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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Avança SP 2024

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa606299
Banca
Avança SP
Órgão
SAEP Pirassununga
Ano
2024
Cargo
Serv Limp ( )

Se as coisas são inatingíveis... ora!

Não é motivo para não querê-las...

Que tristes os caminhos, se não fora

A presença distante das estrelas!

Mario Quintana

Leia o poema a seguir para responder à questão     Segundo o poema apresentado, pode-se concluir que:
  1. Aas estrelas são inatingíveis.
  2. Bas estrelas são atingíveis.
  3. Cnão se deve desejar o que é inatingível.
  4. Ddeve-se desejar apenas aquilo que é atingível.
  5. Eo que é inatingível é dispensável.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — as estrelas são inatingíveis.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação do Poema de Mario Quintana

Gabarito: letra A. O poema afirma que as estrelas são inatingíveis, e a alternativa A é a única que reproduz essa ideia de forma literal. O eu lírico não diz que devemos desistir do inatingível; pelo contrário, ele valoriza a busca, como se vê em "Não é motivo para não querê-las". A resposta está ancorada diretamente no verso "A presença distante das estrelas", que reforça a distância e, portanto, a inatingibilidade.

O Comando e o Texto

A questão pede uma conclusão a partir do poema, ou seja, uma inferência — mas uma inferência mínima, quase uma paráfrase. O comando "pode-se concluir" indica que devemos extrair a ideia central que o texto sustenta, sem acrescentar nada de fora. O poema é curto e direto: o eu lírico afirma que, mesmo que as coisas sejam inatingíveis, isso não é motivo para não desejá-las. A imagem das estrelas, "distantes", serve de metáfora para aquilo que está fora do alcance, mas que ainda assim dá sentido aos caminhos.

A tese do poema é justamente essa: o valor do desejo não está em alcançar, mas em ter um objetivo que oriente a caminhada. As estrelas são o símbolo do inatingível que motiva. Portanto, qualquer alternativa que diga que devemos abandonar ou dispensar o inatingível contradiz diretamente o texto.

A Técnica: Paráfrase vs. Extrapolação

A armadilha central desta questão é a extrapolação. O texto diz uma coisa — que o inatingível ainda é digno de desejo — e as alternativas C, D e E tentam fazer você acreditar que o poema defende o oposto: que devemos desejar apenas o atingível ou que o inatingível é dispensável. Nada disso está no poema. A única afirmação que o texto sustenta é a de que as estrelas são inatingíveis, e é exatamente isso que a alternativa A afirma.

"Se as coisas são inatingíveis... ora!\n Não é motivo para não querê-las..."

Esse trecho é a chave: o eu lírico reconhece que as coisas são inatingíveis, mas não diz que devemos deixar de desejá-las. Pelo contrário, ele afirma que a inatingibilidade não é motivo para abandonar o desejo. A alternativa A apenas constata o que o texto já diz: as estrelas são inatingíveis. É uma paráfrase fiel, sem acréscimos.

Análise das Alternativas

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A afirma que "as estrelas são inatingíveis". Isso está literalmente no poema: o eu lírico fala em "coisas inatingíveis" e, no último verso, refere-se à "presença distante das estrelas". A distância é o que torna as estrelas inatingíveis. A alternativa não acrescenta nada: apenas reproduz a ideia central do texto. É a única que não extrapola.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B afirma que "as estrelas são atingíveis". Isso contradiz o poema, que as descreve como "distantes" e as associa a "coisas inatingíveis". O eu lírico parte do pressuposto de que elas são inatingíveis — é exatamente por isso que ele precisa dizer que isso não é motivo para não querê-las. A alternativa B inverte o sentido do texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C afirma que "não se deve desejar o que é inatingível". Isso é o oposto do que o poema diz. O eu lírico afirma: "Não é motivo para não querê-las". Ou seja, devemos sim desejar o inatingível. A alternativa C contradiz o texto, pois transforma uma negação ("não é motivo para não querer") em uma proibição ("não se deve desejar").

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D afirma que "deve-se desejar apenas aquilo que é atingível". Isso também contradiz o poema, que valoriza o desejo pelo inatingível. Além disso, a palavra "apenas" restringe indevidamente o alcance do texto: o poema não diz que devemos desejar somente o atingível; diz que o inatingível também é digno de desejo. A alternativa D restringe o sentido e extrapola ao acrescentar uma regra que não está no texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E afirma que "o que é inatingível é dispensável". Isso contradiz o poema, que diz exatamente o contrário: o inatingível (as estrelas) é o que dá sentido aos caminhos. O eu lírico diz que os caminhos seriam tristes sem a "presença distante das estrelas". Ou seja, o inatingível é indispensável para dar sentido à caminhada. A alternativa E inverte o valor que o texto atribui ao inatingível.

Conclusão

A questão testa sua capacidade de parafrasear o texto sem extrapolar. A alternativa A é a única que se limita a repetir o que o poema afirma. As demais ou contradizem o texto (B, C, E) ou restringem seu alcance (D). Lembre-se: em questões de compreensão, a resposta correta é sempre a que está ancorada no texto, sem acréscimos.

PEGA ESSA DICA!

Grife o comando: "pode-se concluir" pede uma inferência mínima, quase uma paráfrase. Desconfie de alternativas que acrescentam regras ("deve-se", "apenas") ou que invertem o sentido ("não se deve", "dispensável").

Gabarito: letra A

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