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Questão de Português — Preposição — FUNDATEC 2025

PortuguêsPreposição
Código
qa667648
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Restinga Sêca
Ano
2025
Cargo
Aux Esc ( )

O abandono dos chafarizes e o que isso diz sobre Porto Alegre

Por Paulo Germano

 

 Se tem uma coisa que me irrita a ponto de querer escrever um manifesto, empunhar um megafone e liderar uma revolução em Porto Alegre, essa coisa são os chafarizes. Quer dizer: eu adoro chafarizes, o que me aborrece é a decadência a que eles foram relegados. Em que momento virou normal tanta fonte desativada? Quando passamos a aceitar essa humilhação?

 

E, por favor, antes de contestar a relevância do assunto, ou acusar de supérfluas as minhas angéstias, permita-me dizer que nada, absolutamente nada, em uma cidade pode ser mais importante do que o espaço público. E são equipamentos como chafarizes, monumentos, mirantes, coretos, canteiros, espelhos d'água, recantos e pergolados que tornam o espaço público mais atrativo. É esse tipo de detalhe que faz uma cidade interessante.

 

Imagem associada para resolução da questãoAh, mas, para o povo, isso não importa nada! 

 

Claro que importa, especialmente para os mais pobres. Quem tem dinheiro pega um avião e, daqui a algumas horas, estará debruçado sobre o mármore imaculado da Fontana di Trevi, em Roma, ou enfeitiçado pelo balé cintilante da Fonte Mágica de Montjuïc, em Barcelona. Quem é pobre, não. Para o pobre, restam os encantos (ou desencantos) de passear pela própria cidade. 

 

Sinto vergonha quando vou à Redenção, o parque mais importante do Estado, e vejo aquela robusta fonte do eixo central eternamente desligada. Pertinho dela, a pouco mais de cem metros, repousa o belíssimo Chafariz Imperial, importado da França no século 19, e o coitado nunca jorra uma gota. Além de atrair visitantes e orgulhar moradores, esses ornamentos deveriam contar a nossa história. 

 

A Fonte Talavera de la Reina, por exemplo, em frente ao Paço Municipal, foi um presente da colônia espanhola, em 1935, para celebrar o centenário da Revolução Farroupilha. Ela é linda, até passou por uma reforma recente, mas, sem cumprir sua função mais básica, que é esguichar água e encantar nossos olhos, ninguém dá a mínima para ela. 

 

Também tem chafariz inativo na Praça da Alfândega, na Praça Japão, em frente ao Mercado Público, no Largo dos Açorianos, na Praça Júlio de Castilhos, na praça em frente ao Colégio Rosário. Cada fonte silenciosa é a perda de um espaço público que deveria inspirar, acolher, fazer a gente querer voltar. Porque uma cidade que não liga seus chafarizes também vai desligando sua alma.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/paulo-germano/noticia/2024/12/o-abandono-dos-chafarizes-e-o-que-isso-diz-sobre-porto-alegre – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento retirado do texto “É esse tipo de detalhe que faz uma cidade interessante”, assinale a alternativa que classifica corretamente a palavra sublinhada.

  1. AAdjetivo.
  2. BArtigo.
  3. CPreposição.
  4. DPronome.
  5. EVerbo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Preposição.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classificação da palavra "de" em "É esse tipo de detalhe que faz uma cidade interessante"

Gabarito: letra C. A palavra sublinhada "de" é uma preposição, pois liga o substantivo "tipo" ao substantivo "detalhe", estabelecendo uma relação de especificação (que tipo? de detalhe). Como se lê no trecho: "É esse tipo de detalhe que faz uma cidade interessante". A preposição é uma classe invariável que conecta palavras, subordinando um termo a outro.

O comando pede a classificação morfológica da palavra sublinhada, ou seja, a classe gramatical a que ela pertence. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise morfológica de um vocábulo no contexto da frase. Para resolver, é preciso identificar a função da palavra "de" na estrutura: ela liga "tipo" a "detalhe", indicando que "detalhe" especifica o tipo. Essa é a função típica de uma preposição.

No trecho, "de" é uma preposição essencial, invariável, que introduz um complemento nominal ("de detalhe" completa o sentido do substantivo "tipo"). A preposição não exerce função sintática própria, mas participa da construção de adjuntos e complementos. Aqui, ela é exigida pelo nome "tipo" (quem é tipo, é tipo de algo).

A banca explora a confusão entre preposição e outras classes, como artigo, pronome e adjetivo. O candidato pode ser tentado a achar que "de" é artigo (mas artigo é "o/a/os/as"), ou pronome (mas pronome substitui ou acompanha o nome, e "de" não o faz). A palavra "de" é invariável e não pode ser flexionada, o que a afasta de adjetivo e verbo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece classes que podem parecer plausíveis, mas "de" é uma preposição clássica. A confusão mais comum é com o artigo "a" (que não aparece aqui) ou com o pronome "o" (que também não aparece). Fique atento: preposição é invariável e liga termos.

"de" (classe gramatical)
  • 1Função
    • Liga "tipo" a "detalhe"
    • Relação de especificação
    • Invariável
  • 2Não é
    • Adjetivo (não caracteriza)
    • Artigo (não determina)
    • Pronome (não substitui)
    • Verbo (não expressa ação)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Adjetivo é uma classe que caracteriza o substantivo, variando em gênero e número (ex.: "cidade interessante"). No trecho, "de" não caracteriza "tipo" nem "detalhe"; apenas os conecta. Portanto, não é adjetivo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Artigo é a classe que antecede o substantivo, definindo-o ou indefinindo-o (o, a, os, as, um, uns, uma, umas). "De" não é artigo, pois não acompanha diretamente um substantivo com função de determiná-lo. A forma "de" não pertence ao paradigma dos artigos.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Preposição é a classe invariável que liga duas palavras, estabelecendo relação de subordinação entre elas. No trecho, "de" liga "tipo" a "detalhe", formando o adjunto adnominal "de detalhe" (ou complemento nominal, dependendo da análise). A preposição é essencial e invariável, e aqui tem valor de especificação. Como se lê: "É esse tipo de detalhe..." — "de detalhe" especifica o tipo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Pronome é a classe que substitui ou acompanha o nome, referindo-se a algo já mencionado ou anunciado (ele, ela, isso, que, etc.). "De" não substitui nem acompanha um nome com função referencial; é um conectivo. Portanto, não é pronome.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Verbo é a classe que expressa ação, estado ou fenômeno, variando em tempo, modo, número e pessoa. "De" não expressa nenhuma ação nem estado; é uma palavra invariável de ligação. Logo, não é verbo.

Conclusão: a palavra "de" é uma preposição, pois liga "tipo" a "detalhe", estabelecendo relação de especificação. As demais classes (adjetivo, artigo, pronome, verbo) não se aplicam, pois "de" é invariável e conectiva. Gabarito: letra C.

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