Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Quadrix 2025

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa667551
Banca
Quadrix
Órgão
CRESS 11 (PR)
Ano
2025
Cargo
Ass Adm (CRESS PR)

Em todo o Brasil, de acordo com dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), 80 milhões de pessoas em 1.942 cidades vivem expostas a eventos climáticos extremos. Já o sexto relatório de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado em 2023 pela ONU, revela que as pessoas mais atingidas pela crise ambiental são as que menos contribuem para o aquecimento do planeta. “Porém, nas regiões mais pobres e marginalizadas, o número de mortes por calor, secas, enchentes e tempestades foi quinze vezes maior, na última década, do que nas regiões com mais infraestrutura”, aponta a jornalista e ativista ambiental Mariana Belmont. “Políticas públicas de adaptação, mitigação e reparação climática devem ser tratadas como prioridade no orçamento da União, de estados e municípios, priorizando‑se as áreas de risco e os direitos humanos”, defende.


Para o enfrentamento de desigualdades sociais, raciais, étnicas, de gênero e geracionais durante a crise climática, Belmont destaca, ainda, a necessidade de se criarem e se implementarem políticas de longo prazo para a democratização do acesso à terra, além de políticas habitacionais, de urbanização e regularização fundiária destinadas às populações negras e periféricas. “Também precisamos lembrar que atividades empresariais contribuem, significativamente, para eventos climáticos extremos. As empresas, portanto, devem ser chamadas à ação”, reforça. A jornalista também pontua a parcela de responsabilidade e ação que cada um de nós deve ter nesse contexto, seja com a questão do lixo, da alimentação ou da tomada de consciência. “É fundamental entendermos nossa vida real e como o cotidiano está conectado aos estragos nas cidades”, ressalta.


Internet: <www.sescsp.org.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Com base nas ideias do texto, julgue o item que a seguir.

 

Em anos recentes, nas regiões mais pobres e marginalizadas, o número de mortes por calor, secas, enchentes e tempestades foi bem maior quenas regiões com mais infraestrutura, em virtude da situação de escassez desses locais.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Compreensão e inferência: a causa que o texto não afirma

Gabarito: E (Errado). A assertiva extrapola o texto ao acrescentar uma relação de causa — "em virtude da situação de escassez desses locais" — que o autor não afirma. O texto apenas compara o número de mortes entre regiões pobres e ricas, sem explicar o porquê dessa diferença. Como se lê no 1º parágrafo:

"nas regiões mais pobres e marginalizadas, o número de mortes por calor, secas, enchentes e tempestades foi quinze vezes maior, na última década, do que nas regiões com mais infraestrutura"

O trecho constata o fato (mortes maiores nas regiões pobres), mas não estabelece a causa (escassez). A assertiva, ao inserir "em virtude da situação de escassez", inventa uma explicação que o texto não dá — clássica extrapolação.

O comando

O enunciado pede para julgar (Certo/Errado) uma afirmação "com base nas ideias do texto". Isso é uma questão de compreensão/recorrência: a resposta deve estar ancorada no que o texto diz, sem acréscimos. A assertiva mistura uma parte verdadeira (mortes maiores nas regiões pobres) com uma parte inventada (a causa). Para resolver, é preciso separar o que o texto afirma do que o candidato imagina.

O texto

O texto trata da desigualdade diante de eventos climáticos extremos. A tese central é que os mais pobres são os mais atingidos e que políticas públicas devem priorizá-los. No trecho citado, a jornalista aponta o dado comparativo, mas não explica por que isso ocorre. Ela apenas defende políticas de adaptação, mitigação e reparação. A causa da diferença de mortes não é tema do texto — o autor não diz que é a escassez, a falta de infraestrutura ou qualquer outro fator específico.

A técnica

A armadilha central é a extrapolação: a assertiva pega um dado real do texto e acrescenta uma explicação que não está nele. No catálogo de erros, isso é "acrescentar informação de fora". Para evitar, pergunte: o texto autoriza esta causa? Se não, a alternativa está errada, ainda que a causa pareça plausível no mundo real.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A assertiva está errada porque, embora a primeira parte seja fiel ao texto (mortes maiores nas regiões pobres), a segunda parte — "em virtude da situação de escassez desses locais" — não tem respaldo no texto. O texto não afirma que a escassez é a causa da diferença de mortes. Isso é uma extrapolação: o candidato completa a informação com um conhecimento de mundo (regiões pobres têm escassez) que o autor não mencionou. Portanto, a assertiva não pode ser considerada correta.

Conclusão

A assertiva é ERRADA porque extrapola o texto ao acrescentar uma relação de causa que não está nele. O texto apenas compara os números, sem explicar o porquê. Para acertar questões assim, grife o que o texto afirma e desconfie de qualquer alternativa que acrescente explicações não mencionadas.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de compreensão, separe o fato da causa. O texto pode afirmar um fato sem explicar sua razão. Se a alternativa introduz uma causa, verifique se ela está explícita no texto — se não, é extrapolação.

Gabarito: E (Errado).

Link permanente: /questoes/qa667551