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Questão de Português — Figuras de Linguagem — Avança SP 2025

PortuguêsFiguras de Linguagem
Código
qa667616
Banca
Avança SP
Órgão
Pref Morungaba
Ano
2025
Cargo
Art ( )
Ao analisar o contexto organizacional, a ênfase sobre as tarefas levou os engenheiros americanos a simplificar cargos para obter o máximo de especialização de cada trabalhador: cada operário fica restrito a uma simples e específica tarefa que deve ser executada cíclica e repetitivamente para aumentar sua eficiência. Os cargos e tarefas são desempenhados para uma execução automatizada por parte do trabalhador: este deve fazer e não pensar ou decidir.

A simplicidade dos cargos permite que o ocupante aprenda rapidamente os métodos prescritos com um mínimo de treinamento. A simplicidade permite um controle e acompanhamento visual por parte do supervisor. Com isso, enfatiza-se o conceito de linha de montagem ou linha de produção: em vez de um operário executar uma tarefa complexa ao redor da matéria-prima, esta passa por uma linha móvel de produção na qual cada operário especializado executa sua tarefa específica na sequência. Assim, o trabalhador é uma máquina de produção.

Fonte: Chiavenato, I. Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
Leia o texto abaixo.   Qual é a figura de linguagem que aparece na última frase do texto?
  1. AHipérbole.
  2. BIronia.
  3. CProsopopeia.
  4. DMetáfora.
  5. EComparação.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Metáfora.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Figuras de Linguagem: Metáfora na Última Frase

Gabarito: letra D. A última frase do texto, "Assim, o trabalhador é uma máquina de produção", contém uma metáfora, pois estabelece uma comparação implícita entre o trabalhador e uma máquina, sem o uso de conectivo comparativo (como, tal qual, assim como). O texto afirma que o trabalhador "deve fazer e não pensar ou decidir", o que autoriza a leitura metafórica de que ele é tratado como uma máquina de produção.

O Comando da Questão

A questão pede para identificar a figura de linguagem presente na última frase do texto. Isso exige, primeiro, localizar a frase exata e, depois, reconhecer o recurso expressivo nela empregado. Não se trata de interpretar o texto como um todo, mas de analisar um trecho específico sob a ótica da estilística. A habilidade cobrada é a de reconhecer figuras de palavras, distinguindo-as entre si.

O Texto e a Frase-Chave

O texto de Chiavenato descreve a administração científica, que simplifica cargos e tarefas para aumentar a eficiência. O parágrafo final conclui o raciocínio sobre a linha de montagem: cada operário executa uma tarefa específica e repetitiva. A frase final é a conclusão lógica desse processo:

"Assim, o trabalhador é uma máquina de produção."

Nessa frase, o autor não diz que o trabalhador é como uma máquina (o que seria uma comparação explícita). Ele afirma diretamente que o trabalhador é uma máquina. Essa transferência de sentido — atribuir ao trabalhador a natureza de uma máquina — é a essência da metáfora.

A Técnica que Decide: Metáfora × Comparação

A distinção central entre metáfora e comparação (ou símile) está na presença ou ausência de conectivo comparativo. A comparação usa conectivos como como, tal qual, assim como, que nem; a metáfora não os usa, pois a comparação é implícita. No trecho, não há conectivo: o autor afirma "o trabalhador é uma máquina", não "o trabalhador é como uma máquina". Portanto, é metáfora.

Essa distinção é a pegadinha clássica da banca: a alternativa E (Comparação) parece tentadora, mas falha justamente por exigir um conectivo que não existe no texto. A metáfora é uma comparação abreviada, em que o termo comparativo é suprimido.

1Metáfora (gabarito)
Comparação implícita
Sem conectivo comparativo
2Comparação
Comparação explícita
Com conectivo (como, tal qual)
3Hipérbole
Exagero intencional
4Ironia
Dizer o contrário do que se pretende
5Prosopopeia
Atribui características humanas a inanimados
Figuras de linguagem
LEVELsoulevel.com.br
Figuras de linguagem: Metáfora (gabarito) (Comparação implícita, Sem conectivo comparativo); Comparação (Comparação explícita, Com conectivo (como, tal qual)); Hipérbole (Exagero intencional); Ironia (Dizer o contrário do que se pretende); Prosopopeia (Atribui características humanas a inanimados)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Hipérbole é o exagero intencional com finalidade expressiva, como em "morreu de rir" ou "estou morto de cansado". Na frase "o trabalhador é uma máquina de produção", não há exagero: o autor está fazendo uma transferência de sentido, não uma amplificação exagerada de uma característica. O texto descreve o trabalhador como alguém que "deve fazer e não pensar ou decidir", o que é uma constatação do modelo de produção, não um exagero retórico. A hipérbole extrapolaria o sentido literal, enquanto a metáfora o transfere.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Ironia consiste em dizer o contrário do que se pretende, geralmente com tom crítico ou humorístico. No trecho, o autor não está sendo irônico: ele está descrevendo, de forma literal e direta, o efeito da linha de montagem sobre o trabalhador. O texto afirma que "este deve fazer e não pensar ou decidir", o que é uma descrição objetiva do modelo taylorista, não uma inversão de sentido. A ironia exigiria uma pista contextual de que o autor quer dizer o oposto do que escreveu — o que não ocorre aqui.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Prosopopeia (ou personificação) é a atribuição de características humanas a seres inanimados ou animais, como em "o vento sussurrava" ou "a cidade acordou". Na frase, ocorre o movimento inverso: atribui-se ao trabalhador (ser humano) uma característica de máquina (ser inanimado). Isso não é prosopopeia, mas sim uma metáfora que coisifica o ser humano. A banca explora a confusão entre os dois sentidos: a prosopopeia humaniza o não humano; a metáfora aqui desumaniza o humano.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A frase "o trabalhador é uma máquina de produção" é uma metáfora, pois estabelece uma comparação implícita entre o trabalhador e uma máquina, sem conectivo comparativo. O texto autoriza essa leitura ao afirmar que o trabalhador "deve fazer e não pensar ou decidir" e que "cada operário fica restrito a uma simples e específica tarefa que deve ser executada cíclica e repetitivamente". O autor transfere ao trabalhador a natureza de uma máquina, criando uma imagem que sintetiza a crítica ao modelo de produção. A metáfora é uma figura de palavra, pois a palavra "máquina" é empregada fora do seu sentido básico, recebendo nova significação por comparação entre seres de universos distintos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Comparação (ou símile) é a figura que estabelece uma comparação explícita, com o uso de conectivos como como, tal qual, assim como, que nem. Exemplo: "o trabalhador é como uma máquina". No texto, não há conectivo: o autor afirma "o trabalhador é uma máquina", não "é como uma máquina". A ausência do conectivo é o que distingue a metáfora da comparação. A banca oferece essa alternativa como distratora clássica, explorando a proximidade conceitual entre as duas figuras. A comparação seria correta apenas se o texto trouxesse o conectivo, o que não ocorre.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre metáfora (comparação implícita, sem conectivo) e comparação (comparação explícita, com conectivo). A alternativa E parece correta, mas falha porque o texto não usa "como" ou equivalente.

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar figuras de linguagem, grife o conectivo. Se houver "como", "tal qual", "assim como", é comparação; se não houver, é metáfora. Essa é a distinção que decide a questão.

Gabarito: letra D. A metáfora é a figura de palavra que transfere o sentido de "máquina" ao trabalhador, sem conectivo comparativo, sintetizando a crítica ao modelo de produção em massa.

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