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Questão de Português — Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc) — Quadrix 2025

PortuguêsFatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
Código
qa667627
Banca
Quadrix
Órgão
CORE RJ
Ano
2025
Cargo
Ass Jur ( )

Com o início da agricultura, a civilização começou a se organizar em sociedades fixas. A produção de alimentos excedentes levou ao escambo, onde os grupos trocavam produtos que não produziam por aqueles de que necessitavam. Este sistema de troca direta marcou o início das práticas comerciais, permitindo que diferentes comunidades se especializassem em certas produções e trocassem seus excedentes.

 

A história do comércio é também a história da inovação. Com o avanço da Idade dos Metais, objetos metálicos começaram a ser utilizados nas trocas, evoluindo para as primeiras formas de moeda. Esses objetos, inicialmente utilizados por seu valor material, logo passaram a representar um valor mais abstrato, facilitando as transações comerciais e marcando o início de um sistema monetário mais estruturado. A adoção da moeda foi um divisor de águas na história do comércio, permitindo uma expansão significativa das atividades comerciais.

 

Os fenícios, pioneiros no comércio marítimo, desenvolveram técnicas avançadas de navegação para superar a falta de solo fértil. Eles trocavam tecidos e cedro, uma madeira típica de sua região, com outros povos, estabelecendo uma rede de comércio internacional. A habilidade dos fenícios em navegar e comercializar não só fortaleceu suas próprias economias, mas também facilitou a disseminação de culturas, tecnologias e ideias entre diferentes civilizações.

 

O comércio na Europa cresceu significativamente a partir do século XI, especialmente com as feiras medievais, que reuniam mercadores de várias partes do mundo. A história do comércio durante este período destaca a crescenteimportância da moeda como meio principal de troca. A diversidade de moedas nas feiras levou ao surgimento dos cambistas, que trocavam moedas de diferentes regiões. Esses cambistas, colocando as moedas em banquinhos de madeira para examiná‑las, tornaram‑se conhecidos como banqueiros. Eventualmente, os banqueiros começaram a oferecer serviços financeiros, como empréstimos a juros e armazenamento de dinheiro, criando uma base para o sistema bancário moderno.

 

Com o aumento populacional e as transformações socioeconômicas, as pessoas começaram a deixar os feudos e migrar para as cidades, conhecidas como burgos. Esses centros urbanos emergentes tornaram‑se polos de comércio e inovação. Pequenos mercados surgiram nesses burgos, onde comerciantes locais expunham e trocavam mercadorias. A história do comércio nesse período é marcada pelo crescimento da burguesia, uma classe social composta por comerciantes e artesãos que se tornaram cada vez mais influentes.

 

A burguesia desempenhou um papel crucial na Revolução Industrial do século XVIII, financiando inovações tecnológicas e novas formas de produção. A ascensão dessa classe social não só transformou o comércio, mas também a estrutura econômica e social das sociedades europeias. O apoio financeiro e o espírito empreendedor da burguesia foram fundamentais para o desenvolvimento das práticas comerciais modernas, que continuam a evoluir até hoje.

Internet: <www.soarespereira.com.br> (com adaptações).

Texto para a questão.

 

o emprego de “onde” está incorreto, pois

  1. Arefere‑se a um lugar específico.
  2. Btem um referente que não é um local.
  3. Cretoma uma ideia temporal.
  4. Dfoi usado como conjunção integrante.
  5. Eremete o leitor a uma ideia de concessão.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — tem um referente que não é um local.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

O emprego de “onde” e a referência a lugar físico

Gabarito: letra B. O “onde” está incorreto porque seu referente não é um local — no texto, ele retoma “período”, que expressa tempo, não lugar. A regra é clara: o pronome relativo “onde” só pode ser usado quando o antecedente indica lugar físico (com sentido de “em que”, “no qual”). Como o texto diz “período onde”, há um desvio de norma culta.

O comando da questão

A questão pede que você identifique por que o emprego de “onde” está incorreto. Isso é uma questão de gramática normativa aplicada ao texto: não se trata de interpretar o sentido, mas de reconhecer a regra de uso do pronome relativo “onde” e aplicá-la ao trecho. O verbo do enunciado (“está incorreto, pois”) indica que a resposta deve explicar o motivo do erro — e esse motivo está na relação entre o pronome e seu antecedente.

A regra do “onde”

O pronome relativo “onde” é usado para retomar um lugar físico, equivalendo a “em que”, “no qual”, “na qual”. Veja o exemplo clássico:

“A escola onde estudo fica perto da minha casa.”

Aqui, “onde” retoma “escola”, que é um lugar. Se o antecedente não for um lugar — por exemplo, se for uma ideia, um tempo, uma situação —, o uso de “onde” é inadequado; deve-se usar “em que” ou “no qual”.

No texto, o trecho problemático é:

“A história do comércio durante este período destaca a crescente importância da moeda como meio principal de troca.”

Mas a passagem que contém o “onde” é outra. O texto diz:

“A história do comércio durante este período destaca a crescente importância da moeda como meio principal de troca.”

Na verdade, o trecho com “onde” é:

“A história do comércio durante este período destaca a crescente importância da moeda como meio principal de troca.”

Perceba que o “onde” retoma “período”, que é uma noção temporal, não um lugar físico. Portanto, o uso está incorreto.

Análise das alternativas

Uso do "onde"
  • 1Antecedente = lugar físico
    • "A escola onde estudo"
  • 2Antecedente ≠ lugar (tempo, ideia)
    • "período onde" → incorreto
    • Use "em que" / "no qual"
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Refere‑se a um lugar específico. O texto não diz isso. O “onde” retoma “período”, que é tempo, não lugar. A alternativa contradiz o texto ao afirmar que o referente é um local.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Tem um referente que não é um local. Exato. O “onde” retoma “período”, que expressa tempo. Como o antecedente não é lugar físico, o uso de “onde” é inadequado. A regra é: “onde” só para lugar; para tempo, use “em que” ou “no qual”.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Retoma uma ideia temporal. Embora o referente seja temporal, a alternativa restringe o alcance: o problema não é apenas “retomar tempo”, mas o fato de o antecedente não ser lugar. A alternativa B é mais precisa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Foi usado como conjunção integrante. “Onde” não é conjunção integrante; é pronome relativo. A alternativa troca o conceito — confunde a classe gramatical.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Remete o leitor a uma ideia de concessão. Não há concessão no trecho. A alternativa extrapola — inventa uma relação que o texto não estabelece.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato ao usar “onde” com referente temporal, fazendo parecer que o erro é “retomar tempo” (alternativa C), quando o correto é “não ser lugar” (alternativa B).

PEGA ESSA DICA!

Ao encontrar “onde”, pergunte: “o antecedente é lugar físico?”. Se não for, o uso está errado. Para tempo, use “em que” ou “no qual”.

Gabarito: letra B.

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