Questão de Criminalística — Outros Métodos de Identificação — INSTITUTO AOCP 2025
Criminalística›Outros Métodos de Identificação
Código
qa641215
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
IGP RS
Ano
2025
Cargo
Papis ( )
A possível indicação da autoria do delito por meios diversos constitui uma das finalidades da criminalística. Nesse sentido, é correto afirmar que o método da queiloscopia corresponde
Aàs marcas palmares impressas por contato em um vestígio de local de crime.
Bà comparação de informações coletadas no local do crime com os dados do retrato falado.
Cao método de comparação das rugosidades da palatina.
Dà análise das impressões labiais para fins de identificação humana.
Eà identificação por meio das veias da mão, em extensão, diâmetro e quantidade.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — à análise das impressões labiais para fins de identificação humana.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Queiloscopia: identificação humana pelas impressões labiais
Gabarito: letra D. A queiloscopia é o método de identificação humana que se vale da análise das impressões labiais — os desenhos formados pelas rugosidades e sulcos dos lábios, que são únicos, imutáveis e perenes em cada indivíduo. A alternativa correta é a que define exatamente isso: "análise das impressões labiais para fins de identificação humana".
A queiloscopia integra o rol dos chamados "outros métodos de identificação" da Criminalística, ao lado de técnicas como a palatoscopia (estudo das rugosidades do palato), a orelhoscopia (identificação pelo desenho da orelha) e a quiroscopia (impressões palmares). O termo vem do grego cheilos (lábio) + skopein (exame), ou seja, é literalmente o "exame dos lábios".
O fundamento científico da queiloscopia é o mesmo que sustenta a papiloscopia: os sulcos e rugosidades labiais apresentam unicidade (cada pessoa tem um desenho labial próprio, que difere até entre gêmeos univitelinos), imutabilidade (não se alteram ao longo da vida) e perenidade (permanecem mesmo após a morte, resistindo à ação do tempo). Esses três postulados são os mesmos que qualificam qualquer método de identificação humana como aceitável, conforme a doutrina criminalística.
Na prática pericial, a queiloscopia é aplicada quando o agressor ou a vítima deixa marcas de lábios em copos, xícaras, garrafas, ou mesmo em superfícies do corpo humano (marcas de beijo ou mordida com impressão labial). O perito coleta o vestígio, fotografa e compara com as impressões labiais do suspeito, buscando pontos característicos de coincidência — da mesma forma que se faz no confronto papiloscópico.
A confusão mais comum neste tema é misturar a queiloscopia com outros métodos de identificação que também estudam "rugosidades" ou "impressões". A palatoscopia, por exemplo, estuda as rugosidades do palato (céu da boca), não dos lábios. A quiroscopia estuda as impressões palmares. A datiloscopia, as impressões digitais. Cada método tem seu objeto específico, e a banca explora exatamente essa distinção para induzir o candidato ao erro.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o objeto de estudo de métodos de identificação vizinhos. A alternativa C fala em "rugosidades da palatina" — isso é palatoscopia, não queiloscopia. A alternativa A fala em "marcas palmares" — isso é quiroscopia. A alternativa E fala em "veias da mão" — isso é um método de identificação por padrão venoso, não queiloscopia. Guarde o objeto de cada método: lábios = queiloscopia; palato = palatoscopia; palma = quiroscopia; dedos = datiloscopia.
Queiloscopia (lábios): Objeto (Impressões labiais, Sulcos e rugosidades); Postulados (Unicidade, Imutabilidade, Perenidade); Aplicação (Marcas em copos, garrafas, Marcas no corpo); Confusões comuns (Palatoscopia (palato), Quiroscopia (palma), Datiloscopia (dedos))
Alternativa A — ❌ Incorreta
As marcas palmares impressas por contato são objeto da quiroscopia, não da queiloscopia. A quiroscopia estuda os desenhos papilares das palmas das mãos e as pregas de flexão, sendo utilizada para ampliar as possibilidades de identificação criminal quando não há impressões digitais íntegras no local de crime.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A comparação de informações coletadas no local do crime com dados do retrato falado é uma técnica de retrato falado ou identificação por testemunha, que não se confunde com a queiloscopia. O retrato falado é uma reconstituição facial baseada na memória descritiva de testemunhas, enquanto a queiloscopia é um método objetivo de comparação de vestígios labiais.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O método de comparação das rugosidades da palatina (palato) é a palatoscopia, não a queiloscopia. A palatoscopia estuda as rugosidades do céu da boca, que também apresentam características individuais, mas são estruturas anatômicas distintas dos lábios. A banca troca o objeto de estudo: lábios (queiloscopia) por palato (palatoscopia).
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A queiloscopia é exatamente a análise das impressões labiais para fins de identificação humana. Os lábios apresentam sulcos, rugosidades e cristas que formam desenhos únicos e permanentes, permitindo a identificação de um indivíduo a partir de vestígios deixados em superfícies. É um método reconhecido pela Criminalística como válido, aplicando os mesmos postulados da papiloscopia: unicidade, imutabilidade e perenidade.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A identificação por meio das veias da mão, considerando extensão, diâmetro e quantidade, é um método biométrico de padrão venoso (ou venoscopia), utilizado em sistemas de segurança e controle de acesso. Não tem relação com a queiloscopia, que se restringe ao estudo das impressões labiais.
Gabarito: letra D — a queiloscopia corresponde à análise das impressões labiais para fins de identificação humana.