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Questão de Português — Orações Subordinadas Substantivas — FUNDATEC 2025

PortuguêsOrações Subordinadas Substantivas
Código
qa667061
Banca
FUNDATEC
Órgão
CM Candiota
Ano
2025
Cargo
Ass Leg ( )

“Grande surpresa da noite”: como a imprensa internacional reagiu ao Globo de Ouro de Fernanda Torres

 

Por BBC News Brasil

 

A vitória de Fernanda Torres como melhor atriz de drama no Globo de Ouro de 2025 ganhou destaque nos principais veículos de imprensa do mundo. A brasileira interpretou Eunice Paiva em Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, que também foi indicado na categoria de melhor filme internacional.

 

No Reino Unido, a BBC News destacou que a vitória de Torres surpreendeu a própria atriz: ela classificou a vitória sobre pesos-pesados de Hollywood — incluindo Angelina Jolie, Nicole Kidman e Kate Winslet — como “estranha” e “esquisita”. A reportagem ainda menciona o comentário feito por um repórter durante o evento, que comparou a vitória da atriz a uma conquista de Copa do Mundo para os brasileiros. O jornal britânico The Guardian trouxe que a brasileira dedicou o prêmio a mãe, a atriz Fernanda Montenegro, indicada ao Globo de Ouro, há 25 anos, pela atuação em Central do Brasil, também dirigido por Salles. O jornal The Sun afirmou que o prêmio de Torres foi um “choque” e o The Independent destacou que essa é a primeira vez que uma atriz brasileira leva um Globo de Ouro.

 

O The Independent também fez reportagens com informações sobre a carreira de Fernanda Torres e de Fernanda Montenegro. Nos Estados Unidos, o The Washington Post salientou que a brasileira superou grandes nomes, que incluíam Tilda Swinton: “Torres disse que não preparou um discurso — um lugar-comum, mas que pode ter sido verdade neste caso, a julgar pelo choque em seu rosto”, escreveu o jornal. O Los Angeles Times classificou o prêmio dado a Torres como “a única verdadeira surpresa da noite”.

 

Já o espanhol El País chamou a atenção para o discurso emocionado de Torres e a homenagem que ela fez a Fernanda Montenegro — que foi classificada pela publicação como à “grande dama da interpretação brasileira”. A Variety publicou que a vitória de Torres no Globo de Ouro “consolida o lugar dela na disputa por outros prêmios”. A publicação ainda observa um trecho do discurso da atriz em que ela aponta o filme Ainda Estou Aqui como uma forma de “pensar em como sobreviver em tempos difíceis”; segundo consta, Torres não especificou o que quis dizer com “tempos difíceis”.

 

Os cineastas de Ainda Estou Aqui disseram que a história do filme ressoa de forma diferente após os tumultos de 2023 no Brasil. Nesse contexto, apoiadores de políticos de extrema direita invadiram prédios do governo brasileiro por causa de suas falsas alegações de fraude eleitoral, diz a Variety.

 

(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/czen

47g00k2o – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “Os cineastas de Ainda Estou Aqui disseram que a história do filme ressoa de forma diferente após os tumultos de 2023 no Brasil”, a oração sublinhada exerce a função sintática de:

  1. ASujeito simples.
  2. BPredicativo do sujeito.
  3. CObjeto direto.
  4. DObjeto indireto.
  5. EAposto.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Objeto direto.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática da oração subordinada substantiva

Gabarito: letra C. A oração "que a história do filme ressoa de forma diferente após os tumultos de 2023 no Brasil" exerce a função de objeto direto do verbo "disseram". Isso se prova pela pergunta clássica: quem diz, diz algo — e esse "algo" é exatamente o conteúdo da oração sublinhada. No trecho do texto-base, "Os cineastas de Ainda Estou Aqui disseram que a história do filme ressoa de forma diferente após os tumultos de 2023 no Brasil", o verbo "disseram" é transitivo direto, e a oração introduzida pela conjunção integrante "que" completa seu sentido sem preposição obrigatória, funcionando como objeto direto.

O comando e o método

A questão pede a função sintática de uma oração subordinada substantiva. O comando é direto: identificar o papel que a oração "que a história do filme ressoa..." desempenha em relação ao verbo da oração principal. Para resolver, o caminho é:

  1. Localizar o verbo da oração principal: "disseram".

  2. Perguntar ao verbo: quem diz, diz o quê? A resposta é "que a história do filme ressoa..." — ou seja, o conteúdo da oração é o objeto da ação de dizer.

  3. Verificar a transitividade: "dizer" é verbo transitivo direto (não exige preposição antes do complemento). Logo, o complemento é objeto direto.

A técnica infalível para orações substantivas é a substituição por ISTO/ISSO: se a oração puder ser trocada por "isto" ou "isso" sem prejuízo de sentido, ela exerce função de substantivo. Veja:

Os cineastas disseram isto: a história do filme ressoa de forma diferente após os tumultos de 2023 no Brasil.

Como "isto" funciona como objeto direto de "disseram", a oração equivalente também é objeto direto.

A armadilha da banca

A banca explora a confusão entre as funções que uma oração substantiva pode exercer. A pegadinha central é o verbo "disseram": muitos candidatos, ao verem um verbo de "fala", pensam em objeto indireto (quem diz, diz a alguém). Mas o complemento pedido aqui é o conteúdo do que foi dito, não o destinatário. O destinatário (a quem se diz) seria objeto indireto; o conteúdo (o que se diz) é objeto direto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca arma com a confusão entre o conteúdo do verbo de fala (objeto direto) e o destinatário (objeto indireto). No trecho, não há "a alguém" — há apenas "que a história...", que é o que foi dito.

Análise das alternativas

1Funções sintáticas
Sujeito
Objeto direto
Objeto indireto
Predicativo do sujeito
Aposto
2Teste decisivo
Substituição por ISTO/ISSO
Pergunta ao verbo (o quê? / a quem?)
3Verbo de fala ("disseram")
Conteúdo do que foi dito → objeto direto
Destinatário (a alguém) → objeto indireto
Oração subordinada substantiva
LEVELsoulevel.com.br
Oração subordinada substantiva: Funções sintáticas (Sujeito, Objeto direto, Objeto indireto, Predicativo do sujeito, Aposto); Teste decisivo (Substituição por ISTO/ISSO, Pergunta ao verbo (o quê? / a quem?)); Verbo de fala ("disseram") (Conteúdo do que foi dito → objeto direto, Destinatário (a alguém) → objeto indireto)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Sujeito simples. A oração não exerce função de sujeito. Para ser sujeito, a oração deveria ser o termo que pratica ou sofre a ação do verbo principal, como em "É importante que você estude" (a oração "que você estude" é sujeito de "é importante"). No trecho, o sujeito de "disseram" é "Os cineastas de Ainda Estou Aqui" — termo explícito e simples. A oração sublinhada completa o sentido do verbo, não é o sujeito.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Predicativo do sujeito. O predicativo do sujeito ocorre com verbo de ligação (ser, estar, parecer, permanecer...), atribuindo qualidade ao sujeito. Exemplo: "O importante é que você esteja bem" (a oração é predicativo do sujeito "o importante"). No trecho, o verbo "disseram" é transitivo direto, não de ligação. Não há atribuição de qualidade ao sujeito; há complementação do verbo.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Objeto direto. Como demonstrado, "disseram" é verbo transitivo direto, e a oração "que a história do filme ressoa..." é o complemento que responde "o quê?" — o conteúdo do que foi dito. A substituição por "isto" confirma: "Os cineastas disseram isto". A oração exerce exatamente a função de objeto direto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Objeto indireto. O objeto indireto exige preposição obrigatória e responde a "de quê?", "a quem?", "em quê?" etc. Exemplo: "Os cineastas se lembraram de que a história ressoa..." (a oração seria objeto indireto, pois "lembrar-se" exige "de"). No trecho, não há preposição antes de "que" — o verbo "disseram" pede complemento sem preposição. A ausência de preposição é a prova de que não é objeto indireto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Aposto. O aposto é um termo que explica, enumera ou resume outro termo, geralmente separado por vírgula ou dois-pontos. Exemplo: "Só há uma solução: que você estude" (a oração é aposto de "solução"). No trecho, a oração não explica nem resume nenhum termo; ela completa o sentido do verbo "disseram". Não há pausa, vírgula ou dois-pontos que indiquem aposto.

Conclusão

A questão se resolve pela transitividade do verbo: "disseram" pede objeto direto, e a oração sublinhada é exatamente esse complemento. A substituição por "isto" é o teste decisivo que separa a correta das demais. Lembre-se: oração substantiva objetiva direta sempre responde "o quê?" ao verbo transitivo direto, sem preposição.

Gabarito: letra C

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