Questão de Redes de Computadores — Geral — Avança SP 2024
- Código
- qa632498
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- Pref Caçapava SP
- Ano
- 2024
- Cargo
- Ana (Pref Caçapava (SP))
- APeer to peer
- BCliente-Servidor
- CInternet
- DOSI
- EDownsizing
GabaritoA — Peer to peer
Gabarito: letra A. A lacuna é preenchida por Peer to peer (P2P), pois nessa arquitetura todos os nós (estações) possuem o mesmo software de rede — atuando simultaneamente como cliente e servidor — e gozam de idênticos privilégios, sem hierarquia ou servidor central. É exatamente o oposto do modelo cliente-servidor, onde há papéis assimétricos e um servidor dedicado.
A arquitetura de uma rede define como os computadores se organizam e se relacionam para compartilhar recursos. No modelo peer-to-peer (par a par, ou ponto a ponto), cada estação é um peer (par): todas executam o mesmo sistema operacional de rede, com os módulos de servidor e de cliente, e têm os mesmos direitos. Não existe um computador central que controle a rede; qualquer nó pode oferecer e consumir recursos simultaneamente. Isso contrasta com a arquitetura cliente-servidor, em que um servidor dedicado concentra os serviços e os clientes apenas os solicitam, havendo clara hierarquia e privilégios distintos.
Na prática, uma rede P2P é comum em pequenos escritórios ou residências, onde poucos computadores compartilham arquivos e impressoras sem um servidor dedicado. Cada máquina pode, ao mesmo tempo, disponibilizar uma pasta para os colegas e acessar a pasta de outro. Já em uma empresa com centenas de usuários, o modelo cliente-servidor é preferível: um servidor centralizado (com controle de acesso, backup e segurança) atende às solicitações dos clientes. A escolha entre os dois modelos envolve trade-offs: o P2P é mais barato e simples, mas menos seguro e escalável; o cliente-servidor é mais robusto e gerenciável, porém exige investimento em infraestrutura e administração.
A banca explora a confusão entre os dois modelos. A pegadinha está em associar "mesmo sistema operacional" e "idênticos privilégios" ao modelo cliente-servidor, quando na verdade essas são marcas registradas do P2P. No cliente-servidor, os papéis são assimétricos: o servidor tem privilégios de administração e os clientes têm acesso limitado. Guarde a fronteira: P2P = simetria e descentralização; cliente-servidor = assimetria e centralização. É nesse contraste que as alternativas se dividem.
Critério | Peer-to-Peer (P2P) | Cliente-Servidor |
|---|---|---|
Papel das estações | Todas são pares (cliente e servidor simultaneamente) | Papéis assimétricos (servidor dedicado e clientes) |
Privilégios | Idênticos entre todas as estações | Desiguais (servidor administra, cliente consome) |
Software de rede | Mesmo SOR em todas (SOR servidor + SOR cliente) | SOR servidor no servidor; SOR cliente nos clientes |
Centralização | Descentralizada (sem servidor central) | Centralizada (servidor dedicado) |
Exemplo típico | Pequenos escritórios, redes residenciais | Empresas com centenas de usuários |
A definição apresentada no enunciado descreve com precisão a arquitetura peer-to-peer. Nela, todas as estações executam o mesmo software de rede (com funções de servidor e cliente) e possuem os mesmos privilégios, sem hierarquia. O texto do enunciado — "todas as estações são contempladas com o mesmo sistema operacional de redes (SOR servidor + SOR cliente) e todas têm idênticos privilégios" — é a caracterização clássica do P2P, onde cada nó atua como cliente e servidor simultaneamente.
A arquitetura cliente-servidor é o oposto do que o enunciado descreve. Nela, há um servidor central que oferece serviços e recursos, e os clientes que os solicitam. Os papéis são assimétricos: o servidor possui privilégios de administração e controle, enquanto os clientes têm acesso limitado. Não há "idênticos privilégios" nem o mesmo software de rede em todas as estações — o servidor executa o SOR servidor e os clientes, o SOR cliente.
Internet é a rede mundial de computadores que interconecta milhões de dispositivos, não uma arquitetura de rede com características de privilégios e software. Ela é uma infraestrutura global que utiliza diversas arquiteturas (incluindo P2P e cliente-servidor) para funcionar. O enunciado descreve um modelo de organização interna de uma rede, não a Internet em si.
OSI (Open Systems Interconnection) é um modelo de referência que padroniza a comunicação entre sistemas abertos, dividindo-a em sete camadas. Não é uma arquitetura de rede que define privilégios ou software das estações. O modelo OSI é um framework conceitual para entender e implementar protocolos de rede, não um modelo de organização de estações.
Downsizing é um termo que se refere à migração de sistemas centralizados (mainframes) para plataformas menores e distribuídas, como redes de microcomputadores. Não é uma arquitetura de rede em si, mas uma estratégia de reestruturação de TI. O enunciado não descreve downsizing, mas sim uma arquitetura específica de rede.
A banca tenta induzir o candidato a escolher "Cliente-Servidor" por ser o modelo mais conhecido, mas inverte os papéis: no cliente-servidor os privilégios são desiguais (servidor administra, cliente consome), enquanto no P2P são idênticos. Fique atento às palavras "mesmo sistema operacional" e "idênticos privilégios" — elas são a chave para identificar o P2P.
Para diferenciar rapidamente, pergunte-se: "há um servidor central?" Se sim, é cliente-servidor; se não, e todos os nós são iguais, é P2P. Memorize: P2P = simetria, descentralização, baixo custo; Cliente-Servidor = assimetria, centralização, maior controle e segurança.
Gabarito: letra A
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