Questão de Noções de Informática — Firewall e Proxy — Quadrix 2025
Noções de Informática›Firewall e Proxy
Código
qa662123
Banca
Quadrix
Órgão
CRA SP
Ano
2025
Cargo
Ana ( )
Um assistente de atendimento estava utilizando o navegador Google Chrome para acessar o sistema de cobrança, que opera via Intranet. Ele recebeu um alerta de segurança do Firewall do Windows, informando que o navegado chrome.exe estava tentando “aceitar conexões de entrada” na rede pública e privada, e perguntou se deve permitir ou bloquear essa ação. Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que o procedimento de segurança correto que o analista deve tomar, considerando o princípio de privilégio mínimo, é
Averificar se o Antispyware está ativo e, se estiver, permitir a conexão, pois o Firewall está dando um falso positivo.
Bpermitir a conexão, mas apenas na rede privada, pois isso é necessário para que a Intranet funcione corretamente.
Cbloquear a conexão, pois um navegador web (software cliente) não deve, em operação normal, precisar “aceitar conexões de entrada” para funcionar.
Ddesinstalar o Google Chrome e utilizar o Mozilla Firefox, pois esse comportamento indica um vírus específico do Chrome.
Epermitir a conexão, pois o Google Chrome precisa dessa permissão para atualizar automaticamente os seus plugins e extensões.
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GabaritoC — bloquear a conexão, pois um navegador web (software cliente) não deve, em operação normal, precisar “aceitar conexões de entrada” para funcionar.
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Firewall e princípio do privilégio mínimo
Gabarito: letra C. O procedimento correto é bloquear a conexão, pois um navegador web (software cliente) não deve, em operação normal, precisar "aceitar conexões de entrada" para funcionar. Essa é a aplicação direta do princípio do privilégio mínimo, que determina que cada usuário ou programa deve ter apenas as permissões estritamente necessárias para executar suas funções — e um navegador, ao contrário de um servidor, não precisa receber conexões externas.
O firewall é um componente de segurança que atua como um "porteiro" entre o computador e a rede, controlando o tráfego de entrada e saída. Sua configuração padrão recomendada é liberar o tráfego de saída e bloquear o tráfego de entrada, liberando exceções apenas quando necessário. Isso porque, em um cenário típico, o usuário é quem inicia as conexões (por exemplo, ao digitar um endereço no navegador), e o tráfego de resposta retorna naturalmente. Não há necessidade de que um programa cliente "aceite conexões de entrada" — essa é uma característica de programas servidores, que ficam aguardando requisições externas.
O alerta do Firewall do Windows indicando que o chrome.exe está tentando "aceitar conexões de entrada" é um sinal de alerta. Um navegador legítimo, em operação normal, não precisa dessa permissão. Quando um programa solicita esse tipo de acesso, pode indicar que ele foi comprometido ou que está sendo usado de forma maliciosa. O princípio do privilégio mínimo orienta exatamente essa decisão: se a permissão não é necessária para a função legítima do programa, ela deve ser negada.
A Intranet, mencionada no enunciado, é uma rede privada que utiliza os mesmos protocolos da Internet, mas restrita a um grupo de usuários autorizados. O acesso a um sistema de cobrança via Intranet é feito pelo navegador como cliente, ou seja, o navegador inicia a conexão com o servidor do sistema. Não há necessidade de o navegador aceitar conexões de entrada para que essa comunicação funcione — o servidor é quem aceita as conexões.
A pegadinha desta questão está em confundir o papel do navegador (cliente) com o de um servidor. O candidato pode pensar que "aceitar conexões de entrada" é necessário para a Intranet funcionar, mas isso é um equívoco: quem aceita conexões é o servidor, não o cliente. O navegador apenas inicia conexões de saída. Guarde essa distinção: cliente inicia conexões; servidor aceita conexões — é exatamente nela que as alternativas se dividem.
Critério
Cliente (navegador)
Servidor
Papel na comunicação
Inicia conexões de saída
Aceita conexões de entrada
Necessidade de liberar porta de entrada
Não (em operação normal)
Sim (aguarda requisições)
Exemplo típico
Google Chrome, Mozilla Firefox
Servidor web, servidor de banco de dados
Aplicação do privilégio mínimo
Bloquear acesso de entrada
Liberar acesso de entrada (quando necessário)
Firewall
1Tráfego de saída
Liberado por padrão
2Tráfego de entrada
Bloqueado por padrão
Exceções só se necessárias
3Papel dos programas
Cliente (navegador)
Inicia conexões de saída
Não aceita conexões de entrada
Servidor
Aceita conexões de entrada
4Princípio do privilégio mínimo
Conceder só o necessário
Bloquear permissão desnecessária
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que, se o Antispyware estiver ativo, deve-se permitir a conexão por ser um falso positivo. Isso está errado porque o Antispyware e o Firewall são ferramentas com funções distintas: o Antispyware detecta e remove programas espiões, enquanto o Firewall controla o tráfego de rede. A presença de um não invalida o alerta do outro. Além disso, o princípio do privilégio mínimo não permite liberar uma permissão com base em suposições — se a permissão não é necessária, deve ser bloqueada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Sugere permitir a conexão apenas na rede privada, pois seria necessário para a Intranet funcionar. O erro está em presumir que o navegador precisa aceitar conexões de entrada para acessar a Intranet. Na verdade, o navegador atua como cliente e inicia a conexão com o servidor do sistema de cobrança; não há necessidade de aceitar conexões externas. Permitir essa exceção violaria o princípio do privilégio mínimo, pois concederia uma permissão desnecessária.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a alternativa correta. Um navegador web é um software cliente: ele inicia conexões de saída para acessar servidores. "Aceitar conexões de entrada" é uma característica de servidores, que ficam aguardando requisições. Como o navegador não precisa dessa permissão para funcionar normalmente, o procedimento correto é bloquear a ação, aplicando o princípio do privilégio mínimo — conceder apenas as permissões estritamente necessárias.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o comportamento indica um vírus específico do Chrome e que a solução é desinstalar o navegador e usar o Firefox. Isso é um exagero e uma conclusão precipitada. O alerta do firewall indica uma tentativa de aceitar conexões de entrada, o que pode ser um sinal de comprometimento, mas não é prova de vírus específico do Chrome. A ação correta é bloquear a conexão e investigar, não desinstalar o navegador. Além disso, o Firefox também é um navegador cliente e não precisaria dessa permissão em operação normal.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Justifica a permissão dizendo que o Chrome precisa dela para atualizar plugins e extensões. Isso é falso: as atualizações do Chrome e de suas extensões são feitas por conexões de saída, não por aceitar conexões de entrada. O navegador busca as atualizações nos servidores da Google, iniciando ele mesmo a conexão. Não há necessidade de aceitar conexões externas para esse fim, portanto a permissão deve ser bloqueada.
Gabarito: letra C — bloquear a conexão, pois um navegador web (software cliente) não deve, em operação normal, precisar "aceitar conexões de entrada" para funcionar.