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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Nosso Rumo 2024

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa606492
Banca
Nosso Rumo
Órgão
IF RO
Ano
2024
Cargo
ATI ( )

Humanos viverão por mais tempo até 2050, mas qualidade de vida vai diminuir

 

Até 2050, as pessoas viverão mais tempo. Porém, a perspectiva de anos de boa vida não acompanhará esse crescimento, pois há tendência de elevação dos casos de doenças metabólicas, como sobrepeso

 

As conclusões do Estudo sobre a Carga Global de Doenças, Lesões e Fatores de Risco (GBD) revelam uma previsão de aumento na expectativa de vida global. Entre 2022 e 2050, é esperado que homens vivam 4,9 anos a mais e mulheres 4,2, com uma redução nas disparidades regionais. Esse crescimento é impulsionado por melhorias nas taxas de sobrevivência de doenças cardiovasculares, covid-19 e várias patologias transmissíveis, maternas, neonatais e nutricionais (CMNNs). Na contramão, problemas metabólicos, como pressão e colesterol alto, aumentaram quase 50% nas duas últimas décadas.

 

No entanto, há uma mudança nas taxas de CMNNs, que estão se tornando menos comuns, e de condições não transmissíveis (DNTs), que fazem mais vítimas a cada dia, como câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica e diabetes. Esse deslocamento reflete um aumento na incidência de fatores de risco comportamentais e metabólicos, como obesidade, hipertensão, dieta inadequada e tabagismo. Essas condições mudarão os índices de anos de vida perdidos para anos vividos com incapacidade, ou seja, mais pessoas viverão mais tempo, mas com problemas de saúde.

 

Segundo o estudo, detalhado na revista The Lancet, a expectativa de vida global deve aumentar de 73,6 anos em 2022 para 78,1 anos em 2050. Paralelamente, a perspectiva de vida saudável deve subir de 64,8 anos para 67,4 anos. Isso indica que, embora a população mundial viva mais tempo, os anos com boa saúde não aumentarão na mesma proporção.

 

As regiões com menor expectativa de vida atual, como a África Subsariana, viverão elevações, graças a intervenções de saúde pública pontuais.

 

“Há imensas oportunidades pela frente para influenciarmos o futuro da saúde global, superando esses fatores de risco metabólicos e dietéticos crescentes, particularmente aqueles relacionados com fatores comportamentais e de estilo de vida, como açúcar elevado no sangue, índice de massa corporal elevado e pressão arterial elevada”, reforçou Amanda E. Smith, diretora assistente de Previsão do Instituto Izzy Colindres de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME), que participou do trabalho.

 

Carol Sarmento, médica intensivista e paliativista e idealizadora do Cuida — projeto que estimula o autocuidado — detalha que com mais pessoas envelhecendo é fundamental melhorar a qualidade de serviços e de atenção na sociedade. “De maneira que as pessoas vivam isso com qualidade, mantendo a autonomia e sendo funcionais. Tudo isso faz bem às famílias e à sociedade também. Envelhecer com saúde e evitando doenças crônicas degenerativas da terceira idade”.

 

Fernanda Carvalho Oliveira, médica especialista em longevidade e bem-estar, da clínica Viva Mais, em Brasília, destaca que doenças crônicas e inflamatórias passarão a ser não apenas as principais causas de morte, mas também responsáveis por sequelas e incapacidade. “Trazendo um paradoxo para o momento atual, onde se vive cada vez mais, mas não necessariamente melhor. Essa realidade tende a se agravar e tem grande impacto em como as pessoas viverão seus últimos anos, inclusive há repercussões sociais e econômicas, impactando a Previdência e os custos com saúde”.

 

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude/2024/05/6858735-humanos-viverao-por-mais-tempo-ate-2050-mas-qualidade-de-vida-vai-diminuir.html. Adaptado.

Leia o texto abaixo para responder à questão   Assinale a alternativa que apresenta o principal paradoxo apresentado no texto sobre a expectativa de vida global até 2050.
  1. AAs pessoas viverão mais tempo, mas as melhorias na qualidade de vida não acompanharão esse crescimento.
  2. BA expectativa de vida aumentará, mas as doenças infecciosas voltarão a ser predominantes.
  3. CAs disparidades regionais na expectativa de vida crescerão, mesmo com avanços na saúde pública.
  4. DA expectativa de vida global aumentará, mas a mortalidade infantil não diminuirá.
  5. EAs condições não transmissíveis se tornarão menos comuns, mas as doenças metabólicas aumentarão.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — As pessoas viverão mais tempo, mas as melhorias na qualidade de vida não acompanharão esse crescimento.

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