Questão de Segurança da Informação — Gestão de Continuidade de Negócio (NBR ISO/IEC 15999-1, 15999-2, 27002, 22313, etc.) — INSTITUTO AOCP 2024
Segurança da Informação›Gestão de Continuidade de Negócio (NBR ISO/IEC 15999-1, 15999-2, 27002, 22313, etc.)
Código
qa632584
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SEAP PR
Ano
2024
Cargo
Ag Prof ( )
O Poder Executivo do Estado do Paraná está aprimorando sua infraestrutura de TI para garantir alta disponibilidade. A equipe de TI busca uma técnica que permita a mudança automática para um componente secundário em caso de falha no componente primário, assegurando a continuidade operacional dos serviços governamentais. Qual técnica atenderia a essa necessidade?
ARecover Point Objective (RPO).
BPaginação.
CFailover.
DRecover Time Objective (RTO).
EEscalabilidade.
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GabaritoC — Failover.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Failover: Alta Disponibilidade e Continuidade Operacional
Gabarito: letra C. A técnica que permite a mudança automática para um componente secundário em caso de falha no componente primário é o failover — mecanismo de alta disponibilidade que transfere automaticamente as operações para um sistema reserva, garantindo a continuidade dos serviços. As demais alternativas tratam de conceitos relacionados, mas distintos: RPO e RTO são métricas de recuperação, paginação é técnica de gerenciamento de memória, e escalabilidade é a capacidade de crescimento de recursos.
O failover é um dos pilares da Gestão de Continuidade de Negócios (GCN), cujo objetivo central, conforme a norma de referência, é "não permitir a interrupção das atividades do negócio e proteger os processos críticos contra efeitos de falhas ou desastres significativos, e assegurar a sua retomada em tempo hábil". Para alcançar esse objetivo, a organização precisa de estratégias que garantam a disponibilidade — ou seja, que o recurso esteja acessível no momento em que for necessário. O failover é exatamente essa estratégia: ao detectar uma falha no componente primário (servidor, banco de dados, link de rede), o sistema automaticamente redireciona as operações para um componente secundário, que assume o papel do primário sem intervenção manual. Essa troca é transparente para o usuário final, que percebe a continuidade do serviço.
Na prática, o failover é implementado em clusters de alta disponibilidade, onde dois ou mais servidores trabalham em conjunto. Um servidor ativo processa as requisições, enquanto um servidor passivo (standby) monitora constantemente o estado do ativo. Quando o servidor ativo falha, o passivo assume automaticamente, assumindo o endereço IP e os serviços do primário. Essa técnica é essencial em ambientes críticos, como os serviços governamentais mencionados no enunciado, onde a indisponibilidade pode causar prejuízos significativos à população. A escolha entre failover ativo-passivo (onde o secundário fica ocioso) ou ativo-ativo (onde ambos compartilham a carga) depende da criticidade do serviço e dos recursos disponíveis.
É importante distinguir o failover de outros conceitos de continuidade. O RPO (Recovery Point Objective) e o RTO (Recovery Time Objective) são métricas que definem, respectivamente, a quantidade máxima de dados que podem ser perdidos e o tempo máximo aceitável para a recuperação após um desastre. Enquanto o failover é uma técnica operacional que age imediatamente após a falha, o RPO e o RTO são objetivos de negócio que orientam a escolha das estratégias de recuperação. A paginação é um mecanismo de gerenciamento de memória virtual, sem relação com continuidade de negócios. A escalabilidade é a capacidade de um sistema aumentar seus recursos (processamento, armazenamento) para suportar maior demanda, mas não envolve a troca automática para um componente reserva.
A pegadinha desta questão está em confundir o failover com as métricas de recuperação (RPO/RTO) ou com a escalabilidade. O candidato que não domina a diferença entre técnica de alta disponibilidade e métrica de recuperação pode facilmente marcar a alternativa errada. O failover é uma ação imediata e automática, enquanto RPO e RTO são números que definem metas de recuperação. A escalabilidade, por sua vez, é uma característica de crescimento, não de substituição automática.
Guarde a fronteira entre failover (troca automática de componente) e RPO/RTO (metas de recuperação): é exatamente nela que as alternativas se dividem.
Continuidade de negócios
1Técnicas de alta disponibilidade
Failover (troca automática p/ reserva)
Escalabilidade (crescimento de recursos)
2Métricas de recuperação
RPO (perda máxima de dados)
RTO (tempo máximo de retomada)
3Distratores
Paginação (memória virtual)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O RPO (Recovery Point Objective) é uma métrica que define a quantidade máxima de dados que podem ser perdidos em caso de desastre, medida em tempo (ex.: 1 hora de dados). Ele não é uma técnica de troca automática de componentes, mas sim um objetivo de negócio que orienta a estratégia de backup e recuperação. A banca troca o conceito de métrica de recuperação pelo de técnica de alta disponibilidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A paginação é uma técnica de gerenciamento de memória virtual, onde o sistema operacional divide a memória em páginas e as transfere entre a memória RAM e o disco. Não tem nenhuma relação com continuidade de negócios ou com a troca automática de componentes em caso de falha. É um distrator que explora o conhecimento de sistemas operacionais, não de GCN.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O failover é exatamente a técnica descrita no enunciado: a mudança automática para um componente secundário em caso de falha no primário. Ele é implementado em clusters de alta disponibilidade, onde um servidor reserva assume as operações automaticamente, garantindo a continuidade dos serviços. Essa é a definição clássica de failover, amplamente utilizada em infraestruturas críticas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O RTO (Recovery Time Objective) é uma métrica que define o tempo máximo aceitável para a recuperação de um serviço após um desastre (ex.: 4 horas). Assim como o RPO, é um objetivo de negócio, não uma técnica de troca automática. A banca troca o conceito de meta de tempo de recuperação pelo de técnica de alta disponibilidade.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A escalabilidade é a capacidade de um sistema aumentar seus recursos (processamento, armazenamento, rede) para suportar maior demanda. Ela não envolve a troca automática para um componente reserva, mas sim o crescimento horizontal ou vertical da infraestrutura. É um conceito de arquitetura de sistemas, não de continuidade de negócios.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre técnicas de alta disponibilidade (failover) e métricas de recuperação (RPO/RTO). O candidato que sabe que RPO e RTO são importantes para a continuidade pode marcá-los, mas eles são apenas números que definem metas — não são mecanismos que agem automaticamente. O failover é a ação concreta que garante a disponibilidade imediata. Com treino, você enxerga essa distinção de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para diferenciar os conceitos, lembre-se: failover é o "plano B" que assume automaticamente; RPO é "quanto dado posso perder"; RTO é "em quanto tempo preciso voltar"; escalabilidade é "como crescer". Na prova, identifique se a questão fala de ação automática (failover) ou de meta numérica (RPO/RTO).