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Questão de Português — Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) — FUNDATEC 2025

PortuguêsPontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)
Código
qa667485
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Santa Rosa
Ano
2025
Cargo
Adm (Pref Sta Rosa)

As experiências de outros países com jornada de trabalho reduzida

 

A demanda pelo fim da escala 6x1 — em que as pessoas trabalham seis dias por semana, com folga de um dia — ganhou impulso esta semana, depois que a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) anunciou ter conseguido assinaturas suficientes para fazer sua proposta avançar no Congresso.

 

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de Hilton não pretende apenas acabar com a escala 6x1, mas implementar no Brasil uma semana de trabalho de quatro dias por semana, também conhecida como escala 4x3.

 

O texto defende uma mudança na jornada de trabalho brasileira, com “duração do trabalho normal não superior a 8 horas diárias e 36 horas semanais, com jornada de trabalho de 4 dias por semana, facultada a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho”.

 

A proposta de Hilton altera dois pontos do inciso 13 do artigo 7º da Constituição atualmente em vigor: o limite do horário de trabalho passaria de 44 horas para 36 horas semanais; a jornada de trabalho seria estabelecida em quatro dias por semana (a Constituição atual não faz menção a quantos dias por semana deve ter a jornada).

 

“Na Europa, de modo geral, as pessoas trabalham cinco dias por semana. Não é frequente a semana de seis dias”, disse à BBC News Brasil Thomas Coutrot, pesquisador do Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais, em Paris, autor de diversos livros sobre políticas trabalhistas e ex-economista do Ministério do Trabalho e Emprego da França.

 

Por outro lado, ele afirma que a semana com apenas quatro dias de trabalho também ainda não foi implementada com sucesso em nenhum país. “É um movimento minoritário, com poucas empresas e serviços públicos que implementaram a semana de quatro dias. Mas existe uma certa popularidade da opinião pública, na Europa pelo menos”.

 

A escala 4x3, como propõe a PEC, enfrenta muita resistência entre empresários, diz Coutrot. Ele afirma que ainda são poucos os casos na França de empresas que resolveram adotar a semana de quatro dias por conta própria, sem mudanças na lei. Um dos setores em que isso aconteceu é no de restaurantes de alta culinária.

 

“Nesse setor, muitos têm dificuldade de achar pessoal qualificado. Para atrair esses profissionais, eles decidiram fechar três dias por semana”, explica.

 

O maior esforço nesse sentido tem sido com projetos pilotos promovidos pela entidade internacional 4 Day Week Global, que defende a implementação da jornada de trabalho com quatro dias por semana.

 

A proposta de Erika Hilton cita um desses pilotos que foi realizado no Brasil no ano passado — mas com apenas 22 empresas.

 

“É possível observar menor número de faltas dos empregados e produtividade em alta, em razão da adoção de estratégias de organizações funcionais para o modelo da empresa”, diz o projeto da deputada.

 

Além do Brasil, houve pilotos da 4 Day Week em outros 13 países: Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Suécia, Holanda, África do Sul, Índia, Chile, Itália, Noruega, Bélgica e Suíça.

 

Em pelo menos dois desses países, Bélgica e Chile, houve depois passos mais concretos em direção à jornada de quatro dias por semana.

 

Na Bélgica, o primeiro país da Europa a legislar sobre o assunto, os trabalhadores ganharam em fevereiro de 2022 o direito de realizar uma semana de trabalho completa em quatro dias em vez de cinco, sem perda de salário.

 

No entanto, os belgas não têm a opção de trabalhar menos horas por semana. A lei permite apenas que eles condensem a carga horária semanal em menos dias por semana — o que para muitos significa quatro dias com 9,5 horas de trabalho.

 

(Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2024/11/15/as-experiencias-de-outrospaises- com-jornada-de-trabalho-reduzida.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do travessão hachurado no décimo parágrafo, é correto afirmar que a pontuação foi utilizada para:

  1. AIndicar um diálogo.
  2. BIsolar uma informação que se quer realçar.
  3. CSeparar expressão explicativa.
  4. DSubstituir dois-pontos.
  5. ESubstituir parênteses.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Isolar uma informação que se quer realçar.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Travessão: isolamento com realce

Gabarito: letra B. O travessão no décimo parágrafo foi usado para isolar uma informação que se quer realçar — no caso, a expressão intercalada que especifica o número de empresas do piloto brasileiro. Como se lê no trecho:

"A proposta de Erika Hilton cita um desses pilotos que foi realizado no Brasil no ano passado — mas com apenas 22 empresas."

O travessão duplo (ou, aqui, o travessão simples antecedendo a expressão) isola o segmento "mas com apenas 22 empresas", que funciona como um comentário intercalado — uma informação acessória que o autor quis destacar, dando ênfase à limitação do piloto. Não se trata de diálogo, nem de substituição de dois-pontos ou parênteses, embora essas sejam funções possíveis do travessão em outros contextos.

O comando

A questão pede que você identifique a função específica do travessão naquele parágrafo. Isso é diferente de perguntar "quais são as funções do travessão?". Aqui, você precisa analisar o contexto — o que o travessão está fazendo naquela frase, e não apenas lembrar a teoria. O verbo "considerando" indica que a resposta deve ser ancorada no texto.

O texto e o movimento argumentativo

O texto discute a PEC da escala 4x3 e as experiências internacionais. No décimo parágrafo, a autora menciona que a proposta de Erika Hilton cita um piloto realizado no Brasil, e o travessão introduz uma informação adicional: o piloto teve "apenas 22 empresas". Essa informação é um esclarecimento que o autor quis realçar — não é essencial para a estrutura da frase, mas acrescenta um dado relevante (a pequena escala do piloto).

A técnica que decide

O travessão tem várias funções: indicar fala em diálogos, substituir dois-pontos, substituir parênteses, isolar expressões intercaladas. A diferença entre "isolar" e "substituir parênteses" é sutil: quando o travessão isola uma expressão, ele a destaca, dando-lhe ênfase; quando substitui parênteses, apenas insere uma informação acessória sem ênfase especial. No trecho, o travessão não apenas insere — ele realça o dado de que foram apenas 22 empresas, o que reforça a ideia de que o piloto foi pequeno. Por isso, a alternativa B é a mais precisa.

1Funções
Indicar diálogo
Substituir dois-pontos
Substituir parênteses
Isolar expressão intercalada
2Isolar com realce (caso da questão)
Destaca a informação
Dá ênfase ao dado
3Isolar sem realce (parênteses)
Insere sem ênfase
Travessão
LEVELsoulevel.com.br
Travessão: Funções (Indicar diálogo, Substituir dois-pontos, Substituir parênteses, Isolar expressão intercalada); Isolar com realce (caso da questão) (Destaca a informação, Dá ênfase ao dado); Isolar sem realce (parênteses) (Insere sem ênfase)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Indicar um diálogo. O travessão pode marcar a fala de personagens em diálogos, mas no texto não há discurso direto — não há mudança de locutor. O trecho é uma narrativa expositiva, sem falas. Erro: contradiz o texto (não há diálogo).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Isolar uma informação que se quer realçar. O travessão isola "mas com apenas 22 empresas", uma expressão intercalada que o autor quis destacar para enfatizar a limitação do piloto. A passagem "— mas com apenas 22 empresas" é um comentário acessório, e o travessão o realça. Correta: o travessão isola e realça a informação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Separar expressão explicativa. Embora o travessão possa separar expressões explicativas (como um aposto), aqui a expressão "mas com apenas 22 empresas" não é exatamente uma explicação — é uma informação adicional com valor de ressalva. Além disso, a alternativa B é mais precisa ao falar em "realçar". Erro: troca de conceito (não é uma explicação, é um realce).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Substituir dois-pontos. O travessão pode substituir dois-pontos quando introduz uma explicação ou enumeração, mas aqui ele não introduz nada — ele isola um segmento no meio da frase. Não há dois-pontos que pudessem ser usados no lugar. Erro: troca de função (não é substituição de dois-pontos).

Alternativa E — ❌ Incorreta

Substituir parênteses. O travessão pode substituir parênteses para inserir uma informação acessória, mas a diferença é que o travessão realça a informação, enquanto os parênteses apenas a inserem sem ênfase. No texto, o autor quis destacar o dado, então a função é de realce, não de simples substituição. Erro: troca de conceito (o travessão realça, não apenas insere).

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre "isolar" e "substituir parênteses". O travessão pode fazer ambos, mas a diferença está na ênfase: quando se quer realçar, usa-se travessão; quando se quer apenas inserir, usam-se parênteses. No texto, o destaque é claro.

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar a função de um sinal de pontuação, pergunte: "o que aconteceria se eu retirasse esse trecho?" Se a frase continuar fazendo sentido, é um termo acessório — e o sinal está isolando. Depois, verifique se há ênfase: se sim, é realce; se não, é apenas inserção.

Conclusão: a resposta é a letra B, pois o travessão isola a expressão "mas com apenas 22 empresas" com a intenção de realçá-la, destacando a limitação do piloto brasileiro. As demais alternativas atribuem ao travessão funções que não se aplicam ao contexto.

Gabarito: letra B

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