Questão de Redes de Computadores — MPLS — INSTITUTO AOCP 2024
Redes de Computadores›MPLS
Código
qa632210
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
DPE MS
Ano
2024
Cargo
Ana Def ( )
Como analista de Suporte Técnico de Redes, você está explicando conceitos relacionados ao MPLS (Multi Protocol Label Switching) para sua equipe. Um desses conceitos é “label”. No contexto do MPLS, um “label” é
Aum conjunto de parâmetros que irá determinar um caminho para os pacotes.
Bum protocolo cuja principal função é distribuir rótulos entre os roteadores de comutação de rótulos, permitindo a criação das LSPs.
Co caminho por onde os pacotes irão passar em uma rede MPLS.
Do dispositivo que executa os algoritmos de encaminhamento e mantém as tabelas de encaminhamento.
Eum identificador que possui tamanho fixo e significado local.
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GabaritoE — um identificador que possui tamanho fixo e significado local.
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MPLS: o conceito de label (rótulo)
Gabarito: letra E. No MPLS, um label (rótulo) é um identificador de tamanho fixo (4 bytes) e significado local — ele só tem valor entre dois roteadores vizinhos e é trocado (remapeado) a cada salto, não sendo um endereço global como o IP. As demais alternativas descrevem outros elementos da arquitetura MPLS: caminho (LSP), protocolo de distribuição (LDP/RSVP-TE) e o próprio roteador (LSR/LER).
O MPLS (Multi Protocol Label Switching) é uma tecnologia de encaminhamento de pacotes baseada em rótulos, que atua entre as camadas 2 e 3 do modelo OSI (a chamada "camada 2,5"). A ideia central é simples: quando um pacote IP entra na rede MPLS, o roteador de borda (LER — Label Edge Router) analisa o endereço de destino e outros campos, classifica o pacote em uma FEC (Forwarding Equivalence Class) e anexa um rótulo de 4 bytes ao pacote. A partir daí, os roteadores internos (LSR — Label Switch Router) não precisam mais consultar a tabela de roteamento IP (o que seria mais lento); eles apenas leem o rótulo, consultam uma tabela local de comutação e encaminham o pacote para a interface de saída correta, trocando o rótulo por um novo a cada salto.
Essa troca de rótulo a cada salto é exatamente o que dá ao label seu significado local. O rótulo não é um endereço global como o IP: ele só precisa ser único entre dois roteadores vizinhos. Quando o pacote chega a um LSR, o rótulo de entrada é usado como índice em uma tabela local, que indica o novo rótulo de saída e a interface de saída. Isso é análogo ao mecanismo de circuitos virtuais usado em ATM e Frame Relay, mas com a vantagem de permitir agregação de fluxos em uma mesma FEC e a criação de caminhos pré-definidos (LSP — Label Switched Path).
Na prática, imagine um pacote que entra na rede MPLS pelo LER R1 com destino ao roteador R6. O LER R1 atribui o rótulo 10 e o envia a R2. R2 consulta sua tabela: rótulo de entrada 10 → rótulo de saída 6, interface para R3. R3 faz o mesmo: rótulo 6 → rótulo 8, interface para R4. E assim por diante, até o último LER, que remove o rótulo e entrega o pacote IP ao destino. Perceba que o rótulo 10 em R1 não tem relação com o rótulo 10 que pode existir em outro enlace — cada par de roteadores vizinhos usa seus próprios valores. É por isso que o label tem significado local.
A pegadinha que a banca explora aqui é justamente a confusão entre os quatro elementos da arquitetura MPLS: o label (identificador local), a LSP (o caminho), o protocolo de distribuição (LDP/RSVP-TE) e o roteador (LSR/LER). Guarde essa distinção: é exatamente nela que as alternativas se dividem.
MPLS: elementos: Label (rótulo) (Identificador de 4 bytes, Significado local (troca a cada salto)); LSP (Caminho pré-definido); LDP/RSVP-TE (Protocolo que distribui rótulos); LSR/LER (Roteadores da rede)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Define o label como "um conjunto de parâmetros que irá determinar um caminho para os pacotes". Isso descreve, na verdade, a FEC (Forwarding Equivalence Class) — a classe de equivalência de encaminhamento que agrupa pacotes que receberão o mesmo tratamento e seguirão o mesmo caminho. O label é apenas o identificador que representa essa classe na prática; ele não é o conjunto de parâmetros em si.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Descreve "um protocolo cuja principal função é distribuir rótulos entre os roteadores de comutação de rótulos, permitindo a criação das LSPs". Isso é a função do LDP (Label Distribution Protocol) ou do RSVP-TE, não do label. O label é o objeto distribuído; o protocolo é o mecanismo que o distribui.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que o label é "o caminho por onde os pacotes irão passar em uma rede MPLS". Isso é a LSP (Label Switched Path) — o caminho pré-definido que os pacotes seguem através da rede. O label é o identificador usado para encaminhar o pacote ao longo desse caminho, não o caminho em si.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Descreve "o dispositivo que executa os algoritmos de encaminhamento e mantém as tabelas de encaminhamento". Isso é o roteador — mais especificamente, o LSR (Label Switch Router) ou o LER (Label Edge Router). O label é um campo de 4 bytes anexado ao pacote, não um dispositivo.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Define corretamente o label como "um identificador que possui tamanho fixo e significado local". O cabeçalho MPLS tem exatamente 4 bytes (32 bits), divididos em: rótulo (20 bits), Exp (3 bits, para QoS), S (1 bit, indica se há mais rótulos na pilha) e TTL (8 bits). E o significado é local porque o rótulo é remapeado a cada salto — ele só precisa ser único entre dois roteadores vizinhos, não na rede inteira.
NÃO CAIA NESSA!
Para não confundir os elementos do MPLS na prova, monte um mapa mental rápido: label = identificador local (4 bytes); LSP = caminho; LDP/RSVP-TE = protocolo que distribui os labels; LSR/LER = roteadores. Quando a questão falar de "caminho", "protocolo de distribuição" ou "dispositivo", você já sabe que não é o label.