Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — FUNDATEC 2024
- Código
- qa606646
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- SIMAE SC
- Ano
- 2024
- Cargo
- Adm ( )
“Vamos meter o pé”
Por Leandro Prazeres e João da Mata
Odila tem pouco mais de um metro e meio de altura e o cabelo liso e grisalho, preso para trás. O corpo parece frágil, num contraste com as mãos, grossas e fortes da vida na roça nos tempos da juventude. Ela diz viver com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo, advinda da morte do marido, há 21 anos.
Ela chegou à cidade de Estrela há 30 anos, depois que se casou. Teve quatro filhos; o mais novo é Elizandro, que ainda vive com ela. A casa onde criou a família levou décadas para ficar como ela queria. “Nós tínhamos uma casinha velha, de madeira, que ganhamos da Prefeitura. Nós fomos construindo. Juntamos uns troquinhos daqui e dali e fizemos uma parte da casa, em alvenaria”, contou. “A gente foi botando telhado. O piso, fomos pagando em prestações. Por último, foi feita uma área numa parte para fora, com churrasqueira” e, assim, Odila ia descrevendo a casa.
O bairro Moinhos, onde a casa está localizada, era habitado, em sua maioria, por trabalhadores de baixa renda, como Odila. As ruas eram, inicialmente, cobertas com paralelepípedos, acentuando o ar bucólico do local. As casas eram cercadas por pequenos jardins de grama verde e baixa e, nos últimos anos, a prefeitura asfaltou algumas ruas do local. Elizandro disse ter uma relação especial com a vizinhança: “Ajudei a construir metade dessa vila”, contou com a voz embargada. O bairro já havia sido severamente atingido pela enchente de setembro do ano passado. Na ocasião, o Vale do Taquari também foi afetado e, no total, o Rio Grande do Sul registrou 54 mortes. O trauma de setembro deixou os moradores da região em estado de alerta. “A gente tem medo. O pessoal começou a dizer: ‘Á água está vindo. Á água está vindo’.
Aí eu disse: ‘Vamos meter o pé’”, relembrou Odila. Após a decisão de partir, começou outra fase de angústia. Como sair de um lugar quando todos querem sair ao mesmo tempo?
“Quando começou a enchente, nós começamos a reunir as coisas e esperamos o caminhão. Ligamos para os caminhões, mas não tinha mais porque eles não podiam socorrer todo mundo.
Estávamos numa aflição porque sabíamos que a água ia tomar conta”, disse ela. Com a ajuda de vizinhos e dos filhos, Odila conseguiu reunir alguns poucos pertences e documentos e foi levada para um abrigo improvisado. Elizandro só chegou no abrigo no dia seguinte, pois tentou ajudar os vizinhos a levar móveis para os pisos superiores das casas. Não adiantou. A água encobriu todas as casas, ele contou.
(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/cj554e3zgmyo – texto adaptado especialmente para esta prova).
- AOdila tem pouco mais de um metro e meio de altura, o cabelo liso e grisalho, este preso para trás. O corpo parece frágil, contrastando com as mãos grossas, um forte da vida na roça nos tempos da juventude. Ela diz que vive com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo advinda da morte do marido há 21 anos.
- BOdila tem pouco mais de um metro e meio de altura e o cabelo liso e grisalho é preso para trás. O corpo parece frágil, contrastando com as mãos grossas e fortes da vida na roça nos tempos em que era jovem. Ela diz viver com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo, que resulta da morte do marido, falecido há 21 anos.
- COdila tem pouco mais de um metro e meio de altura e o cabelo liso e grisalho é preso para trás. O corpo parece frágil num contraste, e as mãos são grossas e fortes da vida na roça nesses tempos da juventude. Ela viveu com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo, vinda da morte, do marido, há 21 anos.
- DOdila tem pouco mais de um metro e meio de altura, e o cabelo está liso e grisalho, mas preso para trás. O corpo parece fraco, num contraste com as mãos grossas e fortes da vida, na roça, nos tempos em que era jovem. Ela diz que vive com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo que é porque o seu marido morreu há 21 anos.
- EOdila tem pouco mais de um metro, e a altura do cabelo, liso e grisalho, preso para trás. O corpo é fraco, num contraste com as mãos grossas e fortes na roça da vida, nos tempos da juventude. Ela diz viver com uma pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo advindo do marido morto há 21 anos.