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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — FUNDATEC 2025

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa667741
Banca
FUNDATEC
Órgão
IF RS
Ano
2025
Cargo
Ass ( )

Motoristas porto-alegrenses 

 

Por Fabrício Carpinejar

 

Será que o pisca foi suspenso em Porto Alegre?

 

Será que não estou ciente de alguma alteração no código de trânsito gaudério? 

 

Você está dirigindo de boa, e de repente os veículos vizinhos vão mudando de pista sem avisar, num zigue-zague frenético e intempestivo. Passam da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, como se não estivessem acompanhados, como se a cidade se mostrasse deserta, antecipando a solidão das madrugadas nos horários de pico.

 

Entram numa garagem ou numa rua sem nenhuma advertência, do nada, numa existência viária vazia de sentido.

 

Parece que todos os motoristas porto-alegrenses decidem de última hora, ou estão perdidos, ou não sabem bem o que fazer nem aonde ir.

 

Adivinhar as manobras alheias surpreendentes não requer uma direção defensiva, mas blindada. 

 

Você não desgruda um segundo do retrovisor. Pilota mais olhando para o retrovisor do que para frente. As laterais formam seu vidro dianteiro. 

 

Tem que ser médium, para não bater ou colidir com os desatinos imprevidentes. 

 

Não é que o pisca é acionado depois do movimento executado, ele sequer é concedido, numa travessia às cegas.

 

Às vezes, penso que ingressei em uma autopista de fantasmas. Os ectoplasmas surgem e desaparecem, e é você que está delirando e enxergando vultos. 

 

Para sair de casa, é exigida uma coragem sobrenatural. 

 

Será preguiça de dar a seta? Eu dou seta até na garagem. Até no momento de estacionar na minha vaga. Por hábito. Pela força do hábito. Assim como o cinto, que somente desafivelo ao desembarcar.

 

O pisca é localizado perto do volante para ninguém ter trabalho ao utilizá-lo. Trata-se do antídoto da buzina. Dificilmente contará com a urgência de buzinar se todos ligarem o tradicional sinal luminoso. O sinal sonoro só é necessário em derradeiro caso, pela ausência do sinal luminoso. 

 

Estamos consolidando uma nova cultura de desorientação. Os motoristas dirigem como se fossem pedestres. Como se estivessem caminhando. Alternam o lado impunemente, e contornam os obstáculos do mesmo modo que realizariam uma andança nas calçadas pelo bairro.

 

A crença é que estão a pé, donos de seus passos, e não conduzindo máquinas perigosas e mortíferas capazes de atropelar e provocar acidentes.

 

Esquecem que são uma das peças dentro de um conjunto, que qualquer ato ignorado influencia as demais num tabuleiro complexo de ação-reação.

 

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2025/02/parece-que-todos

-os-motoristas-porto-alegrenses-nao-sabem-bem-o-que-fazer-cm72dvtfp003a01arz6bw58y5.

html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta a correta reescrita do trecho a seguir, sem causar alterações significativas ao seu sentido original, considerando o que as expressões se referem no texto:

 

“O sinal sonoro só é necessário em derradeiro caso, pela ausência do sinal luminoso”.

 

  1. AA buzina só é necessária em último caso, pela ausência da seta.
  2. BA buzina só é necessária em primeiro caso, pela ausência da seta.
  3. CA seta só é necessária em último caso, pela ausência da buzina.
  4. DA seta só é necessária em primeiro caso, pela ausência da buzina.
  5. EA seta não é necessária em último caso, pela ausência da buzina.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — A buzina só é necessária em último caso, pela ausência da seta.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita com substituição de palavras: “sinal sonoro” e “sinal luminoso” — Gabarito: letra A.

Gabarito: letra A. A reescrita correta é “A buzina só é necessária em último caso, pela ausência da seta”, pois “sinal sonoro” e “sinal luminoso” são substituídos, respectivamente, por “buzina” e “seta”, mantendo a mesma relação de sentido: a buzina só é usada quando falta a seta. A passagem que ancora essa leitura está no texto: “O pisca é localizado perto do volante para ninguém ter trabalho ao utilizá-lo. Trata-se do antídoto da buzina. Dificilmente contará com a urgência de buzinar se todos ligarem o tradicional sinal luminoso. O sinal sonoro só é necessário em derradeiro caso, pela ausência do sinal luminoso.”

O comando pede uma reescrita que não altere o sentido original e que respeite a que as expressões se referem no texto. Isso significa que você deve trocar as palavras por sinônimos ou equivalentes contextuais, mas sem inverter a relação lógica entre elas. Aqui, a relação é de causa e consequência: a buzina (sinal sonoro) só é necessária porque falta a seta (sinal luminoso).

No texto, o autor critica os motoristas que não usam o pisca (seta). Ele diz que o pisca é o “antídoto da buzina”: se todos usassem a seta, a buzina seria desnecessária. Portanto, a buzina é um recurso extremo, usado apenas quando o sinal luminoso (seta) está ausente. A reescrita correta deve preservar exatamente essa ideia.

A técnica para resolver é simples: identifique os referentes — “sinal sonoro” = buzina, “sinal luminoso” = seta — e mantenha a ordem lógica (buzina só em último caso, por falta da seta). As distratoras invertem essa relação ou trocam os termos, o que altera completamente o sentido.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca os referentes: em vez de “sinal sonoro” e “sinal luminoso”, usa “buzina” e “seta”, e inverte a ordem dos termos nas distratoras, fazendo o candidato confundir qual é qual.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“A buzina só é necessária em último caso, pela ausência da seta.”

Esta é a paráfrase fiel do trecho original. Veja a correspondência:

Original

Reescrita

sinal sonoro

buzina

sinal luminoso

seta

derradeiro caso

último caso

A relação de causa (“pela ausência”) é mantida: a buzina só é necessária porque falta a seta. O sentido é idêntico ao do texto, que afirma: “O sinal sonoro só é necessário em derradeiro caso, pela ausência do sinal luminoso.”

Alternativa B — ❌ Incorreta

“A buzina só é necessária em primeiro caso, pela ausência da seta.”

O erro está em “primeiro caso”, que contradiz o sentido de “derradeiro caso” (último caso). A buzina é um recurso extremo, usado apenas quando a seta não é acionada — não é o primeiro recurso. A troca de “derradeiro” por “primeiro” inverte a hierarquia e altera o sentido.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“A seta só é necessária em último caso, pela ausência da buzina.”

Aqui há dupla inversão: troca-se o sujeito (seta no lugar de buzina) e a causa (ausência da buzina). O texto diz o contrário: a buzina é que só é necessária em último caso, pela ausência da seta. Esta alternativa contradiz frontalmente o texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“A seta só é necessária em primeiro caso, pela ausência da buzina.”

Mesmo erro da C, agravado por “primeiro caso”. A seta é o recurso normal, usado por hábito (como o autor diz: “Eu dou seta até na garagem”), não um recurso de último caso. A alternativa inverte a relação e ainda usa “primeiro”, o que contradiz o texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“A seta não é necessária em último caso, pela ausência da buzina.”

Além de inverter os referentes (seta/buzina), a alternativa nega a necessidade da seta (“não é necessária”), o que contradiz o texto, que valoriza o uso da seta como hábito e segurança. O texto diz que a buzina é que é dispensável quando a seta é usada, não o contrário.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de reescrita, grife os referentes no texto original (ex.: “sinal sonoro” = buzina) e teste cada alternativa perguntando: “a relação de causa/condição foi mantida? os termos foram trocados corretamente?”. Se houver inversão de sujeito ou de causa, está errada.

Conclusão: a única reescrita que preserva o sentido e a referência é a letra A, pois mantém a relação “buzina só em último caso, por falta da seta”. As demais invertem os termos ou contradizem o texto.

Gabarito: letra A.

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