Questão de Banco de Dados — Conceitos e Fundamentos de Modelo Relacional — Quadrix 2024
- Código
- qa630674
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- NOVACAP
- Ano
- 2024
- Cargo
- Ana Sis ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: CERTO (letra C). A chave estrangeira é, de fato, o atributo (ou conjunto de atributos) que referencia a chave primária de outra tabela (ou da mesma tabela), estabelecendo a ligação lógica entre as relações e garantindo a integridade referencial — exatamente o que a assertiva descreve. Esse é um conceito fundamental do modelo relacional, previsto na teoria de Codd e implementado nos SGBDs por meio da restrição FOREIGN KEY.
A chave estrangeira (foreign key) é um dos pilares do modelo relacional. Ela é definida como um campo ou combinação de campos cujos valores devem corresponder aos valores da chave primária de outra tabela (ou da mesma tabela, em relacionamentos recursivos). Essa correspondência é o que chamamos de integridade referencial: o banco de dados não permite que um valor de chave estrangeira aponte para um registro inexistente na tabela referenciada. Em outras palavras, a chave estrangeira é o mecanismo que materializa o relacionamento entre tabelas, garantindo que os dados estejam consistentes entre si.
A integridade referencial é uma das restrições de integridade do modelo relacional, ao lado da integridade de entidade (que exige chave primária não nula e única). Quando uma chave estrangeira é definida, o SGBD passa a controlar as operações de inserção, atualização e exclusão: não se pode inserir um valor de chave estrangeira que não exista na tabela referenciada, nem excluir ou alterar um registro referenciado sem tratar as consequências (por exemplo, com as ações ON DELETE CASCADE, ON DELETE SET NULL, ou RESTRICT).
Um exemplo prático: considere as tabelas CLIENTE (com chave primária CPF) e PEDIDO (com o atributo CPF_CLIENTE). Para que um pedido seja válido, o CPF_CLIENTE deve existir na tabela CLIENTE. A chave estrangeira em PEDIDO garante exatamente isso: o banco recusa a inserção de um pedido com um CPF que não esteja cadastrado. Essa é a essência da integridade referencial.
É importante distinguir chave primária de chave estrangeira: a primária identifica de forma única cada registro da própria tabela; a estrangeira referencia a primária de outra tabela, criando o vínculo. Enquanto a chave primária não pode ser nula, a chave estrangeira pode aceitar valores nulos (dependendo da definição), o que indica que o relacionamento é opcional.
A pegadinha que a banca poderia explorar é afirmar que a chave estrangeira garante a integridade de entidade (que é papel da chave primária) ou que ela referencia qualquer coluna da outra tabela. Aqui, a assertiva está correta ao vincular a chave estrangeira à integridade referencial e à correspondência com valores existentes em outra tabela.
Guarde o par: chave primária → identifica a tupla; chave estrangeira → relaciona tabelas e garante integridade referencial. É exatamente essa distinção que a questão testa.
A assertiva afirma que a chave estrangeira garante que um valor em uma coluna de uma tabela corresponda a um valor existente em uma coluna de outra tabela, mantendo a integridade referencial. Isso está perfeitamente alinhado com a definição clássica: a chave estrangeira referencia a chave primária de outra tabela (ou da mesma), e essa restrição é o que assegura a integridade referencial. O texto não é restritivo — não diz que a chave estrangeira só pode referenciar a chave primária (na prática, pode referenciar qualquer chave candidata), mas a afirmação geral está correta. Portanto, o item é CERTO.
Gabarito: letra C (CERTO).
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