Questão de Português — Uso do Hífen — Avança SP 2025
- Código
- qa667346
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- Pref Morungaba
- Ano
- 2025
- Cargo
- Prof (Morungaba)
- Azona-franca.
- Banti-democrático.
- Csupra-clavicular.
- Dhiper-sensível.
- Emal-amado.
GabaritoE — mal-amado.
Gabarito: letra E. A única palavra grafada corretamente com hífen é mal-amado, pois o advérbio mal exige hífen quando o segundo elemento começa por vogal (regra específica do VOLP). As demais alternativas erram ao aplicar a regra geral dos prefixos: anti-democrático, supra-clavicular e hiper-sensível não levam hífen, pois o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com consoante diferente de R/S; zona-franca é um caso de composição por justaposição, mas a grafia correta é zona franca (sem hífen), conforme o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.
O comando é direto: "O emprego do hífen está correto apenas em". Isso significa que você deve analisar cada palavra isoladamente e verificar se o hífen está sendo usado conforme a norma ortográfica vigente (Acordo Ortográfico de 1990). Não há texto-base, então a resolução depende do domínio das regras de hífen com prefixos e com o advérbio mal.
A regra geral para prefixos terminados em vogal é:
Sem hífen quando o segundo elemento começa com vogal diferente (ex.: autoestrada, extraoficial) ou com consoante diferente de R/S (ex.: geopolítica, microcomputador).
Com hífen quando o segundo elemento começa com a mesma vogal (ex.: anti-inflamatório, micro-ondas) ou com H (ex.: anti-higiênico).
Com hífen quando o prefixo termina em consoante e o segundo elemento começa com a mesma consoante (ex.: inter-racial, super-romântico).
O caso de mal é uma exceção: o advérbio mal sempre exige hífen quando o segundo elemento começa por vogal, H, ou L (ex.: mal-amado, mal-humorado, mal-limpo). Isso está previsto no VOLP e é uma das pegadinhas mais comuns em provas.
zona-franca está incorreta porque a grafia correta é zona franca, sem hífen. Trata-se de uma locução substantiva em que os elementos não formam uma unidade com acentuação própria que exija hífen; o VOLP registra a forma sem hífen. A banca tenta confundir com casos como zona-eleitoral (que também não leva hífen) ou com compostos como guarda-chuva, mas aqui não há justificativa para o hífen.
anti-democrático está incorreta. O prefixo anti- termina em vogal i e o segundo elemento começa com consoante d, que não é R nem S. Pela regra geral, não se usa hífen: o correto é antidemocrático. A banca explora a confusão com o caso de vogais iguais (anti-inflamatório), mas aqui as letras são diferentes.
supra-clavicular está incorreta. O prefixo supra- termina em vogal a e o segundo elemento começa com consoante c, que não é R nem S. Portanto, sem hífen: supraclavicular. A regra é a mesma da alternativa B; a banca tenta induzir ao erro por associação com prefixos que exigem hífen, mas não é o caso.
hiper-sensível está incorreta. O prefixo hiper- termina em consoante r e o segundo elemento começa com consoante s. Pela regra, quando o prefixo termina em consoante e o segundo elemento começa com s, dobra-se o s e não se usa hífen: hipersensível. O mesmo ocorre com hiper-resistente (com hífen, pois o segundo elemento começa com R), mas aqui é S, então sem hífen.
mal-amado está correta. O advérbio mal exige hífen quando o segundo elemento começa por vogal, H ou L. Como amado começa com vogal a, o hífen é obrigatório: mal-amado. Essa é uma exceção à regra geral, e a banca a coloca como a única correta para testar se o candidato conhece o caso especial.
A questão cobra o domínio das regras de hífen com prefixos e a exceção do advérbio mal. A pegadinha está em aplicar a regra geral a todas as alternativas, esquecendo que mal tem tratamento próprio. Lembre-se: mal + vogal, H ou L = hífen; prefixos terminados em vogal + consoante diferente de R/S = sem hífen.
Gabarito: letra E
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