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Questão de Direito Penal — Dos Crimes contra a Paz Pública (arts. 286 a 288-A do CP) — CPS UNEB 2025

Direito PenalDos Crimes contra a Paz Pública (arts. 286 a 288-A do CP)
Código
qa646794
Banca
CPS UNEB
Órgão
PM BA
Ano
2025
Cargo
Of ( )
Durante um protesto contra a construção de um empreendimento público, um manifestante utilizou um megafone para conclamar os participantes a incendiar prédios do governo local, argumentando que era a única forma de "chamar a atenção das autoridades". Com base no Código Penal, a conduta do manifestante configura:
  1. AApologia de crime.
  2. BConstrangimento ilegal.
  3. CIncitação ao crime.
  4. DAmeaça.
  5. EDesacato.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Incitação ao crime.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Incitação ao crime (art. 286 do CP)

Gabarito: letra C. O manifestante que, publicamente, conclamou os participantes a incendiar prédios do governo praticou o crime de incitação ao crime, previsto no art. 286 do Código Penal, pois incitou, de forma pública, a prática de um crime determinado (incêndio). A conduta não se amolda à apologia (art. 287), pois não houve elogio a fato criminoso ou a autor de crime, mas sim estímulo à prática futura de delito.

O crime de incitação ao crime está previsto no art. 286 do Código Penal, que pune quem "incitar, publicamente, a prática de crime". Trata-se de crime formal, de perigo abstrato, que se consuma com o simples incentivo público, independentemente de qualquer resultado concreto. A doutrina exige que a incitação seja dirigida a um número indeterminado de pessoas (publicidade) e que se refira a um crime determinado, não bastando a incitação genérica a delinquir.

A distinção entre incitação e apologia é essencial: na incitação, o agente estimula a prática futura de um crime; na apologia, o agente elogia um fato criminoso já ocorrido ou o seu autor. No caso, o manifestante não elogiou nenhum crime passado, mas convocou os presentes a cometer um crime futuro (incendiar prédios), o que caracteriza incitação.

A conduta também não se confunde com constrangimento ilegal (art. 146), ameaça (art. 147) ou desacato (art. 331), pois não houve violência ou grave ameaça contra pessoa determinada, nem ofensa a funcionário público no exercício da função. O bem jurídico tutelado é a paz pública, e a conduta do agente criou perigo abstrato a esse bem.

1Incitação (art. 286)
Estimula prática futura
Crime determinado
Publicidade
2Apologia (art. 287)
Elogia fato passado
Elogia autor de crime
3Associação criminosa (art. 288)
Reunião estável de 3+ pessoas
Fim de cometer crimes
4Constituição de milícia (art. 288-A)
Organização paramilitar
Crimes contra a paz pública
LEVELsoulevel.com.br
Crimes contra a paz pública: Incitação (art. 286) (Estimula prática futura, Crime determinado, Publicidade); Apologia (art. 287) (Elogia fato passado, Elogia autor de crime); Associação criminosa (art. 288) (Reunião estável de 3+ pessoas, Fim de cometer crimes); Constituição de milícia (art. 288-A) (Organização paramilitar)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A apologia de crime ou criminoso (art. 287) consiste em "fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime". No caso, o manifestante não elogiou um crime já praticado, mas incitou a prática de um crime futuro. A apologia é retrospectiva (elogio a fato passado), enquanto a incitação é prospectiva (estímulo a fato futuro).

Alternativa B — ❌ Incorreta

O constrangimento ilegal (art. 146) exige violência ou grave ameaça para constranger alguém a fazer, tolerar ou deixar de fazer alguma coisa. No caso, não houve violência ou grave ameaça contra pessoa determinada; a conduta foi dirigida a um número indeterminado de pessoas, com o fim de incitá-las a cometer crime, o que não se amolda ao tipo do art. 146.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A conduta do manifestante se amolda perfeitamente ao art. 286 do CP: incitou, publicamente (por meio de megafone, em protesto), a prática de um crime determinado (incêndio de prédios do governo). A incitação foi pública, dirigida a número indeterminado de pessoas, e o crime é formal, consumando-se com o simples incentivo, independentemente de qualquer resultado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A ameaça (art. 147) consiste em "ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave". No caso, o manifestante não ameaçou pessoa determinada de causar-lhe mal; ele incitou a prática de crime contra o patrimônio público, o que não se confunde com ameaça individualizada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O desacato (art. 331) consiste em "desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela". No caso, não houve ofensa a funcionário público; a conduta foi dirigida a incitar a prática de crime contra prédios do governo, o que não se amolda ao tipo do desacato.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir incitação com apologia. Lembre-se: a apologia é o elogio a um crime já praticado ou ao seu autor (retrospectiva); a incitação é o estímulo à prática de um crime futuro (prospectiva). No caso, o manifestante incitou a prática de incêndio, logo, incitação ao crime.

PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar os crimes contra a paz pública, foque no verbo nuclear: incitar (estimular prática futura), fazer apologia (elogiar fato passado), associar-se (reunião estável de 3+ pessoas para cometer crimes) e constituir milícia (organização paramilitar). Memorize esses verbos e a classificação de cada crime.

Gabarito: letra C

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