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Questão de Redes de Computadores — Cloud Computing (Computação em Nuvem) — INSTITUTO AOCP 2024

Redes de ComputadoresCloud Computing (Computação em Nuvem)
Código
qa632175
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SEAP PR
Ano
2024
Cargo
Ag Prof ( )
Ao se realizar um levantamento dos serviços de nuvem para um próximo projeto, destaca-se o Serverless Computing como um componente essencial. A respeito do Serverless Computing é correto afirmar que
  1. Ase trata de um modelo de execução em que os desenvolvedores escrevem código sem se preocupar com a infraestrutura subjacente. O provedor de nuvem aloca dinamicamente recursos conforme necessário.
  2. Bé uma tecnologia que permite empacotar e isolar aplicativos com suas dependências, proporcionando consistência e portabilidade entre diferentes ambientes.
  3. Crefere-se a uma rede de servidores distribuídos geograficamente que acelera a entrega de conteúdo, como imagens e vídeos, aos usuários, reduzindo a latência.
  4. Dse trata de uma estratégia que envolve o uso de serviços de nuvem de múltiplos provedores para evitar dependência de um único fornecedor.
  5. Eoferece soluções de recuperação de desastres baseadas em nuvem para garantir a continuidade dos negócios em caso de falhas.
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GabaritoA — se trata de um modelo de execução em que os desenvolvedores escrevem código sem se preocupar com a infraestrutura subjacente. O provedor de nuvem aloca dinamicamente recursos conforme necessário.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Serverless Computing: o modelo de execução sem gerenciamento de infraestrutura

Gabarito: letra A. Serverless Computing é um modelo de execução em que o provedor de nuvem gerencia dinamicamente a alocação de recursos, permitindo que o desenvolvedor escreva e execute código sem se preocupar com a infraestrutura subjacente — exatamente o que a alternativa A descreve. As demais alternativas definem outros serviços de nuvem (contêineres, CDN, multi-cloud e DRaaS), que não se confundem com serverless.

O termo "serverless" (literalmente "sem servidor") não significa que não existam servidores — significa que o desenvolvedor não precisa provisionar, configurar ou gerenciar servidores. O provedor de nuvem (AWS Lambda, Azure Functions, Google Cloud Functions) cuida de toda a infraestrutura: escalonamento automático, disponibilidade, balanceamento de carga e execução do código. O desenvolvedor apenas envia o código (função) e define os eventos que o acionam (como uma requisição HTTP, uma mensagem em fila ou uma alteração em banco de dados). O faturamento é baseado no tempo de execução e na quantidade de invocações, não em capacidade reservada — por isso o modelo é considerado "pay-per-use" e altamente escalável.

A principal característica do serverless é a abstração total da infraestrutura: o provedor aloca recursos dinamicamente conforme a demanda, escalando de zero a milhares de execuções simultâneas sem intervenção do desenvolvedor. Isso contrasta com modelos tradicionais (IaaS), onde o usuário gerencia máquinas virtuais, ou PaaS, onde ainda há algum controle sobre o ambiente de execução. No serverless, o código é executado em contêineres efêmeros e stateless, ou seja, sem estado persistente entre invocações — o estado deve ser armazenado em serviços externos (bancos de dados, buckets de armazenamento).

A banca explora a confusão entre serverless e outros serviços de nuvem que também "escondem" complexidade, mas com propósitos distintos. A alternativa B descreve contêineres (Docker, Kubernetes), que empacotam aplicações com dependências para portabilidade — mas exigem gerenciamento de orquestração e infraestrutura. A alternativa C descreve CDN (Content Delivery Network), que distribui conteúdo em servidores geograficamente próximos ao usuário para reduzir latência. A alternativa D descreve multi-cloud, estratégia de usar múltiplos provedores para evitar dependência de um único fornecedor. A alternativa E descreve DRaaS (Disaster Recovery as a Service), que oferece recuperação de desastres em nuvem. Todas são conceitos válidos de cloud computing, mas nenhum é serverless.

A pegadinha está em associar "não se preocupar com infraestrutura" a qualquer serviço gerenciado. O serverless é o único que elimina completamente o provisionamento de servidores, enquanto contêineres, CDN, multi-cloud e DRaaS ainda envolvem algum nível de gerenciamento ou têm finalidade específica diferente. Guarde a fronteira: serverless = execução de código sob demanda, sem servidor visível; os demais são serviços de infraestrutura ou estratégias de uso da nuvem.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve com precisão o modelo serverless: "modelo de execução em que os desenvolvedores escrevem código sem se preocupar com a infraestrutura subjacente. O provedor de nuvem aloca dinamicamente recursos conforme necessário." Isso corresponde à definição consagrada de Function-as-a-Service (FaaS), a forma mais comum de serverless. O provedor gerencia servidores, escalonamento e disponibilidade; o desenvolvedor foca apenas na lógica do código. A palavra-chave é "aloca dinamicamente" — o recurso é provisionado no momento da execução e liberado após o término, sem custo por ociosidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Descreve contêineres (containerização), tecnologia que empacota aplicações com suas dependências para garantir consistência e portabilidade entre ambientes. Embora contêineres sejam frequentemente usados em plataformas serverless (por baixo dos panos), a definição apresentada não é de serverless — é de virtualização em nível de sistema operacional. O desenvolvedor que usa contêineres ainda precisa gerenciar a orquestração (Kubernetes, Docker Swarm) e a infraestrutura subjacente, o que não ocorre no serverless.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Descreve CDN (Content Delivery Network) — rede de servidores distribuídos geograficamente que acelera a entrega de conteúdo estático (imagens, vídeos, scripts) ao usuário final, reduzindo latência. O serverless não tem relação com distribuição geográfica de conteúdo; ele executa código de forma dinâmica, não armazena nem entrega conteúdo estático. A confusão pode ocorrer porque ambos são serviços de nuvem, mas as finalidades são completamente distintas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Descreve multi-cloud (ou estratégia multi-provedor), que consiste em utilizar serviços de nuvem de múltiplos provedores (AWS, Azure, GCP) para evitar dependência de um único fornecedor (vendor lock-in). Serverless é um modelo de execução, não uma estratégia de contratação. Uma aplicação serverless pode até ser multi-cloud, mas o conceito de serverless não envolve a escolha de provedores — envolve a abstração da infraestrutura.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Descreve DRaaS (Disaster Recovery as a Service) — soluções de recuperação de desastres baseadas em nuvem para garantir continuidade de negócios em caso de falhas. É um serviço de nuvem específico para backup e recuperação, não um modelo de execução de código. Serverless pode ser usado em estratégias de DR, mas a definição apresentada não corresponde ao conceito de serverless.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura serviços de nuvem que também "escondem" complexidade, mas com propósitos diferentes. O candidato que sabe que serverless "abstrai infraestrutura" pode marcar a alternativa B (contêineres) por achar que também abstrai — mas contêineres exigem gerenciamento de orquestração. A pegadinha está em confundir "não gerenciar servidor" (serverless) com "empacotar aplicações" (contêineres) ou "distribuir conteúdo" (CDN). Fique atento: serverless é sobre execução de código sob demanda, não sobre empacotamento, distribuição ou estratégia de provedores.

PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar na prova, associe cada conceito a uma palavra-chave: serverless → função/evento; contêiner → empacotar/portabilidade; CDN → cache/distribuição geográfica; multi-cloud → múltiplos provedores; DRaaS → recuperação de desastres. Se a alternativa falar de "escrever código sem se preocupar com infraestrutura" e "alocação dinâmica", é serverless. Se falar de "empacotar", "distribuir conteúdo" ou "evitar dependência", é outro serviço.

Gabarito: letra A

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