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Questão de Português — Pronomes Pessoais — FUNDATEC 2025

PortuguêsPronomes Pessoais
Código
qa667650
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Restinga Sêca
Ano
2025
Cargo
Aux Esc ( )

O abandono dos chafarizes e o que isso diz sobre Porto Alegre

Por Paulo Germano

 

 Se tem uma coisa que me irrita a ponto de querer escrever um manifesto, empunhar um megafone e liderar uma revolução em Porto Alegre, essa coisa são os chafarizes. Quer dizer: eu adoro chafarizes, o que me aborrece é a decadência a que eles foram relegados. Em que momento virou normal tanta fonte desativada? Quando passamos a aceitar essa humilhação?

 

E, por favor, antes de contestar a relevância do assunto, ou acusar de supérfluas as minhas angéstias, permita-me dizer que nada, absolutamente nada, em uma cidade pode ser mais importante do que o espaço público. E são equipamentos como chafarizes, monumentos, mirantes, coretos, canteiros, espelhos d'água, recantos e pergolados que tornam o espaço público mais atrativo. É esse tipo de detalhe que faz uma cidade interessante.

 

Imagem associada para resolução da questãoAh, mas, para o povo, isso não importa nada! 

 

Claro que importa, especialmente para os mais pobres. Quem tem dinheiro pega um avião e, daqui a algumas horas, estará debruçado sobre o mármore imaculado da Fontana di Trevi, em Roma, ou enfeitiçado pelo balé cintilante da Fonte Mágica de Montjuïc, em Barcelona. Quem é pobre, não. Para o pobre, restam os encantos (ou desencantos) de passear pela própria cidade. 

 

Sinto vergonha quando vou à Redenção, o parque mais importante do Estado, e vejo aquela robusta fonte do eixo central eternamente desligada. Pertinho dela, a pouco mais de cem metros, repousa o belíssimo Chafariz Imperial, importado da França no século 19, e o coitado nunca jorra uma gota. Além de atrair visitantes e orgulhar moradores, esses ornamentos deveriam contar a nossa história. 

 

A Fonte Talavera de la Reina, por exemplo, em frente ao Paço Municipal, foi um presente da colônia espanhola, em 1935, para celebrar o centenário da Revolução Farroupilha. Ela é linda, até passou por uma reforma recente, mas, sem cumprir sua função mais básica, que é esguichar água e encantar nossos olhos, ninguém dá a mínima para ela. 

 

Também tem chafariz inativo na Praça da Alfândega, na Praça Japão, em frente ao Mercado Público, no Largo dos Açorianos, na Praça Júlio de Castilhos, na praça em frente ao Colégio Rosário. Cada fonte silenciosa é a perda de um espaço público que deveria inspirar, acolher, fazer a gente querer voltar. Porque uma cidade que não liga seus chafarizes também vai desligando sua alma.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/paulo-germano/noticia/2024/12/o-abandono-dos-chafarizes-e-o-que-isso-diz-sobre-porto-alegre – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta um pronome pessoal oblíquo.
  1. A“eles”
  2. B“me”
  3. C“essa”
  4. D“minhas”
  5. E“isso”
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — “me”

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pronome pessoal oblíquo: identificando na frase

Gabarito: letra B. O pronome "me" é um pronome pessoal oblíquo átono, como se vê no trecho do texto: "Se tem uma coisa que me irrita a ponto de querer escrever um manifesto". As demais alternativas trazem pronomes de outras classes (demonstrativos, possessivos) ou o pronome pessoal reto "eles".

O comando

A questão pede que você assinale a alternativa que apresenta um pronome pessoal oblíquo. Isso é uma tarefa de classificação morfológica: você precisa reconhecer, entre as palavras destacadas, qual pertence à subclasse dos pronomes pessoais oblíquos. Não há interpretação de texto envolvida — a resposta está na natureza gramatical da palavra, não no sentido que ela adquire no contexto.

O texto

O texto fala sobre o abandono dos chafarizes em Porto Alegre e a importância do espaço público. Mas, para esta questão, o conteúdo é irrelevante: o que importa é a forma das palavras. Veja o trecho onde aparece o "me":

"Se tem uma coisa que me irrita a ponto de querer escrever um manifesto"

Aqui, "me" exerce a função de objeto direto do verbo "irritar" (irrita a mim). Essa é a função típica dos pronomes oblíquos: complemento verbal, não sujeito.

A técnica

Para resolver, você precisa memorizar a lista dos pronomes pessoais:

  • Retos (função de sujeito): eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas.

  • Oblíquos átonos (complemento sem preposição): me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as.

  • Oblíquos tônicos (sempre com preposição): mim, comigo, ti, contigo, si, consigo, etc.

O pronome "me" é átono e funciona como complemento verbal. No trecho, "me irrita" = "irrita a mim", ou seja, "me" é objeto direto. Essa é a assinatura do oblíquo: nunca é sujeito.

Pronomes pessoais
  • 1Retos (sujeito)
    • eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas
  • 2Oblíquos átonos (complemento sem preposição)
    • me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as
  • 3Oblíquos tônicos (com preposição)
    • mim, comigo, ti, contigo, si, consigo
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Alternativa A — ❌ Incorreta

"eles" é pronome pessoal reto (3ª pessoa do plural), usado como sujeito. No texto, aparece em "Eles são lindos" (não citado, mas a forma é reta). A banca tenta confundir: "eles" é pessoal, mas não oblíquo. Erro: troca de subclasse — reto no lugar de oblíquo.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"me" é pronome pessoal oblíquo átono de 1ª pessoa do singular. No texto: "que me irrita" — funciona como objeto direto de "irritar". É exatamente o que a questão pede. Correta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"essa" é pronome demonstrativo (indica posição no espaço/texto). No texto: "essa coisa" — acompanha o substantivo "coisa", funcionando como pronome adjetivo. Não é pessoal, logo não é oblíquo. Erro: classe diferente — demonstrativo no lugar de pessoal.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"minhas" é pronome possessivo (indica posse). No texto: "as minhas angústias" — acompanha o substantivo "angústias". Não é pessoal, logo não é oblíquo. Erro: classe diferente — possessivo no lugar de pessoal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"isso" é pronome demonstrativo (neutro, retoma ideia anterior). No texto: "isso não importa nada" — refere-se a algo já dito. Não é pessoal, logo não é oblíquo. Erro: classe diferente — demonstrativo no lugar de pessoal.

Fechamento

A regra de ouro: pronome oblíquo é aquele que substitui complemento, nunca sujeito. Decore a lista dos oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as) e dos tônicos (mim, ti, si, comigo, contigo, consigo). Na dúvida, teste: "me" pode ser trocado por "a mim"? Se sim, é oblíquo. As demais alternativas caem por serem de outras classes (demonstrativo, possessivo) ou por serem retas.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de classificação, grife a palavra e pergunte: "ela substitui o sujeito ou o complemento?". Se for complemento, é oblíquo. Memorize a lista dos oblíquos átonos — é a mais cobrada.

Gabarito: letra B

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