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Questão de TI - Ciência de Dados e Inteligência Artificial — Conceitos Gerais de Machine Learning — INSTITUTO AOCP 2024

TI - Ciência de Dados e Inteligência ArtificialConceitos Gerais de Machine Learning
Código
qa630913
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
MGI
Ano
2024
Cargo
Esp ( )

No aprendizado de máquinas, a detecção de anomalias pode ser definida como eventos ou produtos que se desviam do padrão do conjunto de dados.

 

Sobre as abordagens na detecção das anomalias, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

 

(  ) Na abordagem supervisionada, o conjunto de dados deve estar previamente rotulado como normal e anormal.

 

(  ) Na abordagem não supervisionada, o conjunto de dados apresenta a maioria dos dados normais, e os dados anormais são discrepantes comparados ao resto dos dados.

 

(  ) O objetivo da abordagem semisupervisionada é identificar anomalias usando as informações do conjunto de dados normais de treinamento.

 

(  ) A abordagem semisupervisionada utiliza as anomalias para entender a origem desse conjunto de outliers.

  1. AV – V – F – V.
  2. BV – V – V – F.
  3. CF – V – F – F.
  4. DV – F – F – V.
  5. EV – F – V – F.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — V – V – V – F.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Detecção de anomalias: abordagens supervisionada, não supervisionada e semissupervisionada

Gabarito: letra B (V – V – V – F). As três primeiras afirmativas descrevem corretamente as abordagens supervisionada, não supervisionada e semissupervisionada na detecção de anomalias; a quarta afirmativa está incorreta porque a abordagem semissupervisionada não utiliza anomalias para entender a origem dos outliers — ela treina apenas com dados normais e identifica desvios em relação a esse padrão.

A detecção de anomalias é uma tarefa de aprendizado de máquina que busca identificar eventos, observações ou produtos que se desviam significativamente do comportamento esperado ou do padrão predominante em um conjunto de dados. Esses desvios, chamados de anomalias ou outliers, podem indicar fraudes, falhas, erros ou eventos raros de interesse. A forma como o modelo é treinado para reconhecer essas anomalias depende da disponibilidade de rótulos nos dados, o que dá origem a três abordagens principais: supervisionada, não supervisionada e semissupervisionada.

Na abordagem supervisionada, o conjunto de dados precisa estar previamente rotulado, ou seja, cada instância deve ser classificada como "normal" ou "anormal". O modelo aprende a partir desses exemplos rotulados para, depois, classificar novas instâncias. Essa abordagem é semelhante a um problema clássico de classificação binária, mas enfrenta o desafio do desbalanceamento de classes, pois anomalias são raras por definição. Na prática, isso significa que o modelo pode ter pouquíssimos exemplos positivos (anomalias) para aprender, o que exige técnicas como oversampling ou uso de métricas adequadas (precisão, recall, F1-score) em vez de acurácia.

Na abordagem não supervisionada, o conjunto de dados não possui rótulos. O modelo assume que a maioria dos dados é normal e que as anomalias são pontos discrepantes, ou seja, instâncias que se afastam significativamente do padrão geral. Algoritmos como Isolation Forest, One-Class SVM e clustering (DBSCAN, K-means) são comuns nessa abordagem. A grande vantagem é que não há necessidade de rotulagem prévia, o que a torna aplicável a cenários onde anomalias são desconhecidas ou difíceis de rotular. A premissa central é que anomalias são raras e diferentes, o que permite identificá-las pela distância ou densidade em relação ao restante dos dados.

Na abordagem semissupervisionada, o modelo é treinado apenas com dados normais (não rotulados como anômalos). O objetivo é aprender o padrão do comportamento normal e, em seguida, identificar desvios em relação a esse padrão como anomalias. Essa abordagem é útil quando se tem um conjunto confiável de dados normais, mas poucas ou nenhuma anomalia rotulada. O modelo constrói um perfil do que é "normal" e qualquer instância que não se encaixe nesse perfil é considerada anômala. É importante destacar que a semissupervisionada não utiliza anomalias no treinamento — ela se baseia exclusivamente nos dados normais para definir a fronteira do comportamento esperado.

A distinção entre as três abordagens é fundamental para escolher a técnica adequada em cada problema. A tabela abaixo resume as principais diferenças:

Critério

Supervisionada

Não supervisionada

Semissupervisionada

Rótulos

Necessários (normal/anormal)

Ausentes

Apenas dados normais

Objetivo

Classificar novas instâncias

Encontrar padrões e outliers

Detectar desvios do normal

Exemplo de algoritmo

Random Forest, SVM, Redes Neurais

Isolation Forest, DBSCAN, One-Class SVM

One-Class SVM, Autoencoders

Aplicação típica

Fraude com histórico rotulado

Detecção de novidades em dados não rotulados

Monitoramento de sistemas com baseline normal

A pegadinha da banca está na quarta afirmativa: ela inverte o papel da semissupervisionada. A banca tenta fazer o candidato acreditar que a abordagem semissupervisionada usa anomalias para entender a origem dos outliers, quando na verdade ela usa apenas dados normais para treinar o modelo. O objetivo é identificar desvios, não entender a origem das anomalias. Essa inversão é clássica em questões de machine learning, e o candidato que não domina o conceito pode facilmente cair na armadilha.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte o papel da abordagem semissupervisionada. Ela afirma que a semissupervisionada "utiliza as anomalias para entender a origem desse conjunto de outliers", mas o correto é que ela treina apenas com dados normais e identifica desvios. O candidato que confunde semissupervisionada com não supervisionada (que de fato trabalha com dados não rotulados e pode incluir anomalias) cai na pegadinha. Lembre-se: semissupervisionada = treino só com normais; não supervisionada = sem rótulos, busca estrutura.

Detecção de anomalias
  • 1Supervisionada
    • Dados rotulados (normal/anormal)
    • Classificação binária
  • 2Não supervisionada
    • Sem rótulos
    • Maioria normal; anomalias discrepantes
  • 3Semissupervisionada
    • Treina só com dados normais
    • Identifica desvios do padrão
    • Não usa anomalias no treino
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A sequência V – V – F – V está incorreta porque a terceira afirmativa é verdadeira (a semissupervisionada identifica anomalias usando dados normais de treinamento) e a quarta é falsa (a semissupervisionada não usa anomalias para entender a origem dos outliers). A alternativa A erra ao marcar a terceira como falsa e a quarta como verdadeira, invertendo exatamente os dois itens que a banca explora.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A sequência V – V – V – F está correta. A primeira afirmativa é verdadeira: na abordagem supervisionada, o conjunto de dados deve estar previamente rotulado como normal e anormal. A segunda é verdadeira: na não supervisionada, a maioria dos dados é normal e os anormais são discrepantes. A terceira é verdadeira: a semissupervisionada identifica anomalias usando informações do conjunto de dados normais de treinamento. A quarta é falsa: a semissupervisionada não utiliza anomalias para entender a origem dos outliers — ela treina apenas com dados normais.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A sequência F – V – F – F está incorreta porque a primeira afirmativa é verdadeira (a supervisionada exige rótulos) e a terceira também é verdadeira (a semissupervisionada usa dados normais para treinar). A alternativa C erra ao marcar a primeira e a terceira como falsas, contrariando os conceitos fundamentais das abordagens.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A sequência V – F – F – V está incorreta porque a segunda afirmativa é verdadeira (na não supervisionada, a maioria dos dados é normal e os anormais são discrepantes) e a terceira também é verdadeira (a semissupervisionada usa dados normais). A alternativa D erra ao marcar a segunda e a terceira como falsas, e a quarta como verdadeira, invertendo os conceitos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A sequência V – F – V – F está incorreta porque a segunda afirmativa é verdadeira (na não supervisionada, a maioria dos dados é normal e os anormais são discrepantes). A alternativa E erra ao marcar a segunda como falsa, contrariando a definição clássica da abordagem não supervisionada.

Gabarito: letra B

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