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Questão de Português — Tipos de Discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre) — Avança SP 2024

PortuguêsTipos de Discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre)
Código
qa606285
Banca
Avança SP
Órgão
SAEP Pirassununga
Ano
2024
Cargo
Opr Hidr ( )

Estudo com esponjas de 300 anos mostra que a Terra ficou 1,5ºC mais quente

 

O Acordo de Paris, um dos principais tratados internacionais sobre a crise climática, tem como objetivo evitar que o aquecimento global ultrapasse 2ºC até 2100. A meta é que esse aumento não seja maior do que 1,5ºC. No entanto, em estudo publicado na revista Nature nesta segunda-feira (5), pesquisadores apontam que o planeta já atingiu esse valor.

 

Liderado por Malcolm McCulloch, da Universidade da Austrália Ocidental, o estudo utiliza um método alternativo para mensurar o aquecimento da Terra. A análise de esqueletos de esponjas sugere que o aquecimento da era industrial começou em meados dos anos 1860 – mais de 80 anos antes do que indicavam outros métodos.

 

O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU), por exemplo, tem como referência o registro da temperatura da superfície do oceano, que começou a ser feito instrumentalmente entre 1850 e 1900. Esse é o período considerado pré-industrial. A partir dele, calcula-se quanto o planeta tem aquecido. No entanto, McCulloch aponta que, nesse mesmo período, as temperaturas globais já haviam subido 0,5ºC. “Nosso resultado é 0,5ºC mais elevado do que a estimativa do IPCC, com um aquecimento global de 2ºC projetado para o final dos anos 2020, quase duas décadas mais cedo do que se esperava”, diz a pesquisa. Segundo os pesquisadores, o planeta ultrapassou 1,5ºC de aquecimento entre 2010 e 2012.

 

Esponjas antigas

Para chegar a tais conclusões, os cientistas avaliaram a proporção de estrôncio e cálcio em esqueletos de esponjas de 300 anos da espécie Ceratoporella nicholsoni, cuja proporção muda somente com a temperatura da água, o que permite que seja empregada como uma espécie de termômetro. As esponjas são típicas da costa de Porto Rico e ficam em uma área protegida de grandes correntes marítimas e ciclos climáticos, na qual há menor variabilidade na temperatura da água. De acordo com a pesquisa, esponjas antigas podem fornecer evidências relativas a temperaturas até mesmo do século 18.

 

Os exemplares analisados foram coletados no Caribe a uma profundidade entre 33 e 91 metros, em uma região denominada camada de mistura oceânica. “A temperatura da superfície do mar pode ser altamente variável em cima”, reconhece McCulloch. “Mas essa camada de mistura representa o sistema inteiro dentro de algumas centenas de metros e está em equilíbrio com as temperaturas da atmosfera”, explica em nota. A equipe também observou que as temperaturas obtidas a partir da análise das esponjas são compatíveis aos registros de temperaturas médias de 1964 a 2012.

 

Não é a primeira vez que estudos sugerem que o planeta está aquecendo desde a década de 1860. Outras formas alternativas de mensurar as temperaturas globais (com núcleos de gelo e anéis de árvores, por exemplo) obtiveram resultados similares. No entanto, o assunto ainda é debatido na comunidade científica.

 

Sabe-se que a Terra está ficando cada vez mais quente devido à atividade humana, mas o aumento exato relativo aos níveis pré-industriais é alvo de discussões. Há cientistas que defendem que mais estudos precisam ser feitos, utilizando métodos e fontes variados. “Cada proxy de temperatura que encontrarmos terá problemas, ressalvas e limitações. Portanto, é uma questão de juntar o máximo de proxies possível”, afirma Hendry. “Quanto mais peças diferentes do quebra-cabeça pudermos juntar, melhor nós conseguiremos reconstruir essas diferenças de temperatura.”

 

Revista Galileu. Adaptado. Disponível em https://revistagalileu.globo.com/ciencia/meio-ambiente/noticia/2024/02/estudo-com-esponjas-de-300-anos-mostra-que-a-terra-ficou-15oc-mais-quente.ghtml

Leia o texto para responder à questão     O excerto apresentado está em discurso direto. Assinale a alternativa em que o mesmo excerto é passado para discurso indireto corretamente.
  1. AHendry afirmou que cada proxy de temperatura que encontrassem teria problemas, ressalvas e limitações, e que, portanto, era uma questão de juntar o máximo de proxies possível.
  2. BHendry afirma que cada proxy de temperatura que encontrarmos terá problemas, ressalvas e limitações. Portanto, é uma questão de juntar o máximo de proxies possível.
  3. CHendry afirma que cada proxy de temperatura que encontrarem terá problemas, ressalvas e limitações. Portanto, é uma questão de juntar o máximo de proxies possível.
  4. DHendry afirmou que cada proxy de temperatura que encontrarem teria problemas, ressalvas e limitações. Portanto, era uma questão de juntar o máximo de proxies possível.
  5. EHendry afirmou que cada proxy de temperatura que encontrarão terá problemas, ressalvas e limitações, e que, portanto, foi uma questão de juntar o máximo de proxies possível.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Hendry afirmou que cada proxy de temperatura que encontrassem teria problemas, ressalvas e limitações, e que, portanto, era uma questão de juntar o máximo de proxies possível.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Discurso Direto e Indireto: Conversão de Tempos e Pronomes

Gabarito: letra A. A única alternativa que converte corretamente o discurso direto para o indireto é a A, pois aplica as regras de transposição de tempos verbais (presente → pretérito imperfeito, futuro do presente → futuro do pretérito) e de pronomes (1ª pessoa → 3ª pessoa), mantendo a estrutura de subordinação com a conjunção "que" e o conectivo "portanto". O trecho original em discurso direto é a fala de Hendry: "Cada proxy de temperatura que encontrarmos terá problemas, ressalvas e limitações. Portanto, é uma questão de juntar o máximo de proxies possível."

A questão pede a conversão de um excerto em discurso direto para o discurso indireto. Isso exige dominar as regras de transposição: o verbo introdutor (no caso, "afirmou") rege a mudança de tempos e pronomes. No discurso indireto, a fala é reportada pelo narrador, então a 1ª pessoa do discurso direto vira 3ª pessoa, e os tempos verbais recuam (presente vira pretérito imperfeito; futuro do presente vira futuro do pretérito). A alternativa correta é a única que aplica todas essas transformações de forma consistente.

O texto-base apresenta a fala de Hendry entre aspas, marcando o discurso direto. A conversão para o indireto deve preservar o sentido, mas adaptar a estrutura. A banca testa exatamente a aplicação das regras de conversão, e a pegadinha está em alternativas que mantêm o tempo verbal do discurso direto (presente/futuro do presente) ou que alteram indevidamente o conectivo "portanto".

Regra de ouro: no discurso indireto, o verbo introdutor (afirmou) exige que os tempos verbais da fala original "recuem" um degrau: presente → pretérito imperfeito; futuro do presente → futuro do pretérito. Além disso, os pronomes de 1ª pessoa (nós, nosso) passam para 3ª pessoa (eles, seu). O conectivo "portanto" (conclusivo) deve ser mantido, pois a relação lógica entre as ideias não muda.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura tempos do discurso direto (presente, futuro do presente) com os do indireto, e ainda troca o conectivo "portanto" por "e que, portanto" ou altera o tempo do verbo introdutor. Fique atento: a conversão exige coerência total entre o verbo introdutor e os verbos da fala reportada.

PEGA ESSA DICA!

Ao converter, sublinhe o verbo introdutor (afirmou) e pergunte: "qual tempo ele exige?" Se o verbo introdutor está no pretérito perfeito, os verbos da fala devem estar no pretérito imperfeito ou futuro do pretérito. Nunca mantenha presente ou futuro do presente.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A aplica corretamente todas as regras: o verbo introdutor "afirmou" (pretérito perfeito) exige que "encontrarmos" (futuro do subjuntivo) vire "encontrassem" (pretérito imperfeito do subjuntivo), que "terá" (futuro do presente) vire "teria" (futuro do pretérito), e que "é" (presente) vire "era" (pretérito imperfeito). Além disso, o pronome "nós" (implícito em "encontrarmos") vira "eles" (implícito em "encontrassem"), e o possessivo "nosso" vira "seu". O conectivo "portanto" é mantido, e a estrutura com "que" (conjunção integrante) está correta. Tudo isso está ancorado no trecho original: "Cada proxy de temperatura que encontrarmos terá problemas, ressalvas e limitações. Portanto, é uma questão de juntar o máximo de proxies possível."

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B mantém o verbo introdutor no presente ("afirma") e os tempos verbais do discurso direto ("encontrarmos", "terá", "é"). Isso não é uma conversão para o discurso indireto, mas uma repetição do discurso direto com o verbo introdutor no presente. O erro é não aplicar a transposição de tempos — a fala continua como se fosse direta, apenas com o verbo introdutor no presente. Além disso, o conectivo "portanto" é mantido, mas sem a devida subordinação (falta o "que" antes de "portanto").

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C também mantém o verbo introdutor no presente ("afirma") e usa "encontrarem" (futuro do subjuntivo na 3ª pessoa), mas mantém "terá" e "é" no presente/futuro do presente. O erro é não recuar os tempos verbais — o futuro do presente "terá" deveria virar "teria", e o presente "é" deveria virar "era". Além disso, o conectivo "portanto" é mantido sem a devida subordinação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D usa o verbo introdutor no pretérito ("afirmou") e converte "encontrarmos" em "encontrarem" (futuro do subjuntivo na 3ª pessoa), mas mantém "teria" (futuro do pretérito) e "era" (pretérito imperfeito) corretamente. No entanto, o erro está em "encontrarem": deveria ser "encontrassem" (pretérito imperfeito do subjuntivo), pois o verbo introdutor no pretérito exige o recuo do futuro do subjuntivo para o pretérito imperfeito do subjuntivo. Além disso, o conectivo "portanto" é mantido sem a devida subordinação (falta o "que" antes de "portanto").

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E usa o verbo introdutor no pretérito ("afirmou") e converte "encontrarmos" em "encontrarão" (futuro do presente na 3ª pessoa), o que está errado: deveria ser "encontrassem". Além disso, mantém "terá" (futuro do presente) em vez de "teria", e usa "foi" (pretérito perfeito) em vez de "era" (pretérito imperfeito). O conectivo "portanto" é substituído por "e que, portanto", o que altera a estrutura. O erro é misturar tempos verbais e alterar o conectivo.

Conclusão: a única alternativa que aplica corretamente todas as regras de conversão é a A. As demais ou mantêm os tempos do discurso direto, ou não recuam corretamente os tempos, ou alteram o conectivo. Lembre-se: no discurso indireto, o verbo introdutor no pretérito exige o recuo de todos os tempos verbais da fala original.

Gabarito: letra A

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