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Questão de Criminalística — Microvestígios e Vestígios Biológicos — INSTITUTO AOCP 2025

CriminalísticaMicrovestígios e Vestígios Biológicos
Código
qa641216
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
IGP RS
Ano
2025
Cargo
Papis ( )
A isotopia tem sido cada vez mais explorada no âmbito das ciências forenses. Assinale a alternativa que apresenta um dos objetivos do uso da isotopia no âmbito da criminalística.
  1. ADiferenciação genética entre gêmeos univitelinos.
  2. BDiferenciação do chumbo proveniente de disparo de arma de fogo de outras fontes.
  3. CAtribuição de origem de vestígios de interesse forense.
  4. DAnálise de explosivos e seu potencial lesivo.
  5. EAnálise da temporalidade de transferência de uma impressão dígito-papilar.
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GabaritoC — Atribuição de origem de vestígios de interesse forense.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Isotopia Forense: Atribuição de Origem de Vestígios

Gabarito: letra C. A isotopia é uma técnica analítica que mede as proporções de isótopos estáveis de elementos químicos (como carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, enxofre, estrôncio e chumbo) em um material. Como essas proporções variam conforme a origem geográfica, a dieta, o clima e os processos industriais, a análise isotópica permite atribuir a origem de vestígios de interesse forense — por exemplo, determinar se uma amostra de solo, de água, de cabelo ou de uma droga veio de uma região específica. É exatamente esse o objetivo central do uso da isotopia na criminalística.

A isotopia forense se baseia no princípio de que os isótopos de um mesmo elemento químico têm o mesmo número de prótons, mas diferentes números de nêutrons, o que lhes confere massas atômicas ligeiramente diferentes. Essa diferença de massa faz com que os isótopos se comportem de maneira sutilmente distinta em processos físicos, químicos e biológicos — um fenômeno chamado de fracionamento isotópico. Por exemplo, as plantas absorvem dióxido de carbono da atmosfera e, durante a fotossíntese, há uma preferência por isótopos mais leves ou mais pesados, dependendo do tipo de metabolismo (C3, C4 ou CAM). Assim, a assinatura isotópica do carbono em um tecido vegetal reflete o tipo de planta e as condições ambientais em que ela cresceu.

Na prática, o perito coleta uma amostra do vestígio (como um fio de cabelo, um fragmento de osso, uma gota de sangue, uma partícula de solo ou um comprimido de droga) e a submete a um espectrômetro de massas de razão isotópica (IRMS). O equipamento mede as proporções dos isótopos e as compara com bancos de dados de referência de diferentes regiões. Com isso, é possível responder perguntas como: "esta amostra de cocaína veio da Colômbia ou do Peru?", "este fio de cabelo pertence a uma pessoa que viveu em uma região costeira ou no interior?", ou "este pedaço de madeira é de uma árvore nativa da Mata Atlântica ou da Amazônia?". Essa informação é valiosa para corroborar ou refutar álibis, para conectar suspeitos a locais de crime e para rastrear a origem de materiais ilícitos.

A distinção que importa aqui é entre a isotopia e outras técnicas forenses. A isotopia não serve para individualizar uma pessoa (como o DNA), nem para determinar a causa de uma morte (como a medicina legal), nem para analisar a dinâmica de um disparo (como a balística). Ela é uma ferramenta de proveniência — responde "de onde veio?" — e não "quem é?" ou "como aconteceu?". Essa é a fronteira que separa a alternativa correta das demais.

A pegadinha que a banca explora neste tema é a tentação de associar a isotopia a técnicas mais conhecidas, como a análise de DNA ou a balística. O candidato que não conhece a aplicação específica da isotopia pode ser levado a marcar uma alternativa que descreve outra técnica forense. Por isso, é fundamental memorizar que a isotopia é uma ferramenta de atribuição de origem geográfica ou de fonte, e não de individualização ou de análise de mecanismos.

Guarde essa fronteira: a isotopia responde "de onde veio este vestígio?" — é exatamente nela que as alternativas se dividem.

1O que mede
Proporção de isótopos estáveis
C, H, O, N, S, Sr, Pb
2Princípio
Fracionamento isotópico
Assinatura varia com origem/dieta/clima
3Objetivo central
Atribuir origem de vestígios
Ex.: droga, solo, cabelo, osso
4Não serve para
Individualizar pessoa (DNA)
Analisar mecanismo de disparo
Datar impressão digital
Isotopia forense
LEVELsoulevel.com.br
Isotopia forense: O que mede (Proporção de isótopos estáveis, C, H, O, N, S, Sr, Pb); Princípio (Fracionamento isotópico, Assinatura varia com origem/dieta/clima); Objetivo central (Atribuir origem de vestígios, Ex.: droga, solo, cabelo, osso); Não serve para (Individualizar pessoa (DNA), Analisar mecanismo de disparo, Datar impressão digital)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A diferenciação genética entre gêmeos univitelinos é feita por análise de DNA (especificamente, por sequenciamento de nova geração ou por análise de mutações somáticas), não por isotopia. Gêmeos monozigóticos têm o mesmo DNA nuclear, e a isotopia não tem capacidade de distinguir indivíduos geneticamente idênticos — ela informa sobre a origem geográfica ou alimentar, não sobre a identidade genética.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A diferenciação do chumbo proveniente de disparo de arma de fogo de outras fontes é, na verdade, um dos usos da análise de isótopos de chumbo — mas a alternativa está incorreta porque o enunciado pede "um dos objetivos do uso da isotopia" de forma geral, e a alternativa C é mais abrangente e correta. Além disso, a análise isotópica do chumbo é usada para comparar o chumbo do resíduo de disparo com o chumbo da munição, mas isso é uma aplicação específica dentro do objetivo maior de atribuição de origem. A alternativa C captura o objetivo geral, enquanto a B descreve uma aplicação particular que, embora real, não é o objetivo central da isotopia como técnica forense.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A atribuição de origem de vestígios de interesse forense é o objetivo central da isotopia na criminalística. A técnica mede as proporções de isótopos estáveis em materiais como solo, água, cabelo, ossos, drogas, alimentos e até mesmo em resíduos de disparo, e compara essas proporções com padrões de referência para determinar a origem geográfica ou a fonte do material. Isso é usado, por exemplo, para rastrear a procedência de drogas ilícitas, para conectar um suspeito a um local de crime por meio de partículas de solo em seus sapatos, ou para verificar se um alimento foi produzido em uma região específica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A análise de explosivos e seu potencial lesivo é feita por técnicas como cromatografia, espectrometria de massas e análise de resíduos de explosão, não por isotopia. A isotopia pode, em alguns casos, ajudar a identificar a origem dos precursores químicos de um explosivo, mas a análise do potencial lesivo é uma avaliação balística e química, não isotópica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A análise da temporalidade de transferência de uma impressão dígito-papilar é um problema complexo que envolve o estudo da degradação dos resíduos da impressão digital (como suor e lipídios) ao longo do tempo. A isotopia não é usada para datar a transferência de uma impressão digital; essa análise é feita por métodos como a espectroscopia e a cromatografia, que avaliam a composição química dos resíduos e sua evolução temporal.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato associando a isotopia a técnicas mais conhecidas, como a análise de DNA (alternativa A) ou a balística (alternativa B). A isotopia não individualiza pessoas nem analisa mecanismos de disparo — ela é uma ferramenta de proveniência. Lembre-se: isotopia responde "de onde veio?", não "quem é?" ou "como aconteceu?". Com treino, você enxerga essa distinção de longe 💪.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre isotopia forense, foque na palavra-chave "origem". Se a alternativa mencionar "atribuição de origem", "proveniência", "fonte geográfica" ou "rastreamento de procedência", é quase certo que está correta. As demais técnicas forenses (DNA, balística, papiloscopia) têm objetivos diferentes, e a banca adora trocá-los.

Gabarito: letra C

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