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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — FUNDATEC 2025

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa668194
Banca
FUNDATEC
Órgão
BM RS
Ano
2025
Cargo
Sold ( )

Quando da tragédia brotam heróis e lições

Por Oscar Bessi

 

Ninguém seria capaz de imaginar tudo o que viveríamos naqueles dias, há exatamente um ano. O maio de 2024 ficará para sempre na memória de todos os gaúchos – e muito além de nós. O ímpeto implacável das águas, a fúria imbatível da natureza, o pavor incrédulo nas retinas. O caos, tão incontrolável quanto pavorosamente banal, numa calamidade desgovernada de assombrosas surpresas. Notícias trágicas em série, impensáveis, parecendo sair de um filme de ficção sobre o apocalipse. Cenas de desespero e dor. O ruir repentino de tudo o que julgávamos inatingível até então. Construções e pontes desabando feito frágeis castelos de cartas. Rios mudando seus cursos e devorando cidades. Morros e florestas vindo abaixo como se derretessem. Histórias e memórias e conquistas sendo apagadas como se fossem nada e nunca. Dias de medo. Dias de mortes. Dias de horror.

 

Mas eis que, da tragédia e das lágrimas que inundam tudo sob ferozes águas barrentas, surgem almas. Braços. Barcos, abraços e corações. Surge a entrega de heróis anônimos, que brotam em abundância de um sentimento de solidariedade jamais visto. Seres humanos iluminados que largam suas vidas para se dedicar às ações de solidariedade e resgate. Os integrantes das forças de segurança pública de todo o estado, mesmo as centenas afetadas em suas casas e suas vidas pela tragédia, se lançam à missão de salvar vidas. Todas as vidas. E proteger patrimônios. Porque, infelizmente, algumas mentes podres aproveitaram o momento de desespero para roubar e depredar, para cometer violências tão absurdas que uma legislação específica deveria punir, mas de forma exemplar e irrecorrível, por ser esta uma crueldade monstruosa: aproveitar-se e explorar a fragilidade e a dor dos seus semelhantes em meio ao caos.

 

Forças de segurança de outros estados vieram em peso ajudar os nossos. Civis, em grupos ou isoladamente, de todo o Brasil e até do exterior largaram tudo e vieram se engajar na missão de salvar vidas e proteger cidadanias. Cargas de doações incontáveis venceram estradas destruídas e chegaram onde houvesse alguém precisando. A tragédia nos ensinava que a natureza jamais se submete ao homem e pode se rebelar quando bem entender. Mas nos ensinava também que nós, humanos, ainda temos um belíssimo lado bom, que sabe ser solidário e resiliente. Que sabe ter extrema garra, coragem e bravura irmanadas a uma gigantesca e afetuosa dedicação ao próximo. Que sabe renunciar a tudo o que é seu apenas para que o outro possa aliviar a sua dor e sorrir. A tragédia nos arrancou pontes, levou casas e plantações, tirou vidas de entes queridos. Mas também fez florescer, no exemplo daqueles dias fatídicos, um jardim de heroísmo, amor e solidariedade jamais vistos.

 

(Disponível em: correiodopovo.com.br/blogs/oscarbessi – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita do trecho a seguir que esteja de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e que não apresente divergência significativa em relação ao sentido do trecho original.   “A tragédia nos arrancou pontes, levou casas e plantações, tirou vidas de entes queridos”.
  1. APontes foram arrancadas de nós, casas e plantações foram levadas, vidas de entes queridos foram tiradas pela tragédia.
  2. BPontes foram arrancadas de nós, casas e plantações foram levadas pelas vidas de entes queridos na tragédia.
  3. CPontes arrancaram de nós casas e plantações que foram levadas, vidas de entes queridos foram tiradas pela tragédia.
  4. DPontes arrancaram-se de nós, casas e plantações foram levadas, a tragédia foi tirada pela vida de entes queridos.
  5. EPontes nos arrancaram casas e plantações que foram levadas, vidas de entes queridos foram tiradas na tragédia.
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GabaritoA — Pontes foram arrancadas de nós, casas e plantações foram levadas, vidas de entes queridos foram tiradas pela tragédia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de Frases: Voz Passiva e Manutenção de Sentido

Gabarito: letra A. A alternativa A é a correta porque converte a frase ativa em voz passiva analítica sem alterar o sentido: o agente da passiva ("pela tragédia") corresponde exatamente ao sujeito da ativa ("A tragédia"), e os objetos diretos ("pontes", "casas e plantações", "vidas de entes queridos") viram sujeitos pacientes. Como se lê no trecho original: "A tragédia nos arrancou pontes, levou casas e plantações, tirou vidas de entes queridos" — a reescrita correta preserva essa relação de causa e consequência.

O comando pede uma reescrita que esteja de acordo com a norma-padrão e que não apresente divergência significativa de sentido. Isso significa que a alternativa deve ser gramaticalmente correta e manter a mesma relação lógica entre os elementos: a tragédia é o agente que pratica as ações; as pontes, casas, plantações e vidas são os objetos que sofrem as ações. A técnica central é identificar o sujeito agente e os objetos diretos na voz ativa e convertê-los corretamente para a voz passiva, usando o verbo auxiliar "ser" + particípio, e o agente da passiva introduzido por "por".

A armadilha da banca está em trocar o agente da passiva ou inverter a relação de causa e consequência. Em várias alternativas, o agente da passiva é trocado por "vidas de entes queridos" ou "pontes", o que muda completamente o sentido: não são as vidas que levam as casas, nem as pontes que arrancam as vidas. A banca também explora a confusão entre o que é sujeito e o que é objeto, fazendo parecer que as pontes arrancaram casas de nós, quando na verdade a tragédia arrancou pontes de nós.

Para resolver, teste cada alternativa perguntando: quem pratica a ação? No original, é a tragédia. Na reescrita, o agente da passiva deve ser "pela tragédia". Se o agente for outro, o sentido mudou. Além disso, verifique se os verbos estão na voz passiva correta (auxiliar + particípio) e se a concordância está adequada.

1Estrutura
Sujeito paciente (objeto da ativa)
Verbo auxiliar "ser" + particípio
Agente da passiva ("por")
2Conversão correta
Sujeito agente → agente da passiva
Objeto direto → sujeito paciente
3Erros comuns
Troca do agente da passiva
Inversão sujeito/objeto
Perda da relação de causa
Voz passiva analítica
LEVELsoulevel.com.br
Voz passiva analítica: Estrutura (Sujeito paciente (objeto da ativa), Verbo auxiliar "ser" + particípio, Agente da passiva ("por")); Conversão correta (Sujeito agente → agente da passiva, Objeto direto → sujeito paciente); Erros comuns (Troca do agente da passiva, Inversão sujeito/objeto, Perda da relação de causa)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Pontes foram arrancadas de nós, casas e plantações foram levadas, vidas de entes queridos foram tiradas pela tragédia."

Esta alternativa preserva integralmente o sentido do original. Observe a correspondência:

  • "A tragédia nos arrancou pontes" → "Pontes foram arrancadas de nós pela tragédia" (agente da passiva = tragédia).

  • "levou casas e plantações" → "casas e plantações foram levadas" (agente implícito, mas o contexto mantém a tragédia como agente).

  • "tirou vidas de entes queridos" → "vidas de entes queridos foram tiradas pela tragédia" (agente explícito).

A relação de causa e consequência é mantida: a tragédia é a causa de todas as ações. A gramática está correta: voz passiva analítica com concordância adequada ("pontes foram", "casas e plantações foram", "vidas foram").

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Pontes foram arrancadas de nós, casas e plantações foram levadas pelas vidas de entes queridos na tragédia."

Erro: troca do agente da passiva. No original, quem leva casas e plantações é a tragédia; aqui, o agente da passiva é "pelas vidas de entes queridos", o que inverte a relação de causa e consequência. As vidas não levam casas; elas são levadas. A alternativa contradiz o texto ao atribuir às vidas o papel de agente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Pontes arrancaram de nós casas e plantações que foram levadas, vidas de entes queridos foram tiradas pela tragédia."

Erro: inversão de sujeito e objeto. No original, a tragédia arranca pontes de nós; aqui, as pontes arrancam casas e plantações de nós. Isso contradiz o texto, pois as pontes são o objeto da ação, não o agente. A relação de causa e consequência é quebrada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Pontes arrancaram-se de nós, casas e plantações foram levadas, a tragédia foi tirada pela vida de entes queridos."

Erro: múltiplas distorções. "Pontes arrancaram-se de nós" é uma construção reflexiva que não corresponde ao original (a tragédia arranca pontes, não as pontes se arrancam). Além disso, "a tragédia foi tirada pela vida de entes queridos" inverte completamente o sentido: no original, a tragédia tira vidas; aqui, a vida tira a tragédia. A alternativa contradiz o texto e foge ao sentido original.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Pontes nos arrancaram casas e plantações que foram levadas, vidas de entes queridos foram tiradas na tragédia."

Erro: inversão de sujeito e objeto. Novamente, as pontes aparecem como agente de "arrancar", quando no original são o objeto. A frase "pontes nos arrancaram casas e plantações" contradiz o texto, pois quem arranca é a tragédia. Além disso, "na tragédia" é uma locução adverbial de lugar/tempo, não o agente da passiva, o que enfraquece a relação de causa.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o agente da passiva ("pelas vidas", "pelas pontes") ou inverte a relação de causa e consequência, fazendo parecer que as pontes arrancam casas ou que as vidas levam casas. A alternativa correta é a única que mantém a tragédia como agente.

PEGA ESSA DICA!

Ao reescrever para a voz passiva, identifique primeiro o sujeito agente da frase ativa e garanta que ele vire o agente da passiva (introduzido por "por"). Se o agente mudar, o sentido mudou.

Gabarito: letra A. A reescrita correta é a que preserva a relação de causa e consequência do original, mantendo a tragédia como agente das ações. As demais alternativas trocam o agente ou invertem os papéis sintáticos, o que gera divergência de sentido.

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