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Questão de Português — Orações Coordenadas — Quadrix 2025

PortuguêsOrações Coordenadas
Código
qa667446
Banca
Quadrix
Órgão
CRO AL
Ano
2025
Cargo
Ana ( )

Ferrari cobra R$ 42 mil de dentista acusado por plágio após fabricar réplica no interior de SP


O que era um hobby se tornou um pesadelo para um morador de Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo, que criou uma réplica de uma Ferrari F‑40 na garagem da própria casa e acabou processado pela montadora italiana. Pela lei, réplicas podem configurar crime contra registro de marca.


O caso se arrasta na Justiça desde 2019, quando o dentista José Vitor Estevam Siqueira fez uma réplica do modelo de forma improvisada e colocou o protótipo à venda na internet, alegando dificuldades financeiras. A Ferrari, no entanto, descobriu e pediu a apreensão do veículo.


No processo, o dentista foi condenado a deixar de fabricar ou anunciar a venda de modelos que imitem a marca Ferrari e a pagar uma indenização por lucros cessantes (perda de receita) e danos materiais.


Cinco anos após o caso, a montadora ainda tenta judicialmente receber a indenização. O valor atualizado da dívida é de R$ 42,5 mil. A Justiça fez buscas nas contas bancárias do dentista, e encontrou R$ 887,74, que foram bloqueados.


Durante a disputa judicial, o dentista também chegou a processar a montadora pedindo indenização de R$ 100 mil por danos morais, o que foi negado. Ele alegou que teve que passar por tratamento psicológico, reflexo dos impactos sofridos pela exposição depois do caso ser exposto pela empresa e a réplica ser apreendida.


O carro foi apreendido para a perícia. Nas redes sociais, o criador fez um apelo por temer que o veículo fosse destruído. A Ferrari diz que tem feito pente‑fino contra réplicas e o uso da marca sem autorização no Brasil.


Apaixonado pela escuderia desde criança, Vitor começou a produzir o modelo, de maneira artesanal, no fim de 2017. Dentista por formação, ele se diz entusiasta de ciência e tecnologia – por isso, desenvolveu máquinas e descobriu por “tentativa e erro” meios de construir um protótipo do “possante”.


O veículo original foi lançado em 1987. Esse foi o último veículo da Ferrari produzido com a supervisão de Enzo Ferrari, fundador da marca. O automóvel original alcança 300 km/h e há pouco mais de mil exemplares da ‘supermáquina’ no mundo. Por ser considerado raro no mercado, o preço do esportivo varia, ultrapassando os R$ 4 milhões.


O carro feito por Vitor foi construído do zero, com metais comprados em casas de ferragem e lojas de material de construção. As chapas, para dar forma ao automóvel, foram cortadas no laboratório que ele montou nos fundos da casa onde mora, em Cachoeira Paulista.


“Era um sonho infantil, inocente, eu não imaginei que poderia isso. Eu aceitei como um desafio para mim mesmo e comecei a estudar, investir tempo e dinheiro para que saísse do papel”, disse à época.


Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Texto para o item.   Com base no texto, julgue o item a seguir. O período “A Ferrari, no entanto, descobriu e pediu a apreensão do veículo” é composto de uma oração adversativa coordenada com uma oração aditiva.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise sintática: orações coordenadas no período

Gabarito: C (Certo). O período “A Ferrari, no entanto, descobriu e pediu a apreensão do veículo” é composto por duas orações coordenadas sindéticas: uma adversativa e uma aditiva. A classificação está correta porque a conjunção “no entanto” estabelece oposição com a oração anterior do texto, e a conjunção “e” liga os verbos “descobriu” e “pediu” em uma relação de adição.

O comando da questão

A questão pede um julgamento (Certo/Errado) sobre a classificação sintática de um período específico do texto. Não se trata de interpretação de conteúdo, mas de análise sintática: identificar quantas orações há no período e qual a relação estabelecida entre elas pelas conjunções. O comando exige conhecimento técnico de orações coordenadas sindéticas — aquelas ligadas por conjunção e sintaticamente independentes entre si.

O texto e o trecho analisado

O trecho em questão está no segundo parágrafo do texto-base:

“O caso se arrasta na Justiça desde 2019, quando o dentista José Vitor Estevam Siqueira fez uma réplica do modelo de forma improvisada e colocou o protótipo à venda na internet, alegando dificuldades financeiras. A Ferrari, no entanto, descobriu e pediu a apreensão do veículo.”

O período destacado é: “A Ferrari, no entanto, descobriu e pediu a apreensão do veículo”. Para analisá-lo, é preciso considerar o contexto: a oração anterior afirma que o dentista colocou o protótipo à venda. A locução “no entanto” introduz uma quebra de expectativa — a Ferrari, contrariando a expectativa criada pela venda, descobriu e pediu a apreensão. Essa é a função clássica da conjunção adversativa.

A técnica: identificando as orações e as conjunções

O período possui dois verbos: “descobriu” e “pediu”. Portanto, há duas orações:

  1. “A Ferrari, no entanto, descobriu” — oração coordenada sindética adversativa, introduzida pela locução conjuntiva “no entanto”.

  2. “e pediu a apreensão do veículo” — oração coordenada sindética aditiva, introduzida pela conjunção “e”.

A conjunção “no entanto” é uma das principais conjunções adversativas (junto com mas, porém, contudo, todavia, entretanto, não obstante). Ela expressa oposição, contraste ou quebra de expectativa em relação à oração anterior. Já a conjunção “e” é a conjunção aditiva por excelência, expressando soma, adição de informações.

1Adversativa
Conjunções: mas, porém, contudo, no entanto
Valor: oposição, quebra de expectativa
2Aditiva
Conjunção: e
Valor: soma, adição
3Alternância
Conjunção: ou
4Conclusão
Conjunções: logo, portanto
5Explicação
Conjunções: porque, pois
Orações coordenadas sindéticas
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Orações coordenadas sindéticas: Adversativa (Conjunções: mas, porém, contudo, no entanto, Valor: oposição, quebra de expectativa); Aditiva (Conjunção: e, Valor: soma, adição); Alternância (Conjunção: ou); Conclusão (Conjunções: logo, portanto); Explicação (Conjunções: porque, pois)
PEGA ESSA DICA!

Para classificar uma oração coordenada, identifique primeiro a conjunção que a introduz. Cada conjunção tem um valor semântico próprio: “e” = adição; “mas/porém/contudo/no entanto” = oposição; “ou” = alternância; “logo/portanto” = conclusão; “porque/pois” = explicação.

A pegadinha da banca

A banca poderia tentar confundir o candidato de duas formas:

  1. Tratar “no entanto” como se fosse apenas um adjunto adverbial deslocado, e não uma conjunção. Mas “no entanto” é, inequivocamente, uma locução conjuntiva adversativa — não pode ser retirada do período sem alterar o sentido de oposição.

  2. Considerar que o período tem apenas uma oração por ter um único sujeito (“A Ferrari”). Isso é um erro: o número de orações é determinado pelo número de verbos, não de sujeitos. Com dois verbos (“descobriu” e “pediu”), há duas orações.

Conclusão

A afirmativa está correta: o período é composto por uma oração coordenada sindética adversativa (“A Ferrari, no entanto, descobriu”) e uma oração coordenada sindética aditiva (“e pediu a apreensão do veículo”). A classificação apresentada no item é precisa e fiel à estrutura sintática do trecho.

Gabarito: C (Certo).

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