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Questão de Português — Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) — Quadrix 2025

PortuguêsPontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)
Código
qa668104
Banca
Quadrix
Órgão
CRMV TO
Ano
2025
Cargo
Fisc ( )

Veterinário do Tocantins é o primeiro brasileiro a

receber prêmio internacional de fertilização in vitro

 

Pioneiro na área de fecundação in vitro em rebanho bovino, o veterinário Enoch Borges de Oliveira Filho foi o primeiro brasileiro a receber o prêmio da Sociedade Internacional de Tecnologia de Embriões (IETS). O título é uma espécie de ‘Nobel’ na área de embriologia e reprodução animal e já homenageou outros 48 pesquisadores, todos estrangeiros. A premiação deste ano foi na cidade de Lima, no Peru.

A técnica desenvolvida por Enoch é fruto do trabalho de pós‑doutorado realizado na Europa no final da década de 1980. Ao voltar para o Brasil, o pesquisador trouxe a tecnologia para ser adaptada aqui. O resultado deu certo. Em janeiro de 1991, os primeiros embriões de fecundação in vitro do mundo foram produzidos nos laboratórios da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em um projeto liderado por Enoch.

 

“Eu adaptei uma técnica de produção de bezerro de proveta, que já existia na Europa mas não funcionava aqui no Brasil. A partir dessa técnica, o Brasil se tornou o maior produtor de embrião de gado do mundo”, relata.

 

Graças à inovação de Enoch, o Brasil é, atualmente, responsável por 35,1% dos embriões fecundados in vitro do mundo. O melhoramento genético que essa técnica proporciona permite o melhor desenvolvimento dos gados de corte, fazendo com que a carne seja de mais qualidade. Uma técnica tão inovadora é motivo de orgulho não só pessoal, mas para todo o país.

 

Morador do Tocantins há 23 anos, Enoch veio para o estado em busca de tranquilidade e de novos desafios para aplicar a técnica nas fazendas tocantinenses. “Esse melhoramento genético acelerado é fruto da tecnologia de ponta, que hoje pode serusada comercialmente. O gado no Tocantins melhorou muito nesse período, porque os criadores acreditaram nessas técnicas, desenvolvendo os rebanhos”, ressalta o professor aposentado.

 

Entre as principais vantagens do uso da fertilização in vitro está a possibilidade de acelerar a produção de bezerros com características genéticas superiores. Essa técnica pode melhorar a qualidade do rebanho em um tempo menor do que o considerado normal.

 

“Isso veio confirmar que existe um ganho genético muito rápido com essa fertilização devido ao grande número de descendentes em animais superiores, principalmente fêmeas”, completa o professor.

 

Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Texto para a questão.

 

No período “que já existia na Europa mas não funcionava aqui no Brasil”, ocorre problema de pontuação que se deve ao fato de não haver

  1. Aponto e vírgula isolando “na Europa”.
  2. Bvírgula isolando a oração adversativa.
  3. Cvírgula isolando o termo “na Europa”.
  4. Dponto‑final após “Europa”.
  5. Edois‑pontos após “aqui”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — vírgula isolando a oração adversativa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pontuação: a vírgula obrigatória antes da oração adversativa

Gabarito: letra B. O problema de pontuação no trecho “que já existia na Europa mas não funcionava aqui no Brasil” é a ausência de vírgula isolando a oração adversativa introduzida por “mas”. A regra é clara: orações coordenadas adversativas devem ser separadas por vírgula, e essa vírgula é obrigatória — não é questão de estilo, é exigência sintática. A passagem que decide está no 3º parágrafo do texto, na fala do veterinário:

“Eu adaptei uma técnica de produção de bezerro de proveta, que já existia na Europa mas não funcionava aqui no Brasil.”

A oração “mas não funcionava aqui no Brasil” é coordenada sindética adversativa, e a vírgula que deveria precedê-la foi omitida. A forma correta seria: “que já existia na Europa, mas não funcionava aqui no Brasil”.

O comando da questão

O enunciado pergunta qual é o problema de pontuação no período destacado. Isso é uma questão de gramática aplicada ao texto: você precisa identificar a função sintática das orações e aplicar a regra de pontuação correspondente. Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise sintática — saber que “mas” inicia uma oração coordenada adversativa e que essa oração exige vírgula antes da conjunção.

A técnica que decide

  1. Identifique a conjunção: “mas” é a conjunção coordenativa adversativa por excelência (junto com “porém”, “contudo”, “todavia”).

  2. Reconheça a oração: “mas não funcionava aqui no Brasil” é uma oração coordenada sindética adversativa, pois expressa oposição à ideia anterior (“já existia na Europa”).

  3. Aplique a regra: orações coordenadas adversativas exigem vírgula antes da conjunção. A vírgula é obrigatória, não facultativa.

A forma correta seria: “que já existia na Europa, mas não funcionava aqui no Brasil”. A vírgula separa as duas orações coordenadas e marca a oposição.

Análise das alternativas

1Conjunções
mas
porém
contudo
todavia
2Pontuação
Vírgula obrigatória antes da conjunção
Ausência = erro de pontuação
3Exemplo
"já existia na Europa, mas não funcionava aqui"
Oração coordenada adversativa
LEVELsoulevel.com.br
Oração coordenada adversativa: Conjunções (mas, porém, contudo, todavia); Pontuação (Vírgula obrigatória antes da conjunção, Ausência = erro de pontuação); Exemplo ("já existia na Europa, mas não funcionava aqui")

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: propõe o uso de ponto e vírgula isolando “na Europa”. O ponto e vírgula é usado para separar orações coordenadas mais longas ou itens de enumeração, mas aqui a oração adversativa é curta e a vírgula é o sinal adequado. Além disso, “na Europa” é um adjunto adverbial, não uma oração — não faz sentido isolá-lo com ponto e vírgula.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta: falta a vírgula antes da oração adversativa “mas não funcionava aqui no Brasil”. A regra é obrigatória: orações coordenadas adversativas são separadas por vírgula. A forma correta seria: “que já existia na Europa, mas não funcionava aqui no Brasil”.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: propõe vírgula isolando “na Europa”. “Na Europa” é um adjunto adverbial de lugar, e a vírgula aqui seria facultativa (e desnecessária, pois o adjunto é curto e está na ordem direta). O problema real não é isolar “na Europa”, mas separar a oração adversativa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: propõe ponto-final após “Europa”. Isso criaria um período fragmentado, pois “mas não funcionava aqui no Brasil” ficaria sem oração principal. O ponto-final é usado para encerrar períodos completos, não para separar orações coordenadas adversativas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: propõe dois-pontos após “aqui”. Os dois-pontos são usados para introduzir citações, enumerações ou explicações, não para separar orações coordenadas adversativas. Aqui não há nada a anunciar — há uma oposição a marcar, e isso se faz com vírgula.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato confundir a vírgula obrigatória da oração adversativa com outros usos de pontuação (ponto e vírgula, dois-pontos, ponto-final). A chave é identificar a conjunção “mas” e lembrar que ela exige vírgula antes.

PEGA ESSA DICA!

Ao ver “mas”, “porém”, “contudo”, “todavia”, pergunte-se: há vírgula antes? Se não, é erro de pontuação. A vírgula é obrigatória para separar orações coordenadas adversativas.

Gabarito: letra B.

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