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Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — Avança SP 2024

PortuguêsConjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais
Código
qa606270
Banca
Avança SP
Órgão
SAEP Pirassununga
Ano
2024
Cargo
ASD ( )

A nova espécie de mamífero descoberta por cientistas no Peru

 

Uma nova espécie de cervo foi encontrada no norte do Peru: o Pudella carlae ou pudu da selva peruana. Já faz muitos anos que pesquisadores descobriram o pudu, um pequeno cervo de pele escura que habita grandes territórios da Argentina à Colômbia. Até onde se sabia, existiam duas espécies com este nome: o Pudu puda, que habita as florestas da fronteira sul entre Argentina e Chile, e o Pudu mephistophiles, também conhecido como pudu pequeno ou do norte, considerado a menor espécie de veado do planeta.

 

Essa segunda espécie vive em regiões de montanha localizadas entre o Peru, o Equador e algumas áreas da Colômbia. Mas agora os pesquisadores da Divisão de Mastozoologia do Centro de Ornitologia e Biodiversidade do Peru conseguiram demonstrar que os Pudu mephistophiles, na verdade, incluem duas espécies diferentes. Uma delas é a forma típica, que habita a região peruana de Huancabamba e se estende até o norte da América do Sul. E a outra é a Pudella carlae, endêmica do Peru e que vive no sul da depressão de Huancabamba (cerca de 1.000 quilômetros ao norte de Lima). Esta é a primeira descoberta de uma nova espécie de cervo em 60 anos na América e a primeira no século 21 em todo o mundo.

 

Quais são as diferenças

Nos últimos anos, com o intuito de melhorar os projetos de conservação em áreas habitadas por mamíferos raros (como o pudu), o Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas do Estado do Peru, Sernanp, realizou diversos estudos em diferentes habitats. Esses estudos, realizados pelo cientista peruano Javier Barrio, indicaram que essas duas espécies eram diferentes, apesar de durante anos terem sido classificadas como o mesmo animal.

 

Após diversas análises genéticas e morfológicas, a equipe conseguiu demonstrar que os exemplares de pudu que habitavam a região sul da depressão de Huancabamba são diferentes daqueles do norte. Eles têm duas diferenças, explica Guillermo D'Elía, professor da Universidade Austral do Chile. A primeira é a sua composição corporal. A Pudella carlae é maior, seu pelo é mais escuro e o formato das orelhas não é semelhante. E a segunda diferença é genética. “As linhagens dos dois animais não coincidem para que sejam chamados da mesma espécie”, diz D'Elía.

 

Para D'Elía, a importância dessa descoberta reside não só em encontrar novas espécies em meio às ameaças ambientais do mundo atual, mas também em fornecer mais informações sobre as espécies de cervos que habitam o continente americano.

 

Portal de notícias Terra. Disponível em <https://www.terra.com.br/planeta/noticias/a-nova-especie-de-mamifero-descoberta-por-cientistas-no-peru,b853cb78c6b6fd390cf3b455f29ee3a9dsharglq.html?utm_source=clipboard> (Adaptado).

Leia o texto a seguir para responder à questão     Considere o excerto a seguir para responder à questão   Já faz muitos anos que pesquisadores descobriram o pudu, um pequeno cervo de pele escura que habita grandes territórios da Argentina à Colômbia.   Em relação ao tempo, o verbo “descobriram” exprime uma ação que:
  1. Aocorreu e terminou no passado.
  2. Bocorre no presente.
  3. Cocorrerá no futuro.
  4. Dpoderia ter ocorrido no passado.
  5. Eocorria com frequência no passado.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — ocorreu e terminou no passado.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tempo Verbal: Pretérito Perfeito do Indicativo

Gabarito: letra A. O verbo "descobriram" está no pretérito perfeito do indicativo, tempo que exprime ação ocorrida e concluída no passado, anterior ao momento da fala. A forma "descobriram" (3ª pessoa do plural) indica um fato pontual e acabado, como se lê no excerto: "Já faz muitos anos que pesquisadores descobriram o pudu".

O Comando

A questão pede que você identifique o valor temporal da forma verbal "descobriram" no contexto. Não se trata de interpretar o texto, mas de reconhecer o tempo e o modo verbais e o efeito de sentido que eles produzem. O verbo está no modo indicativo (certeza, fato) e no pretérito perfeito — a chave da questão é saber que esse tempo indica ação concluída no passado.

O Texto e a Forma Verbal

No trecho, o autor afirma que a descoberta do pudu ocorreu "há muitos anos". O advérbio "já" e a expressão "há muitos anos" reforçam que a ação está completamente encerrada no passado. A forma "descobriram" não indica habitualidade (pretérito imperfeito), nem hipótese (futuro do pretérito), nem ação presente ou futura. É um fato pontual, acabado, localizado antes do momento da enunciação.

A Técnica: Distinguir os Tempos do Passado

A banca explora a confusão clássica entre os tempos do passado. Veja o quadro:

Tempo

Valor

Exemplo

Pretérito perfeito

Ação concluída no passado

"descobriram"

Pretérito imperfeito

Ação habitual ou em curso no passado

"descobriam"

Pretérito mais-que-perfeito

Ação anterior a outra ação passada

"descobriram" (em "quando chegaram, já descobriram")

Futuro do pretérito

Ação hipotética, condicionada

"descobririam"

A forma "descobriram" é a 3ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo do verbo "descobrir". A desinência -ram marca o passado concluído. Não há qualquer marca de continuidade, repetição ou condição.

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar o tempo verbal, pergunte: a ação é pontual e acabada (perfeito), habitual/contínua (imperfeito) ou hipotética (futuro do pretérito)? A presença de expressões como "há muitos anos" e "já" costuma indicar perfeito.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que a ação "ocorreu e terminou no passado". Isso é exatamente o valor do pretérito perfeito do indicativo: fato passado, pontual e concluído. O texto confirma: "Já faz muitos anos que pesquisadores descobriram o pudu" — a descoberta é um evento encerrado, localizado antes do momento da fala.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a ação "ocorre no presente". O verbo está no passado, não no presente. A forma "descobrem" seria presente. A alternativa contradiz o texto, que situa a ação "há muitos anos".

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a ação "ocorrerá no futuro". O verbo está no passado. A forma "descobrirão" seria futuro do presente. A alternativa contradiz o texto, que localiza a ação no passado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a ação "poderia ter ocorrido no passado". Isso expressa hipótese, valor do futuro do pretérito ("descobririam"). O texto apresenta a descoberta como fato certo e concluído, não como possibilidade. A alternativa extrapola ao introduzir um sentido condicional que o texto não autoriza.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a ação "ocorria com frequência no passado". Isso é valor do pretérito imperfeito ("descobriam"), que indica habitualidade ou repetição. O texto relata um evento único e pontual — a descoberta de uma espécie —, não uma ação repetida. A alternativa troca o tempo verbal, confundindo perfeito com imperfeito.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre pretérito perfeito (ação concluída) e pretérito imperfeito (ação habitual). A alternativa E é a mais sedutora, pois ambos são passados — mas o perfeito é pontual, o imperfeito é repetitivo. O texto fala de um evento único.

Gabarito: letra A. A forma "descobriram" é pretérito perfeito do indicativo: ação ocorrida e terminada no passado. Para acertar, lembre-se: perfeito = concluído; imperfeito = habitual/contínuo; futuro do pretérito = hipótese.

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