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Questão de Segurança da Informação — Backup — INSTITUTO AOCP 2024

Segurança da InformaçãoBackup
Código
qa632684
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
MGI
Ano
2024
Cargo
Esp ( )

O administrador de sistemas que é especialista em infraestrutura de tecnologia da informação (TI) de uma instituição governamental recentemente implementou um sistema de backup/restore para garantir a segurança dos dados dos clientes.

 

Durante um teste de recuperação de desastres, ele percebeu que o processo de restauração está levando mais tempo do que o esperado, impactando as operações comerciais. Após investigar, ele descobriu que o problema está relacionado à velocidade de acesso ao armazenamento de backup.

 

Assinale a alternativa que, nesse caso, apresenta a melhor solução para resolver esse problema.

  1. ARealizar backups incrementais em vez de backups completos.
  2. BInvestir em um armazenamento de backup de alta velocidade.
  3. CAumentar a capacidade de processamento do servidor de backup.
  4. DCompactar os arquivos de backup para reduzir o tamanho.
  5. EImplementar uma política de retenção de dados mais rigorosa.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Investir em um armazenamento de backup de alta velocidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Backup e Recuperação: Diagnóstico de Desempenho

Gabarito: letra B. O problema relatado é a lentidão na restauração causada pela velocidade de acesso ao armazenamento de backup; a solução direta é investir em um armazenamento de alta velocidade, pois a restauração lê os dados diretamente dessa mídia. As demais alternativas atacam sintomas diferentes (volume de dados, processamento, tamanho dos arquivos, retenção), mas nenhuma resolve a causa raiz apontada no enunciado: a velocidade do meio de armazenamento.

O cenário descreve um teste de recuperação de desastres em que o processo de restauração demora mais que o esperado, impactando as operações. A investigação concluiu que o gargalo está na velocidade de acesso ao armazenamento de backup. Para entender a solução, é preciso separar dois momentos distintos do ciclo de proteção de dados: o backup (cópia) e a restauração (recuperação). O backup é a atividade de copiar dados para um repositório seguro; a restauração é o processo de trazer esses dados de volta ao ambiente de produção. Cada um tem métricas próprias: o RPO (Recovery Point Objective) mede a perda máxima aceitável de dados, olhando para trás; o RTO (Recovery Time Objective) mede o tempo máximo aceitável para restabelecer os serviços, olhando para frente. Nesta questão, o problema é claramente de RTO: o tempo de restauração está alto.

A velocidade de restauração depende, fundamentalmente, da velocidade de leitura do meio onde os backups estão armazenados. Se o armazenamento é lento (por exemplo, fitas magnéticas ou discos mecânicos de baixa rotação), a leitura dos dados será lenta, independentemente de outros fatores. A solução mais direta e eficaz é, portanto, migrar para um armazenamento de alta velocidade, como SSDs ou storage de alto desempenho. As outras opções apresentadas são distratores que abordam aspectos diferentes do problema:

  • Backups incrementais reduzem o volume de dados copiados a cada execução, mas a restauração pode até ficar mais lenta, pois exige a recomposição a partir de múltiplas mídias (o último completo + todos os incrementais).

  • Aumentar o processamento do servidor pode ajudar na descompactação ou no processamento dos dados, mas não acelera a leitura do armazenamento, que é o gargalo identificado.

  • Compactar os arquivos reduz o espaço ocupado, mas a restauração exige descompactação, o que adiciona processamento e pode não compensar a economia de espaço em termos de tempo.

  • Política de retenção mais rigorosa reduz o volume de dados armazenados ao longo do tempo, mas não acelera a leitura do que já está armazenado.

A pegadinha da questão está em confundir o problema de velocidade de acesso ao armazenamento com problemas de volume de dados ou processamento. O enunciado é explícito: "o problema está relacionado à velocidade de acesso ao armazenamento de backup". Qualquer solução que não ataque diretamente essa velocidade não resolve o problema. Guarde essa distinção: backup lento ≠ restauração lenta; cada um tem suas causas e soluções específicas.

  1. 1Restauração lenta (RTO alto)
  2. 2Gargalo: velocidade do armazenamento
  3. 3[+] Solução: armazenamento de alta velocidade
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Realizar backups incrementais em vez de completos reduz o tempo de execução do backup e o espaço de armazenamento, mas não acelera a restauração — na verdade, pode até torná-la mais lenta, pois a recuperação exige recompor os dados a partir do último backup completo e de todos os incrementais subsequentes. O problema relatado é de restauração, não de execução do backup.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Investir em um armazenamento de backup de alta velocidade ataca diretamente a causa raiz identificada: a lentidão na leitura dos dados durante a restauração. Se o gargalo é a velocidade de acesso ao meio de armazenamento, a solução é trocar por um meio mais rápido (SSD, storage de alto desempenho), reduzindo o RTO.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Aumentar a capacidade de processamento do servidor de backup pode ajudar em tarefas como descompactação ou validação, mas não resolve o gargalo de I/O (entrada/saída) do armazenamento. Se o disco é lento, mais CPU não fará a leitura ser mais rápida.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Compactar os arquivos de backup reduz o espaço ocupado, mas a restauração exige descompactação, o que adiciona processamento e pode até aumentar o tempo total de recuperação. Não ataca a velocidade de acesso ao armazenamento.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Implementar uma política de retenção de dados mais rigorosa reduz o volume de dados armazenados ao longo do tempo, mas não acelera a leitura dos dados que já estão no armazenamento. O problema é de velocidade de acesso, não de quantidade de dados retidos.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre backup e restauração. O enunciado diz explicitamente que o problema é a "velocidade de acesso ao armazenamento de backup" durante a restauração. Alternativas como a A (incremental) e a D (compactação) parecem razoáveis, mas atacam o volume de dados, não a velocidade do meio. A pegadinha é responder pelo "bom senso" de reduzir dados, quando a solução correta é melhorar o hardware de armazenamento.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de backup/restauração, identifique primeiro se o problema é de RPO (perda de dados) ou RTO (tempo de recuperação). Se o enunciado fala em "restauração lenta" ou "tempo de recuperação", o foco é RTO — e a solução geralmente envolve velocidade de armazenamento ou estratégia de recuperação. Se fala em "perda de dados", o foco é RPO — e a solução envolve frequência de backups ou replicação.

Gabarito: letra B

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