Questão de Redes de Computadores — Comandos e Ferramentas de Diagnóstico de Redes (Nslookup, Traceroute, Ping, etc.) — INSTITUTO AOCP 2024
- Código
- qa632333
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- MPE PR
- Ano
- 2024
- Cargo
- Tec TI ( )
- A-a
- B-b
- C-n
- D-o
- E-p
GabaritoC — -n
Gabarito: letra C. O parâmetro -n do comando netstat exibe conexões TCP ativas com endereços e números de porta expressos numericamente, sem tentar resolver nomes (sem resolução DNS reversa). É exatamente o que o enunciado descreve: "endereços e números de porta são expressos numericamente, e nenhuma tentativa é feita para determinar nomes".
O netstat é uma ferramenta de diagnóstico de rede presente no Windows (e também no Linux) que exibe informações sobre conexões de rede, portas em escuta, estatísticas de protocolo e tabelas de roteamento. Ele é essencial para administradores de rede verificarem o estado das conexões TCP/UDP, identificarem serviços em execução e diagnosticarem problemas de conectividade.
A sintaxe básica é netstat [opções], e cada parâmetro altera o tipo de informação exibida. O parâmetro -n é um dos mais utilizados na prática, pois ao exibir endereços e portas em formato numérico, ele evita a resolução de nomes de host, o que torna a saída mais rápida e objetiva — especialmente útil em redes com muitos dispositivos ou quando o servidor DNS está lento ou indisponível.
Para entender melhor, vejamos um exemplo prático: ao executar netstat -n em um servidor, a saída mostra algo como TCP 192.168.1.10:445 192.168.1.20:49152 ESTABLISHED. Sem o -n, o comando tentaria resolver o IP 192.168.1.20 para um nome de host, o que poderia demorar ou falhar. Com o -n, a saída é imediata e mostra apenas os números.
A distinção fundamental aqui é entre a resolução de nomes (DNS reverso) e a exibição numérica. O parâmetro -n suprime a resolução de nomes, exibindo apenas endereços IP e números de porta. Isso é diferente de outros parâmetros que controlam quais informações são mostradas, como -a (todas as conexões e portas de escuta), -b (executável associado), -o (PID do processo) e -p (protocolo específico).
A pegadinha que a banca explora é justamente a confusão entre os parâmetros que controlam o que é exibido (conexões, processos, protocolos) e o parâmetro que controla o formato da exibição (numérico vs. nomes). O candidato que decora os parâmetros sem entender a função de cada um pode facilmente trocar -n por -a ou -o.
Guarde o critério decisivo: o enunciado fala em "endereços e números de porta expressos numericamente" e "nenhuma tentativa é feita para determinar nomes" — isso aponta diretamente para o parâmetro que controla o formato da saída, não o conteúdo. É nessa distinção que as alternativas se dividem.
O parâmetro -a exibe todas as conexões TCP ativas e as portas TCP/UDP em escuta. Ele não tem relação com o formato numérico dos endereços. A confusão aqui é pensar que "exibir conexões ativas" é o mesmo que "exibir em formato numérico" — mas o -a mostra as conexões com nomes de host por padrão, a menos que combinado com -n.
O parâmetro -b exibe o executável (nome do programa) envolvido na criação de cada conexão ou porta de escuta. Ele é útil para identificar qual aplicativo está usando determinada porta, mas não tem relação com a exibição numérica de endereços. A banca coloca esse parâmetro para confundir quem pensa em "binário" ou "base" — mas a função real é mostrar o processo.
O parâmetro -n exibe conexões TCP ativas com endereços e números de porta em formato numérico, sem tentar resolver nomes de host. Isso corresponde exatamente à descrição do enunciado: "endereços e números de porta são expressos numericamente, e nenhuma tentativa é feita para determinar nomes". É a opção que atende integralmente ao que foi pedido.
O parâmetro -o exibe o PID (Process Identifier) associado a cada conexão. Ele é útil para identificar qual processo do sistema está usando determinada conexão, mas não tem relação com o formato numérico dos endereços. A confusão aqui é pensar que "PID numérico" equivale a "endereços numéricos" — mas são coisas distintas.
O parâmetro -p exibe conexões para um protocolo específico (como TCP, UDP, ICMP). Ele filtra a saída por protocolo, mas não altera o formato dos endereços. A banca coloca esse parâmetro para confundir quem pensa em "protocolo" ou "porta" — mas a função real é filtrar por tipo de protocolo.
A banca explora a confusão entre os parâmetros que controlam o conteúdo da saída (-a conexões, -b executável, -o PID, -p protocolo) e o parâmetro que controla o formato da exibição (-n numérico). O enunciado descreve claramente o formato numérico, mas o candidato que decora os parâmetros sem entender a função pode facilmente cair em -a ou -o. A dica é: leia o enunciado com atenção e identifique se ele fala do que exibir ou como exibir.
Para memorizar os parâmetros do netstat, associe cada letra à sua função: -a = all (todas as conexões), -b = binary/executável (programa), -n = numeric (numérico), -o = owner (PID), -p = protocol (protocolo). Na prova, quando o enunciado falar em "formato numérico" ou "sem resolver nomes", a resposta é sempre -n.
Gabarito: letra C
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