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Questão de Português — Vocábulo "Que" — Quadrix 2025

PortuguêsVocábulo "Que"
Código
qa667472
Banca
Quadrix
Órgão
CRO AL
Ano
2025
Cargo
Ana ( )

Polícia Civil investiga caso de “falso dentista” na Grande SP; prejuízo de uma das vítimas chegou a R$ 32 mil


Após receber denúncias anônimas, a Polícia Civil investiga Vinicius Nogueira Martins, de 26 anos, por exercício ilegal da profissão.


Nas redes sociais ele se apresentava como dentista e proprietário da Clínica Nogueira. O falso profissional chegou a ser detido no dia 8 de novembro, em Suzano, na Grande São Paulo.


Segundo o boletim de ocorrência, os agentes foram até a clínica no Centro da cidade e encontraram o suspeito preparando instrumentos para atendimento de uma paciente que esperava na recepção.


Outra informação que chama atenção é que no perfil nas redes sociais da Clínica Nogueira o responsável técnico não é Vinicius Martins e sim Bruno Souza. Além disso, o número de registro no Conselho Regional de Odontologia é informado.


Na delegacia, três vítimas foram ouvidas. Todas confirmaram ter recebido atendimentos odontológicos do suspeito em ocasiões anteriores. Uma delas informou ainda que teria um novo atendimento marcado com o suspeito.


Segundo a polícia, o suspeito não quis prestar depoimento e permaneceu calado. Com ele, foram apreendidos um celular e diversos materiais de uso odontológico. “Foi instalado o inquérito para apuração dos fatos de maneira minuciosa.


Nós estamos procurando eventuais vítimas. E levantando informações sobre os locais que ele atuou, algumas postagens que ele se identificava como doutor Vinícius e que possuía uma habilitação profissional que de fato não acontecia”, explica o delegado Lourival Noronha.


Após o registro da ocorrência, o suspeito foi liberado. O suspeito nas redes sociais se identifica como “doutor” e “proprietário da Clínica Nogueira”, entretanto, o “profissional”, que não possui registro no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), acumula uma lista de prejuízos que deixou para as vítimas.


Uma delas foi Monique Palermo, que procurou o falso dentista na intenção de fazer um clareamento e foi convencida por ele a colocar lentes de resina. Segundo Monique, Vinicius e o dono do consultório que colocaram as lentes. Ela afirma que tinha momentos que Vinicius não sabia como fazer e o dono do consultório auxiliava.


Após esses problemas, a vítima decidiu retirar o procedimento. Entretanto, Vinicius Nogueira Martins desapareceu. “Quem continuou o atendimento para mim foi o dono do consultório. Na hora da remoção, ele aplicou bastante anestesia, só que eu sentia muita dor, muita dor mesmo, eu me contorcia na cadeira dele. Ele estava removendo o esmalte do meu dente, minha dentina chegou a ficar exposta, machucou minha gengiva também. O procedimento foi tão doloroso que não deu nem tempo de terminar, doeu tanto que fiquei com excesso de resina, fui embora para casa com o dente todo estragado, deformado”, relata.


A vítima conta que, com o falso dentista, gastou R$ 2.180, parcelado em 10 vezes. “Depois, acabei sendo demitida epeguei um empréstimo. Depois, com a terceira dentista, que graças a Deus deu tudo certo, chegou ao valor de R$ 30 mil no total. Eu também tive que dar uma entrada de R$ 3 mil, esse valor de empréstimo acabou virando R$ 8.888, fora o que eu estou pagando para ela por fora”.


Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Texto para o item.

 

De acordo com o texto, julgue o item seguinte.

 

A oração “que fiquei com excesso de resina”  é subordinada adverbial causal.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Oração subordinada adverbial causal: análise do trecho “que fiquei com excesso de resina”

Gabarito: E (Errado). A oração “que fiquei com excesso de resina” não é subordinada adverbial causal; trata-se de uma oração subordinada adjetiva restritiva, introduzida pelo pronome relativo “que”, que retoma o termo “tanto” (ou a ideia de intensidade expressa por “tanto”). A banca tenta confundir o candidato ao explorar a relação de consequência presente no contexto, mas a estrutura sintática é de adjetiva, não de adverbial.

O comando da questão

O item pede um julgamento Certo/Errado sobre a classificação sintática de uma oração específica. Isso é uma questão de gramática metalinguística: não se trata de interpretar o texto, mas de analisar a função sintática da oração destacada. O comando é direto: “A oração ‘que fiquei com excesso de resina’ é subordinada adverbial causal.” Para responder, é preciso identificar o conectivo e a relação que ele estabelece com a oração principal.

O trecho no texto

No texto, a vítima relata:

“O procedimento foi tão doloroso que não deu nem tempo de terminar, doeu tanto que fiquei com excesso de resina, fui embora para casa com o dente todo estragado, deformado”

A oração em análise é “que fiquei com excesso de resina”. Ela está ligada à oração anterior “doeu tanto”. A estrutura é: “doeu tanto que fiquei com excesso de resina”.

A técnica: identificar o conectivo e a relação

Para classificar uma oração subordinada, o primeiro passo é identificar o conectivo e ver que relação ele estabelece com a oração principal.

  • Conjunção subordinativa adverbial causal: introduz uma oração que expressa a causa do fato da oração principal. Ex.: “Não fui à festa porque estava doente.” (a doença é a causa de não ir).

  • Pronome relativo: introduz uma oração adjetiva, que caracteriza um termo antecedente. Ex.: “Comprei o livro que você indicou.” (o “que” retoma “livro”).

No trecho, o “que” não é uma conjunção causal. Ele é um pronome relativo, pois retoma o termo “tanto” (que funciona como um advérbio de intensidade). A oração “que fiquei com excesso de resina” restringe ou especifica a intensidade expressa por “tanto”: não é qualquer “tanto”, é “tanto que fiquei com excesso de resina”. Essa é a função típica de uma oração subordinada adjetiva restritiva.

Por que não é causal?

A relação semântica entre “doeu tanto” e “fiquei com excesso de resina” é de consequência: a dor intensa causou o excesso de resina. Mas isso não torna a oração causal. Na gramática, a oração que expressa a consequência de um fato é classificada como subordinada adverbial consecutiva, e não causal. No entanto, mesmo a classificação de consecutiva não se aplica aqui, porque a estrutura não é introduzida por uma conjunção consecutiva típica (como “de modo que”, “tanto que”, “de sorte que”). O “que” é um pronome relativo, e a oração é adjetiva.

Veja a diferença:

Estrutura

Conectivo

Classificação

“doeu tanto que fiquei com excesso”

pronome relativo

oração subordinada adjetiva restritiva

“doeu tanto que não deu tempo”

pronome relativo

oração subordinada adjetiva restritiva

“como estava doendo, fui ao dentista”

conjunção causal

oração subordinada adverbial causal

“doeu de modo que não aguentei”

locução conjuntiva consecutiva

oração subordinada adverbial consecutiva

A pegadinha da banca

A banca explora a relação de consequência que existe no contexto para induzir o candidato a classificar a oração como causal. Mas a classificação sintática não se baseia apenas no sentido; ela depende da estrutura e do conectivo. O “que” aqui é um pronome relativo, e a oração é adjetiva, não adverbial.

1Conectivo: pronome relativo "que"
2Retoma o antecedente "tanto"
3Restringe a intensidade
4Não é adverbial causal
Conjunção causal: "porque", "como", "já que"
Relação semântica ≠ classificação sintática
5Pegadinha da banca
Consequência no contexto
Estrutura revela adjetiva
Oração subordinada adjetiva restritiva
LEVELsoulevel.com.br
Oração subordinada adjetiva restritiva: Conectivo: pronome relativo "que"; Retoma o antecedente "tanto"; Restringe a intensidade; Não é adverbial causal (Conjunção causal: "porque", "como", "já que", Relação semântica ≠ classificação sintática); Pegadinha da banca (Consequência no contexto, Estrutura revela adjetiva)
NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o tipo de oração ao explorar a relação semântica de consequência. O candidato que se deixa levar pelo sentido classifica como causal, mas a estrutura revela uma adjetiva restritiva.

Conclusão

A oração “que fiquei com excesso de resina” é subordinada adjetiva restritiva, pois o “que” é pronome relativo e retoma “tanto”. Portanto, a afirmação do item está errada.

Gabarito: E (Errado).

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