Questão de Medicina — Psiquiatria da infância e da adolescência — GAMA 2024
- Código
- qa617906
- Banca
- GAMA
- Órgão
- Pref Conc. dos Ouros
- Ano
- 2024
- Cargo
- Med ( )
Uma criança de 4 anos é trazida ao pronto-socorro por sua mãe, com queixa de episódios recorrentes de vômito, diarreia e perda de peso significativa nos últimos 6 meses. Durante as consultas, a mãe relata que a criança teve mais de 15 episódios de hospitalização no último ano, com múltiplos diagnósticos inconclusivos, incluindo intolerância alimentar, gastroenterite crônica e distúrbios metabólicos raros. Os exames laboratoriais realizados nas internações anteriores revelaram hiponatremia intermitente, hipocalemia e níveis de cortisol no limite inferior da normalidade, mas sem um padrão consistente.
Na anamnese, a mãe parece bem informada sobre termos médicos e insiste que a criança apresenta sintomas somente quando está em casa, e que os sintomas desaparecem durante as hospitalizações, mas retornam rapidamente após a alta. Durante a internação atual, observações de enfermagem notaram que a mãe é a única pessoa que alimenta a criança e insiste em administrar todos os medicamentos orais.
Ao exame físico atual, a criança apresenta sinais de desnutrição moderada, abdômen levemente distendido e sinais de desidratação leve. Não há sinais de infecção ativa ou explicação evidente para os sintomas relatados. A equipe médica decide investigar possíveis causas de distúrbios gastrointestinais e hormonais, mas também considera a possibilidade de um transtorno factício imposto à criança.
- ARealizar um painel completo de exames gastrointestinais e endócrinos para excluir todas as possíveis causas orgânicas, evitando conclusões precipitadas que poderiam afetar a relação médico-paciente.
- BSolicitar uma consulta psiquiátrica para a mãe para avaliar possíveis transtornos psiquiátricos que possam estar contribuindo para a complexidade dos sintomas apresentados pela criança.
- CInstalar uma câmera de vigilância no quarto do hospital para monitorar a interação entre a mãe e a criança, visando identificar possíveis comportamentos suspeitos ou manipulação direta dos sintomas.
- DTransferir a criança para uma unidade pediátrica especializada com uma equipe multidisciplinar e restringir o acesso da mãe durante o período de observação, enquanto se realizam testes seletivos para verificar inconsistências nos relatos dos sintomas.