Questão de Segurança da Informação — Algoritmos de Criptografia — INSTITUTO AOCP 2024
- Código
- qa632609
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- DPE MS
- Ano
- 2024
- Cargo
- Ana Def ( )
- ARSA.
- BAES.
- C3DES.
- DMD5.
- ESHA-1.
GabaritoB — AES.
Gabarito: letra B (AES). O AES é um algoritmo de criptografia simétrica — usa a mesma chave para cifrar e decifrar — e é a escolha mais adequada para proteger grandes volumes de dados em diferentes formatos (texto, imagens, vídeos), pois é extremamente rápido e eficiente. As demais alternativas são inadequadas: RSA é assimétrico (lento para grandes volumes), 3DES é simétrico porém obsoleto e mais lento que o AES, e MD5 e SHA-1 são funções hash (não criptografam, apenas geram resumos para integridade).
A criptografia é a ciência de escrever mensagens em forma cifrada, operando com cifragem (esconder o texto claro) e decifragem (recuperar o texto claro). Para isso, os algoritmos utilizam chaves, e a escolha do algoritmo depende do objetivo: garantir confidencialidade, integridade, autenticidade ou não repúdio. A questão pede proteção de dados em diferentes formatos e em grande volume — o que aponta diretamente para a criptografia simétrica, que é a mais rápida e adequada para esse cenário.
A criptografia simétrica (chave única ou privada) utiliza a mesma chave tanto para codificar quanto para decodificar. Sua principal vantagem é a alta velocidade e o baixo processamento, sendo ideal para grandes volumes de dados, como bancos de dados, discos rígidos e streaming. A desvantagem é o problema da distribuição de chaves: é necessário um canal seguro para compartilhar a chave entre as partes. Os algoritmos simétricos mais conhecidos são AES, DES, 3DES, RC4, Blowfish e IDEA.
A criptografia assimétrica (chave pública) utiliza duas chaves distintas: uma pública (livremente divulgada) e uma privada (mantida em segredo). O que uma chave cifra, apenas a outra decifra. Sua vantagem é resolver o problema da distribuição de chaves, mas é extremamente lenta e exige alto processamento, sendo inviável para grandes volumes de dados. Os algoritmos assimétricos mais conhecidos são RSA, DSA, ECC e Diffie-Hellman.
As funções hash, por sua vez, são algoritmos unidirecionais que transformam dados de tamanho variável em um resumo (message digest) de tamanho fixo. Não é possível recuperar a mensagem original a partir do hash — ou seja, não criptografam e não garantem confidencialidade. Servem apenas para garantir a integridade dos dados, verificando se houve alteração. Os algoritmos mais conhecidos são MD5 e SHA-1.
A pegadinha desta questão está em confundir as funções de cada ferramenta: a banca mistura criptografia simétrica, assimétrica e hash. O candidato que não domina a diferença pode escolher RSA (por ser "mais seguro") ou MD5/SHA-1 (por serem "criptografia"), mas ambos são inadequados para o cenário de grandes volumes de dados. O critério decisivo é: para proteger dados em grande volume e diferentes formatos, o algoritmo deve ser simétrico e eficiente — e o AES é o padrão atual mais robusto e rápido.
O RSA é um algoritmo de criptografia assimétrica (chave pública). Embora seja seguro e amplamente utilizado (SSL/TLS, PKI), é extremamente lento e exige alto processamento matemático, sendo inviável para criptografar grandes volumes de dados como vídeos e imagens. A banca explora a confusão entre "segurança" e "eficiência": o RSA é seguro, mas não é adequado para este cenário.
O AES (Advanced Encryption Standard) é um algoritmo de criptografia simétrica — usa a mesma chave para cifrar e decifrar. É extremamente rápido e eficiente, ideal para grandes volumes de dados em diferentes formatos (texto, imagens, vídeos). É o padrão atual mais robusto e amplamente adotado, sendo a escolha correta para a aplicação descrita.
O 3DES é um algoritmo de criptografia simétrica, mas é uma versão obsoleta do DES, aplicado três vezes. Embora funcione, é mais lento que o AES e possui chaves menores (efetivamente 112 bits), sendo considerado menos seguro e menos eficiente. O AES o substituiu como padrão.
O MD5 é uma função hash, não um algoritmo de criptografia. Ele gera um resumo de 128 bits, mas é unidirecional — não é possível descriptografar. Não garante confidencialidade, apenas integridade. Além disso, é considerado inseguro para aplicações críticas devido a vulnerabilidades de colisão.
O SHA-1 também é uma função hash, não um algoritmo de criptografia. Gera um resumo de 160 bits, mas é unidirecional — não é possível descriptografar. Não garante confidencialidade, apenas integridade. É considerado comprometido para aplicações críticas e foi substituído por SHA-256.
A banca mistura as funções de criptografia simétrica, assimétrica e hash. O candidato pode escolher RSA por ser "mais seguro" ou MD5/SHA-1 por serem "criptografia", mas ambos são inadequados: RSA é lento para grandes volumes e hash não criptografa. O critério é a eficiência para grandes volumes — que aponta para o AES.
Para questões de escolha de algoritmo, identifique primeiro o objetivo: confidencialidade (simétrica), troca de chaves/assinatura (assimétrica) ou integridade (hash). Depois, avalie o volume de dados: grandes volumes exigem simétrica (AES); pequenos volumes ou troca de chaves usam assimétrica (RSA).
Gabarito: letra B (AES).
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