Questão de Segurança da Informação — Protocolos Seguros para Redes Sem Fio e Controle de Acesso (WPA, WPA2, WEP, EAP, 802.1X) — INSTITUTO AOCP 2024
Segurança da Informação›Protocolos Seguros para Redes Sem Fio e Controle de Acesso (WPA, WPA2, WEP, EAP, 802.1X)
Código
qa632653
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TRF 2
Ano
2024
Cargo
TJ TRF2
Considerando os protocolos EAP, WPA, WPA2 e WPA3, utilizados em redes sem fio, assinale a alternativa correta a respeito das características e diferenças entre esses protocolos.
AO protocolo EAP (Extensible Authentication Protocol) é exclusivamente utilizado pelo WPA3, oferecendo suporte a métodos de autenticação baseados em certificados digitais e chaves públicas.
BO WPA (Wi-Fi Protected Access) introduziu o uso do AES (Advanced Encryption Standard) como método de criptografia, substituindo o WEP (Wired Equivalent Privacy).
CO WPA2 (Wi-Fi Protected Access II) utiliza o algoritmo TKIP (Temporal Key Integrity Protocol) para melhorar a segurança em relação ao WPA, mas mantém a base de criptografia.
DO WPA3 (Wi-Fi Protected Access III) introduz a criptografia obrigatória de 192 bits para redes pessoais e empresariais, além de proteger contra os ataques de dicionário offline.
EO EAP, como um protocolo de criptografia extensível, é utilizado em conjunto com WPA, WPA2 e WPA3, suportando diversos métodos de autenticação, incluindo EAP-TLS, EAP-TTLS e PEAP.
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GabaritoD — O WPA3 (Wi-Fi Protected Access III) introduz a criptografia obrigatória de 192 bits para redes pessoais e empresariais, além de proteger contra os ataques de dicionário offline.
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Protocolos de Segurança em Redes Sem Fio: WEP, WPA, WPA2, WPA3 e EAP
Gabarito: letra D. O WPA3 é a evolução mais recente da segurança Wi-Fi e, entre suas principais inovações, está a proteção contra ataques de dicionário offline — que tentam adivinhar a senha fora da rede, analisando o tráfego capturado — e a adoção de criptografia mais forte. A alternativa D captura exatamente essa característica central do WPA3, sendo a única correta entre as apresentadas.
Para entender por que as demais alternativas estão incorretas, é preciso dominar a evolução dos protocolos de segurança Wi-Fi. A jornada começa com o WEP (Wired Equivalent Privacy), o primeiro protocolo de criptografia para redes sem fio, parte do padrão IEEE 802.11 de 1999. Ele usa o algoritmo RC4 e chaves de 64 ou 128 bits, mas possui vulnerabilidades graves: o vetor de inicialização (IV) de 24 bits é curto e se repete, permitindo ataques que recuperam a chave. Por isso, o WEP é considerado completamente inseguro e nunca deve ser utilizado.
O WPA (Wi-Fi Protected Access) foi criado como uma medida intermediária para corrigir as falhas do WEP, enquanto o padrão IEEE 802.11i não era finalizado. Sua principal inovação foi o TKIP (Temporal Key Integrity Protocol), que gera uma chave de 128 bits para cada pacote, dinamicamente, e inclui uma verificação de integridade da mensagem (MIC) para impedir alterações e reenvios. O WPA foi um avanço, mas também apresentou falhas, como a vulnerabilidade na função de hash Michael.
O WPA2, ratificado em 2004, substituiu o WPA e implementou os elementos obrigatórios do IEEE 802.11i. Sua grande mudança foi a adoção do AES (Advanced Encryption Standard) como base do algoritmo de criptografia CCMP, substituindo o TKIP. O WPA2 trouxe um salto significativo de segurança e foi obrigatório para novos dispositivos com a marca Wi-Fi de 2006 a 2020. O WPA3, por sua vez, é a geração mais recente, lançado em 2018, e introduz melhorias como o SAE (Simultaneous Authentication of Equals), que substitui o handshake de quatro vias do WPA2 e protege contra ataques de dicionário offline, além de oferecer criptografia de 192 bits no modo empresarial.
O EAP (Extensible Authentication Protocol) é um protocolo de autenticação, não de criptografia. Ele é um framework que permite a utilização de diversos métodos de autenticação, como EAP-TLS, EAP-TTLS e PEAP, e é usado em conjunto com os protocolos WPA, WPA2 e WPA3, especialmente no modo empresarial, onde a autenticação é feita por um servidor RADIUS. O EAP não é exclusivo de nenhuma versão do WPA, nem é um protocolo de criptografia.
A pegadinha central desta questão é a confusão entre os papéis de cada protocolo: o EAP é um protocolo de autenticação (quem você é), enquanto WEP, WPA, WPA2 e WPA3 são protocolos de criptografia (como os dados são protegidos). Além disso, é comum confundir qual algoritmo de criptografia cada versão do WPA utiliza. Guarde a linha do tempo: WEP (RC4) → WPA (TKIP/RC4) → WPA2 (AES/CCMP) → WPA3 (AES/GCMP + SAE). É exatamente essa distinção que separa as alternativas corretas das incorretas.
Protocolo
Criptografia
Autenticação
Principal inovação
WEP
RC4 (chaves 64/128 bits)
—
Primeiro protocolo, mas inseguro (IV curto)
WPA
TKIP (baseado em RC4)
—
Chave dinâmica por pacote e MIC (paliativo)
WPA2
AES/CCMP
—
Substitui TKIP pelo AES (salto de segurança)
WPA3
AES/GCMP (192 bits no modo empresarial)
SAE
Proteção contra ataques de dicionário offline
EAP
— (não é criptografia)
Framework extensível (EAP-TLS, EAP-TTLS, PEAP)
Usado com WPA/WPA2/WPA3 no modo empresarial
1999WEP (RC4)
2003WPA (TKIP)
2004WPA2 (AES/CCMP)
2018WPA3 (SAE)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O erro está em afirmar que o EAP é exclusivamente utilizado pelo WPA3. O EAP é um protocolo de autenticação extensível que pode ser usado com WPA, WPA2 e WPA3, especialmente no modo empresarial. Ele não é exclusivo de nenhuma versão. Além disso, o EAP não é um protocolo de criptografia, mas sim de autenticação, e embora suporte métodos baseados em certificados (como EAP-TLS), essa não é sua única função.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O WPA não introduziu o AES. O WPA utiliza o TKIP, que é baseado no algoritmo RC4, o mesmo do WEP, mas com melhorias como a troca dinâmica de chaves. O AES foi introduzido apenas no WPA2, através do algoritmo CCMP. A alternativa confunde a evolução: o WPA foi um paliativo sobre o WEP, e o salto para o AES veio com o WPA2.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O WPA2 não utiliza o TKIP. O WPA2 substituiu o TKIP pelo AES/CCMP, que é um modo de criptografia muito mais forte. O TKIP foi uma melhoria do WPA sobre o WEP, mas o WPA2 o abandonou em favor do AES. A alternativa inverte a linha evolutiva: o TKIP é do WPA, não do WPA2.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O WPA3, lançado em 2018, introduziu o SAE (Simultaneous Authentication of Equals), que substitui o handshake de quatro vias do WPA2. O SAE protege contra ataques de dicionário offline, pois o atacante não consegue testar senhas fora da rede, mesmo capturando o tráfego. Além disso, o WPA3 oferece criptografia de 192 bits no modo empresarial (WPA3-Enterprise), elevando o nível de segurança. A alternativa D descreve corretamente essas duas características centrais do WPA3.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O EAP é um protocolo de autenticação, não de criptografia. Ele é um framework extensível que suporta diversos métodos, como EAP-TLS, EAP-TTLS e PEAP, e é utilizado em conjunto com WPA, WPA2 e WPA3, especialmente no modo empresarial. A alternativa erra ao classificar o EAP como um "protocolo de criptografia extensível".
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre autenticação e criptografia. O EAP é um protocolo de autenticação (quem você é), enquanto WEP, WPA, WPA2 e WPA3 são protocolos de criptografia (como os dados são protegidos). Além disso, é comum inverter a linha evolutiva: TKIP é do WPA, AES é do WPA2, e SAE é do WPA3. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre segurança Wi-Fi, monte uma linha do tempo mental: WEP (RC4, inseguro) → WPA (TKIP/RC4, paliativo) → WPA2 (AES/CCMP, obrigatório até 2020) → WPA3 (AES/GCMP + SAE, proteção contra dicionário offline). E lembre-se: EAP é o protocolo de autenticação que pode ser usado com qualquer versão do WPA.