativa troca o tempo verbal.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta: A substituição de "apesar de" por "embora" exige que o verbo "saber" passe do infinitivo flexionado ("saberem") para o presente do subjuntivo ("saibam"). Isso ocorre porque "embora" é uma conjunção concessiva que rege o modo subjuntivo. A frase reescrita seria: "Embora não saibam ainda como a vida dessas pessoas acabou, os arqueólogos supõem que elas viveram da agricultura."

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: Afirma que o verbo "supor" mudaria de presente do indicativo para futuro do presente do indicativo. Isso não ocorre, pois a substituição de "apesar de" por "embora" afeta apenas o verbo da oração subordinada ("saber"), não o verbo da oração principal ("supõem"). O verbo "supor" permanece no presente do indicativo, pois a oração principal não é afetada pela conjunção concessiva.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: Repete o mesmo erro da alternativa D, afirmando que o verbo "supor" mudaria de tempo. Além disso, a alternativa E é idêntica à D, o que já indica que não pode ser a correta, pois a banca não teria duas respostas iguais. O verbo "supor" permanece inalterado.

Conclusão

A questão testa o conhecimento da regência de modo verbal das conjunções concessivas. A única modificação necessária é a do verbo "saber", que passa de infinitivo flexionado para presente do subjuntivo. As demais alternativas ou erram o modo verbal, ou erram o verbo que sofre a modificação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato ao mencionar o verbo "supor", que não sofre alteração, e ao oferecer tempos verbais incorretos (indicativo, futuro do subjuntivo). Fique atento: a conjunção "embora" sempre exige subjuntivo, e a modificação atinge apenas o verbo da oração subordinada.

PEGA ESSA DICA!

Ao substituir conectivos, identifique primeiro qual oração é afetada. A oração principal mantém o verbo no tempo original; apenas a oração subordinada pode ter o modo alterado conforme a exigência do novo conectivo.

Gabarito: letra C

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