Questão de Criminalística — Fenômenos Cadavéricos — Com Exam Pref Bauru 2025
- Código
- qa641190
- Banca
- Com Exam Pref Bauru
- Órgão
- Pref Bauru
- Ano
- 2025
- Cargo
- Com Exam - - Aux Sau ( )
- ARigidez cadavérica.
- BLivores.
- CParada cardiorespiratória.
- DPutrefação.
GabaritoC — Parada cardiorespiratória.
Gabarito: letra C. A parada cardiorrespiratória é o sinal abiótico imediato da morte, pois corresponde à cessação das funções vitais (circulação e respiração) que ocorre no exato momento do óbito. Rigidez cadavérica, livores e putrefação são fenômenos consecutivos (mediatos), que se instalam progressivamente após a morte, conforme a classificação da Tanatologia Forense.
A Tanatologia Forense é o ramo da Medicina Legal que estuda a morte e os fenômenos cadavéricos. Para o diagnóstico da morte, os sinais são divididos em duas grandes categorias: os sinais abióticos imediatos (também chamados de sinais de incerteza ou de morte clínica) e os sinais abióticos mediatos (também chamados de sinais consecutivos ou de certeza). Essa distinção é fundamental para o perito, pois os sinais imediatos indicam que a morte acaba de ocorrer, enquanto os mediatos permitem estimar o tempo decorrido desde o óbito (intervalo post mortem).
Os sinais abióticos imediatos são aqueles que aparecem no instante da morte, decorrentes da cessação das funções vitais. São eles: a parada cardiorrespiratória (ausência de batimentos cardíacos e de respiração), a perda de consciência, a ausência de pulso, a midríase (dilatação das pupilas) e a ausência de reflexos. Esses sinais são chamados de "de incerteza" porque, isoladamente, podem ser reversíveis em situações de morte aparente (como em afogamento ou intoxicação), daí a necessidade de observação por um período para confirmar a morte real.
Já os sinais abióticos mediatos (ou consecutivos) são os fenômenos que se instalam no corpo após a morte, de forma progressiva, e que confirmam a morte de maneira definitiva. São eles: a desidratação, o resfriamento do corpo (algor mortis), os livores hipostáticos (livor mortis), a rigidez cadavérica (rigor mortis) e o espasmo cadavérico. Esses sinais são chamados de "de certeza" porque, uma vez instalados, não há possibilidade de reversão.
A rigidez cadavérica (rigor mortis) é um fenômeno que se inicia geralmente de 4 a 8 horas após a morte, caracterizado pela rigidez muscular devido à ausência de ATP (adenosina-trifosfato) necessário para o relaxamento muscular. Os livores (livor mortis) são manchas escuras que aparecem nas áreas de decúbito do cadáver, devido ao acúmulo de sangue por ação da gravidade, surgindo cerca de 2 a 3 horas após a morte. A putrefação é um fenômeno transformativo destrutivo, que se inicia após a rigidez, envolvendo a decomposição dos tecidos por bactérias, e é um sinal tardio de morte.
A banca explora a confusão entre os sinais imediatos e os mediatos. O candidato pode ser induzido a marcar a rigidez cadavérica ou os livores por serem fenômenos mais "conhecidos" da morte, mas eles são sinais consecutivos, não imediatos. A parada cardiorrespiratória é o único sinal que ocorre no momento exato da morte, sendo o sinal abiótico imediato por excelência.
A banca troca os sinais abióticos imediatos pelos mediatos (consecutivos). Rigidez, livores e putrefação são fenômenos que se instalam após a morte, enquanto a parada cardiorrespiratória é o sinal que define o instante do óbito. Fique atento à classificação: imediato = no momento da morte; mediato = após a morte.
A rigidez cadavérica (rigor mortis) é um sinal abiótico mediato (consecutivo), que se instala progressivamente após a morte, geralmente entre 4 e 8 horas. Não é um sinal imediato, pois depende de processos bioquímicos post mortem (ausência de ATP).
Os livores (livor mortis) são manchas hipostáticas que surgem nas áreas de decúbito do cadáver, devido ao acúmulo de sangue por gravidade. São sinais abióticos mediatos (consecutivos), que aparecem cerca de 2 a 3 horas após a morte, não imediatos.
A parada cardiorrespiratória é o sinal abiótico imediato da morte, pois corresponde à cessação das funções vitais (circulação e respiração) no exato momento do óbito. É o primeiro sinal a aparecer, caracterizando a morte clínica.
A putrefação é um fenômeno transformativo destrutivo e tardio, que se inicia após a rigidez cadavérica, envolvendo a decomposição dos tecidos por bactérias. É um sinal abiótico mediato (consecutivo), não imediato.
Gabarito: letra C
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