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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — Quadrix 2025

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa666874
Banca
Quadrix
Órgão
CFO
Ano
2025
Cargo
Ag Op ( )

Uso de fio dental, escovação regular dos dentes e visita periódica ao dentista. Esses são alguns cuidados já conhecidos para a manutenção da saúde bucal. Mas garantir a saúde da boca demanda ações para além da higienização: é preciso estar atento ao que ingerimos durante as refeições.


É por meio da alimentação que obtemos a maior parte dos nutrientes e minerais que constituem os tecidos do corpo, inclusive os dentes e a gengiva. Nesse sentido, a alimentação baseada no consumo exagerado de açúcares e alimentos ultraprocessados, como bolachas recheadas, salgadinhos de amido de milho, balinhas, pirulitos e chicletes, por exemplo, pode causar doenças bucais, como a cárie dentária.


A cárie é uma doença crônica não transmissível que ocasiona perda dos minerais do dente pela presença de biofilme oral não saudável. Inicialmente, forma‑se uma placa bacteriana sobre o dente. Sem tratamento, a lesão progride e pode atingir tecidos mais profundos, causando dor e outras consequências mais graves.


Sendo assim, é importante dar preferência a alimentos que são amigos dos dentes. Alimentos in natura ou minimamente processados não apresentam os ingredientes de produtos ultraprocessados.


Os alimentos ultraprocessados são ricos em açúcar, gordura e(ou) sódio ou contém edulcorantes. É exclusiva desse tipo de alimento a presença de substâncias de nenhum ou raro uso culinário (açúcar invertido, frutose, xarope de milho, glúten, fibra solúvel ou insolúvel, maltodextrina, proteína isolada de soja, óleo interesterificado) e de aditivos cosméticos alimentares (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor, emulsificantes, espessantes, adoçantes).


Internet: <www.gov.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Com base na estrutura linguística e no vocabulário empregados no texto, julgue o item a seguir.

 

A correção gramatical e os sentidos do texto não seriam mantidos caso a forma verbal “causando” fosse substituída pela oração isso pode causar.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de frases: gerúndio × oração desenvolvida

Gabarito: C (Certo). A substituição de “causando” por “isso pode causar” não mantém a correção gramatical e os sentidos do texto, porque transforma uma oração reduzida de gerúndio (que expressa consequência do fato anterior) em uma oração desenvolvida com sujeito próprio, alterando a estrutura sintática e o valor semântico do trecho. Como se lê no 3º parágrafo, a forma original é:

“Sem tratamento, a lesão progride e pode atingir tecidos mais profundos, causando dor e outras consequências mais graves.”

A forma “causando” retoma, como consequência, toda a ideia anterior (“a lesão progride e pode atingir tecidos mais profundos”), sem introduzir um novo sujeito. Já “isso pode causar” exige um sujeito explícito (“isso”), que, no contexto, não tem referente claro, pois “isso” poderia remeter a “a lesão”, “a progressão”, “atingir tecidos” ou a todo o conjunto — gerando ambiguidade e quebra de coesão.

O comando

A questão pede um julgamento de reescrita: verificar se a troca de “causando” por “isso pode causar” preserva (a) a correção gramatical e (b) os sentidos do texto. Não se trata de interpretação de ideias, mas de análise sintático-semântica de uma substituição. O verbo “julgar” indica que devemos testar a equivalência entre as duas construções.

O texto

O trecho relevante está no 3º parágrafo, que descreve a progressão da cárie:

“Sem tratamento, a lesão progride e pode atingir tecidos mais profundos, causando dor e outras consequências mais graves.”

Aqui, “causando” é uma forma nominal do verbo (gerúndio) que introduz uma oração subordinada reduzida, com valor de consequência. Ela não tem sujeito próprio explícito; o sujeito é o mesmo da oração anterior (“a lesão”), e a ação de “causar” é consequência de “progredir e atingir tecidos”.

A técnica que decide

A substituição por “isso pode causar” transforma a oração reduzida em uma oração desenvolvida com:

  • Sujeito explícito: “isso” (pronome demonstrativo);

  • Locução verbal: “pode causar” (verbo auxiliar “poder” + infinitivo “causar”).

Essa mudança gera dois problemas:

  1. Ambiguidade referencial: “isso” não tem antecedente claro. No texto, poderia remeter a “a lesão”, “a progressão”, “atingir tecidos” ou a todo o conjunto. A forma original, com gerúndio, não nomeia o sujeito, mas o subentende claramente como o fato anterior.

  2. Mudança de valor semântico: o gerúndio “causando” expressa consequência imediata e simultânea; “isso pode causar” introduz uma possibilidade (“pode”) e uma causa nomeada (“isso”), alterando a relação de sentido.

Portanto, a reescrita não mantém nem a correção gramatical (porque cria ambiguidade referencial, comprometendo a coesão) nem os sentidos (porque troca consequência por possibilidade e introduz um sujeito indeterminado).

  1. 1Forma original: gerúndio
  2. 2Consequência imediata
  3. 3Sujeito subentendido
  4. 4Substituição: oração desenvolvida
  5. 5Sujeito 'isso' ambíguo
  6. 6Valor de possibilidade
  7. 7[-] Não mantém correção/sentido
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Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmativa está correta: a substituição não manteria a correção gramatical e os sentidos. O gerúndio “causando” é uma forma reduzida que expressa consequência, sem sujeito próprio; “isso pode causar” exige um sujeito explícito (“isso”) que, no contexto, é ambíguo, e ainda introduz o verbo “poder”, que modula a certeza da consequência. A reescrita, portanto, altera a estrutura e o sentido.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A afirmativa de que a substituição manteria a correção e os sentidos é falsa. Como demonstrado, a troca do gerúndio por oração desenvolvida com “isso” gera ambiguidade referencial e muda o valor semântico de consequência para possibilidade. A banca não oferece uma reescrita equivalente; ela oferece uma que quebra a coesão e o sentido.

NÃO CAIA NESSA!

A banca testa se o candidato percebe que “causando” (gerúndio) não é equivalente a “isso pode causar” (oração desenvolvida). A armadilha é achar que qualquer paráfrase que mantenha o verbo “causar” preserva o sentido — mas a estrutura sintática e a referência mudam.

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar reescritas, pergunte: (1) o sujeito da nova oração é claro? (2) o valor semântico (causa, consequência, condição) é o mesmo? (3) a coesão referencial foi mantida? Se qualquer resposta for “não”, a reescrita é inadequada.

Gabarito: letra C.

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