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Questão de Português — Termos Integrantes (Objeto Direto e Indireto, Complemento Nominal e Agente da Passiva) — Quadrix 2025

PortuguêsTermos Integrantes (Objeto Direto e Indireto, Complemento Nominal e Agente da Passiva)
Código
qa667632
Banca
Quadrix
Órgão
CORE RJ
Ano
2025
Cargo
Ass Jur ( )

Com o início da agricultura, a civilização começou a se organizar em sociedades fixas. A produção de alimentos excedentes levou ao escambo, onde os grupos trocavam produtos que não produziam por aqueles de que necessitavam. Este sistema de troca direta marcou o início das práticas comerciais, permitindo que diferentes comunidades se especializassem em certas produções e trocassem seus excedentes.

 

A história do comércio é também a história da inovação. Com o avanço da Idade dos Metais, objetos metálicos começaram a ser utilizados nas trocas, evoluindo para as primeiras formas de moeda. Esses objetos, inicialmente utilizados por seu valor material, logo passaram a representar um valor mais abstrato, facilitando as transações comerciais e marcando o início de um sistema monetário mais estruturado. A adoção da moeda foi um divisor de águas na história do comércio, permitindo uma expansão significativa das atividades comerciais.

 

Os fenícios, pioneiros no comércio marítimo, desenvolveram técnicas avançadas de navegação para superar a falta de solo fértil. Eles trocavam tecidos e cedro, uma madeira típica de sua região, com outros povos, estabelecendo uma rede de comércio internacional. A habilidade dos fenícios em navegar e comercializar não só fortaleceu suas próprias economias, mas também facilitou a disseminação de culturas, tecnologias e ideias entre diferentes civilizações.

 

O comércio na Europa cresceu significativamente a partir do século XI, especialmente com as feiras medievais, que reuniam mercadores de várias partes do mundo. A história do comércio durante este período destaca a crescenteimportância da moeda como meio principal de troca. A diversidade de moedas nas feiras levou ao surgimento dos cambistas, que trocavam moedas de diferentes regiões. Esses cambistas, colocando as moedas em banquinhos de madeira para examiná‑las, tornaram‑se conhecidos como banqueiros. Eventualmente, os banqueiros começaram a oferecer serviços financeiros, como empréstimos a juros e armazenamento de dinheiro, criando uma base para o sistema bancário moderno.

 

Com o aumento populacional e as transformações socioeconômicas, as pessoas começaram a deixar os feudos e migrar para as cidades, conhecidas como burgos. Esses centros urbanos emergentes tornaram‑se polos de comércio e inovação. Pequenos mercados surgiram nesses burgos, onde comerciantes locais expunham e trocavam mercadorias. A história do comércio nesse período é marcada pelo crescimento da burguesia, uma classe social composta por comerciantes e artesãos que se tornaram cada vez mais influentes.

 

A burguesia desempenhou um papel crucial na Revolução Industrial do século XVIII, financiando inovações tecnológicas e novas formas de produção. A ascensão dessa classe social não só transformou o comércio, mas também a estrutura econômica e social das sociedades europeias. O apoio financeiro e o espírito empreendedor da burguesia foram fundamentais para o desenvolvimento das práticas comerciais modernas, que continuam a evoluir até hoje.

Internet: <www.soarespereira.com.br> (com adaptações).

Texto para a questão.

 

O termo “pelo crescimento da burguesia” na oração de que participa, é o

  1. Aagente da passiva.
  2. Bcomplemento verbal indireto.
  3. Ccomplemento nominal.
  4. Dadjunto adverbial.
  5. Esujeito paciente.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — agente da passiva.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Agente da passiva: “pelo crescimento da burguesia”

Gabarito: letra A. O termo “pelo crescimento da burguesia” é agente da passiva, pois integra uma oração na voz passiva analítica — formada pelo verbo auxiliar ser + particípio — e indica quem pratica a ação sofrida pelo sujeito. No texto, lê-se: “A história do comércio nesse período é marcada pelo crescimento da burguesia”. Aí, “é marcada” é a locução passiva; “pelo crescimento da burguesia” é o agente que pratica a ação de marcar.

O comando

A questão pede a função sintática de um termo preposicionado dentro de uma oração. Isso é gramática aplicada ao texto: não se trata de interpretar o sentido, mas de reconhecer a estrutura sintática da frase. O comando é direto: “O termo ... é o”. Portanto, a resolução exige análise sintática do trecho em que o termo aparece.

O texto e a oração-chave

No 5º parágrafo, o autor escreve:

“A história do comércio nesse período é marcada pelo crescimento da burguesia.”

A oração relevante é: “A história do comércio nesse período é marcada pelo crescimento da burguesia”. Vamos decompô-la:

  • Sujeito paciente: “A história do comércio nesse período” — sofre a ação de ser marcada.

  • Locução verbal: “é marcada” — verbo auxiliar ser + particípio marcada = voz passiva analítica.

  • Agente da passiva: “pelo crescimento da burguesia” — quem pratica a ação de marcar.

Para confirmar, passe para a voz ativa: “O crescimento da burguesia marcou a história do comércio nesse período.” O agente da passiva vira sujeito da ativa. Essa é a prova definitiva.

A técnica que decide

O agente da passiva é o termo que pratica a ação quando o verbo está na voz passiva. Ele vem sempre precedido de preposição, geralmente por (ou de, mais raramente). Na frase, “pelo” = por + o, preposição exigida pela locução passiva. As demais funções não se aplicam:

  • Complemento verbal indireto (objeto indireto): complementa um verbo transitivo indireto, não uma locução passiva.

  • Complemento nominal: completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), não de um verbo.

  • Adjunto adverbial: termo acessório que indica circunstância (tempo, lugar, causa etc.), não pratica ação.

  • Sujeito paciente: é o termo que sofre a ação, não quem a pratica.

1O que é
Pratica a ação na voz passiva
Preposição "por" (ou "de")
2Como identificar
Passar para a voz ativa
Vira sujeito da ativa
3Confusões comuns
Sujeito paciente (sofre a ação)
Objeto indireto (verbo transitivo indireto)
Complemento nominal (liga-se a nome)
Adjunto adverbial (circunstância)
Agente da passiva
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Agente da passiva: O que é (Pratica a ação na voz passiva, Preposição "por" (ou "de")); Como identificar (Passar para a voz ativa, Vira sujeito da ativa); Confusões comuns (Sujeito paciente (sofre a ação), Objeto indireto (verbo transitivo indireto), Complemento nominal (liga-se a nome), Adjunto adverbial (circunstância))

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O termo “pelo crescimento da burguesia” é agente da passiva. A oração está na voz passiva analítica (“é marcada”), e o termo preposicionado indica quem pratica a ação. A passagem para a voz ativa confirma: “O crescimento da burguesia marcou a história do comércio nesse período.” O agente vira sujeito da ativa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Complemento verbal indireto (objeto indireto) complementa um verbo transitivo indireto, como em “preciso de ajuda”. Aqui, o termo não complementa um verbo que exija preposição; ele integra uma locução passiva. A banca tenta confundir o candidato com a preposição “por”, mas ela é característica do agente da passiva, não do objeto indireto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Complemento nominal completa o sentido de um nome (substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio), como em “orgulho da filha”. No trecho, “pelo crescimento da burguesia” não se liga a um nome; liga-se ao verbo “marcada” na voz passiva. A preposição é exigida pela locução passiva, não por um nome.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Adjunto adverbial é termo acessório que indica circunstância (tempo, lugar, causa, modo etc.), como “chegou cedo”. O termo em questão não indica circunstância; indica o agente da ação verbal. A banca pode tentar fazer o candidato pensar em “causa”, mas a estrutura sintática é de voz passiva, não de adjunto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Sujeito paciente é o termo que sofre a ação na voz passiva. Na oração, o sujeito paciente é “A história do comércio nesse período”, que recebe a ação de ser marcada. “Pelo crescimento da burguesia” pratica a ação, logo é agente da passiva, não sujeito paciente.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre agente da passiva e sujeito paciente. O agente pratica a ação; o sujeito paciente a sofre. A preposição “por” é a pista clássica do agente.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar o agente da passiva, passe a frase para a voz ativa. O termo que virar sujeito é o agente. Ex.: “O crescimento da burguesia marcou a história.” → “pelo crescimento da burguesia” é agente.

Gabarito: letra A.

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