Questão de Sistemas Operacionais — Geral — Avança SP 2024
- Código
- qa633049
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- CM RG da Serra
- Ano
- 2024
- Cargo
- Ana TI ( )
- AC – C – C.
- BC – E – C.
- CE – C – C.
- DE – E – C.
- EE – E – E.
GabaritoD — E – E – C.
Gabarito: letra D — sequência E – E – C. O Linux é um sistema multitarefa (executa várias aplicações simultaneamente), tem código-fonte aberto (licença GPL) e, embora não execute nativamente aplicações Windows, é possível rodá-las por meio de camadas de compatibilidade como o Wine. A primeira e a segunda afirmativas são falsas; a terceira é verdadeira.
O Linux é um sistema operacional da família Unix, criado por Linus Torvalds em 1991, e se destaca por ser multitarefa, multiusuário e de código aberto. A multitarefa é uma característica essencial dos sistemas operacionais modernos: o núcleo (kernel) gerencia o processador, alternando rapidamente entre os processos, o que dá a impressão de que várias aplicações rodam ao mesmo tempo. Isso é possível graças ao escalonamento de processos, que decide qual processo recebe o processador e por quanto tempo. O Linux, desde suas primeiras versões, já era multitarefa — uma das razões de sua rápida adoção.
O código aberto é outra marca registrada: o Linux é distribuído sob a GNU General Public License (GPL), que permite a qualquer pessoa usar, estudar, modificar e redistribuir o código-fonte, desde que as modificações também sejam disponibilizadas sob a mesma licença. Isso contrasta com sistemas proprietários, como o Windows, cujo código não é acessível ao usuário comum. A licença GPL foi adotada por Torvalds em 1992, um ano após o lançamento do núcleo, e é o que garante a liberdade de uso e modificação.
Quanto à execução de aplicações Windows, o Linux não as roda nativamente, mas existem ferramentas que permitem essa compatibilidade. O Wine (Wine Is Not an Emulator) é a mais conhecida: ele implementa as APIs do Windows sobre o Linux, permitindo que muitos programas Windows sejam executados sem a necessidade de uma máquina virtual. Além do Wine, há outras soluções, como máquinas virtuais (VirtualBox, VMware) e o uso de dual boot. Portanto, a afirmativa de que é possível rodar aplicações do Windows no Linux é verdadeira, desde que se utilize essas ferramentas de compatibilidade.
A banca explora aqui a confusão entre não nativo e impossível. O candidato desatento pode marcar a terceira afirmativa como errada, pensando que, por não ser nativo, não há como rodar programas Windows. Mas a existência do Wine e de máquinas virtuais torna a afirmativa correta. Guarde essa distinção: não nativo ≠ impossível.
A afirmativa diz que o Linux foi desenvolvido para executar uma tarefa por vez, não sendo possível rodar duas ou mais aplicações ao mesmo tempo. Isso é falso. O Linux é um sistema multitarefa desde suas primeiras versões. O kernel gerencia o processador, alternando entre os processos (escalonamento), o que permite a execução simultânea de várias aplicações. Essa é uma característica fundamental dos sistemas operacionais modernos, e o Linux a possui desde o início.
A afirmativa diz que o Linux é uma ferramenta básica como recurso alternativo de menor valor econômico, não apresentando seu código fonte aberto. Isso é falso em dois pontos: (1) o Linux não é apenas uma ferramenta básica ou de menor valor — é um sistema operacional robusto, usado em servidores, mainframes, supercomputadores e dispositivos móveis; (2) o Linux tem código-fonte aberto, distribuído sob a licença GPL, que permite a qualquer pessoa usar, estudar, modificar e redistribuir o código. A licença GPL foi adotada por Torvalds em 1992, e é uma das principais características do sistema.
A afirmativa diz que no Linux é possível rodar aplicações do Windows. Isso é verdadeiro. Embora o Linux não execute nativamente programas Windows, existem ferramentas de compatibilidade, como o Wine, que implementam as APIs do Windows sobre o Linux, permitindo a execução de muitos programas. Além disso, é possível usar máquinas virtuais (VirtualBox, VMware) ou dual boot. Portanto, a afirmativa está correta.
Gabarito: letra D — sequência E – E – C.
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