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Questão de Português — Orações Subordinadas Adverbiais — Quadrix 2025

PortuguêsOrações Subordinadas Adverbiais
Código
qa667629
Banca
Quadrix
Órgão
CORE RJ
Ano
2025
Cargo
Ass Jur ( )

Com o início da agricultura, a civilização começou a se organizar em sociedades fixas. A produção de alimentos excedentes levou ao escambo, onde os grupos trocavam produtos que não produziam por aqueles de que necessitavam. Este sistema de troca direta marcou o início das práticas comerciais, permitindo que diferentes comunidades se especializassem em certas produções e trocassem seus excedentes.

 

A história do comércio é também a história da inovação. Com o avanço da Idade dos Metais, objetos metálicos começaram a ser utilizados nas trocas, evoluindo para as primeiras formas de moeda. Esses objetos, inicialmente utilizados por seu valor material, logo passaram a representar um valor mais abstrato, facilitando as transações comerciais e marcando o início de um sistema monetário mais estruturado. A adoção da moeda foi um divisor de águas na história do comércio, permitindo uma expansão significativa das atividades comerciais.

 

Os fenícios, pioneiros no comércio marítimo, desenvolveram técnicas avançadas de navegação para superar a falta de solo fértil. Eles trocavam tecidos e cedro, uma madeira típica de sua região, com outros povos, estabelecendo uma rede de comércio internacional. A habilidade dos fenícios em navegar e comercializar não só fortaleceu suas próprias economias, mas também facilitou a disseminação de culturas, tecnologias e ideias entre diferentes civilizações.

 

O comércio na Europa cresceu significativamente a partir do século XI, especialmente com as feiras medievais, que reuniam mercadores de várias partes do mundo. A história do comércio durante este período destaca a crescenteimportância da moeda como meio principal de troca. A diversidade de moedas nas feiras levou ao surgimento dos cambistas, que trocavam moedas de diferentes regiões. Esses cambistas, colocando as moedas em banquinhos de madeira para examiná‑las, tornaram‑se conhecidos como banqueiros. Eventualmente, os banqueiros começaram a oferecer serviços financeiros, como empréstimos a juros e armazenamento de dinheiro, criando uma base para o sistema bancário moderno.

 

Com o aumento populacional e as transformações socioeconômicas, as pessoas começaram a deixar os feudos e migrar para as cidades, conhecidas como burgos. Esses centros urbanos emergentes tornaram‑se polos de comércio e inovação. Pequenos mercados surgiram nesses burgos, onde comerciantes locais expunham e trocavam mercadorias. A história do comércio nesse período é marcada pelo crescimento da burguesia, uma classe social composta por comerciantes e artesãos que se tornaram cada vez mais influentes.

 

A burguesia desempenhou um papel crucial na Revolução Industrial do século XVIII, financiando inovações tecnológicas e novas formas de produção. A ascensão dessa classe social não só transformou o comércio, mas também a estrutura econômica e social das sociedades europeias. O apoio financeiro e o espírito empreendedor da burguesia foram fundamentais para o desenvolvimento das práticas comerciais modernas, que continuam a evoluir até hoje.

Internet: <www.soarespereira.com.br> (com adaptações).

Texto para a questão.

 

A oração “para superar a falta de solo fértil” tem valor

  1. Acausal.
  2. Bconcessivo.
  3. Ccondicional.
  4. Dfinal.
  5. Econsecutivo
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — final.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Orações Subordinadas Adverbiais: valor final

Gabarito: letra D. A oração “para superar a falta de solo fértil” tem valor final, pois expressa a finalidade da ação de desenvolver técnicas de navegação. A prova está na conjunção “para”, que introduz oração subordinada adverbial final, e no sentido do trecho: os fenícios desenvolveram técnicas com o objetivo de superar a falta de solo fértil. Como se lê no texto:

“Os fenícios, pioneiros no comércio marítimo, desenvolveram técnicas avançadas de navegação para superar a falta de solo fértil.”

A oração responde à pergunta “para quê?” — exatamente o que caracteriza a finalidade.

O comando

A questão pede que você identifique o valor semântico da oração subordinada adverbial destacada. Isso é uma questão de gramática aplicada ao texto: não basta entender o sentido global; é preciso reconhecer a relação lógica que a oração estabelece com a principal. O verbo “tem valor” indica que você deve classificar a oração pelo tipo de circunstância que ela expressa (causa, concessão, condição, finalidade, consequência etc.).

O texto

O trecho em questão está no terceiro parágrafo, que trata dos fenícios. A oração principal é “desenvolveram técnicas avançadas de navegação”; a oração subordinada “para superar a falta de solo fértil” indica o propósito dessa ação. O texto deixa isso claro ao dizer que eles desenvolveram as técnicas para (com a finalidade de) superar a falta de solo fértil. Não há relação de causa (a falta de solo fértil não é a causa de desenvolverem técnicas, mas o objetivo), nem de concessão (não há ideia de obstáculo superado apesar de algo), nem de condição (não há hipótese), nem de consequência (não há efeito de algo anterior).

A técnica

Para classificar uma oração subordinada adverbial, o caminho é:

  1. Identifique a conjunção que a introduz. No caso, “para” é uma conjunção subordinativa final (também pode ser “a fim de que”, “que” com valor final).

  2. Teste o sentido: substitua a oração por um adjunto adverbial de finalidade. Ex.: “desenvolveram técnicas avançadas de navegação com o objetivo de superar a falta de solo fértil”. Se a substituição preservar o sentido, é final.

  3. Compare com os outros valores:

    • Causal: “porque”, “visto que”, “já que” — indica motivo, causa. Ex.: “desenvolveram técnicas porque faltava solo fértil”.

    • Concessivo: “embora”, “ainda que” — indica oposição, quebra de expectativa. Ex.: “desenvolveram técnicas embora faltasse solo fértil”.

    • Condicional: “se”, “caso” — indica condição. Ex.: “desenvolveriam técnicas se faltasse solo fértil”.

    • Consecutivo: “tanto que”, “de modo que” — indica consequência. Ex.: “faltava solo fértil, de modo que desenvolveram técnicas”.

A oração “para superar a falta de solo fértil” não se encaixa em nenhum desses outros valores: ela expressa claramente o objetivo da ação.

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

Causal. A oração causal indica causa, motivo da ação principal. No texto, a falta de solo fértil não é a causa de desenvolverem técnicas; é o objetivo a ser alcançado. A conjunção “para” não é causal; causais são “porque”, “visto que”, “já que”. Se fosse causal, o trecho diria algo como “desenvolveram técnicas porque faltava solo fértil”. A alternativa confunde finalidade com causa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Concessivo. A oração concessiva expressa oposição, quebra de expectativa: algo que ocorre apesar de um obstáculo. Ex.: “desenvolveram técnicas embora faltasse solo fértil”. No texto, não há ideia de obstáculo superado apesar de algo; há um propósito. A conjunção “para” não é concessiva. A alternativa troca o valor final por concessivo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Condicional. A oração condicional expressa condição, hipótese para que a ação principal ocorra. Ex.: “desenvolveriam técnicas se faltasse solo fértil”. No texto, a falta de solo fértil não é condição, mas finalidade. A conjunção “para” não é condicional. A alternativa confunde finalidade com condição.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Final. A oração “para superar a falta de solo fértil” expressa a finalidade da ação de desenvolver técnicas de navegação. A conjunção “para” é tipicamente final, e o sentido do trecho confirma: os fenícios desenvolveram técnicas com o objetivo de superar a falta de solo fértil. A oração responde à pergunta “para quê?”. É a única alternativa que classifica corretamente o valor semântico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Consecutivo. A oração consecutiva expressa consequência, efeito de algo expresso na oração principal. Ex.: “faltava solo fértil, de modo que desenvolveram técnicas”. No texto, a falta de solo fértil não é consequência, mas finalidade. A conjunção “para” não é consecutiva. A alternativa confunde finalidade com consequência.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece valores semânticos próximos (causal, concessivo, condicional) para confundir com o valor final. A chave é identificar a conjunção “para” e testar o sentido de finalidade.

PEGA ESSA DICA!

Ao classificar orações adverbiais, pergunte sempre: “qual a circunstância?”. Se a oração responde a “para quê?”, é final; se responde a “por quê?”, é causal; se responde a “em que condição?”, é condicional.

Gabarito: letra D.

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