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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — Quadrix 2025

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa668199
Banca
Quadrix
Órgão
CFBIO
Ano
2025
Cargo
Ana Des ( )

Os vírus podem ser encontrados em todos os ambientes do mundo natural: em ebulição na água do mar, flutuando pela atmosfera e à espreita em minúsculos grãos de areia. Geralmente considerados seres não vivos, esses patógenos só conseguem se replicar com a ajuda de um hospedeiro e são capazes de sequestrar organismos de todos os ramos da árvore da vida — inclusive uma infinidade de células humanas.


Existem cerca de dez nonilhões de vírus (10 elevado a 31) em nosso planeta — o suficiente para atribuir um a cada estrela do universo 100 milhões de vezes. Na maioria das vezes, entretanto, nossa espécie consegue viver relativamente livre de doenças neste mundo repleto de vírus. O motivo tem menos a ver com a resiliência do corpo humano às doenças do que com as peculiaridades biológicas dos vírus, explica Sara Sawyer, virologista e ecologista de doenças da Universidade do Colorado, em Boulder. Esses patógenos são extremamente exigentes quanto às células que infectam, e apenas uma ínfima fração dos vírus que nos cercam representa realmente uma ameaça.


Ainda assim, conforme claramente demonstrado pela pandemia de covid‑19, surtos de novos vírus que afetam os humanos de fato acontecem — e eles não são tão inesperados quanto podem parecer.


Para obter previsões melhores e evitar surtos de doenças, os cientistas estão estudando as características que podem explicar por que alguns vírus, e não outros, são capazes de infectar humanos. Alguns sofrem mutações com mais frequência, talvez facilitando sua disseminação para novos hospedeiros, enquanto outros surgem após interações entre humanos e animais, que dão aos vírus oportunidade de se deslocarem entre espécies.


Quando se trata de epidemias, “padrões podem ser realmente observados”, afirma Raina Plowright, ecologista de doenças da Universidade Estadual de Montana. “E esses padrões são previsíveis.”


A maioria das novas doenças infecciosas atinge a população humana da mesma forma que a covid‑19: como uma zoonose, ou uma doença que infecta pessoas por meio de um animal. Acredita‑se que somente os mamíferos e as aves hospedem cerca de 1,7 milhão de vírus não descobertos — um número que incentivou cientistas de todo o mundo a pesquisar a vida selvagem da Terra em busca da causa da próxima pandemia que poderia atingir nossa espécie.


Bactérias, fungos e parasitas também podem ser transmitidos de animais para pessoas, mas esses patógenos geralmente se reproduzem sem infectar hospedeiros. Para qualquer hospedeiro, “existe um número muito pequeno de patógenos capazes de invadir suas células; a grande maioria dos vírus que encontramos simplesmente se afasta de nossas células, saindo de nossos corpos após uma visita inofensiva”, explica Sawyer.

 

Internet: <nationalgeographicbrasil.com> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Em relação a aspectos gramaticais do texto, julgue o item seguinte.


Estariam mantidas a correção gramatical e a coesão e a coerência textuais caso o segmento “100 milhões de vezes. Na maioria das vezes, entretanto, nossa espécie (...)” fosse reescrito da seguinte forma: 100 milhões de vezes, todavia, na maioria das vezes, nossa espécie (...).

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita com "todavia" — coesão e correção gramatical

Gabarito: letra C (Certo). A reescrita proposta mantém a correção gramatical e a coesão e a coerência textuais, pois a substituição de "entretanto" por "todavia" preserva o valor semântico de oposição/concessão e a pontuação adequada. A passagem original — "100 milhões de vezes. Na maioria das vezes, entretanto, nossa espécie (...)" — é reescrita como "100 milhões de vezes, todavia, na maioria das vezes, nossa espécie (...)", e ambas as formas são conectivos adversativos equivalentes, intercalados por vírgulas, sem prejuízo ao sentido ou à estrutura sintática.

O comando

A questão pede um julgamento sobre reescrita de frases: verificar se a substituição de um conectivo por outro, com ajuste de pontuação, mantém a correção gramatical e a coesão/coerência. Não se trata de interpretação de conteúdo, mas de análise gramatical e semântica de um trecho específico. O foco está no valor do conectivo e na sua função coesiva.

O texto e o trecho analisado

O texto discute a presença dos vírus na natureza e a capacidade de infectar humanos. O trecho em questão aparece no segundo parágrafo:

"Existem cerca de dez nonilhões de vírus (10 elevado a 31) em nosso planeta — o suficiente para atribuir um a cada estrela do universo 100 milhões de vezes. Na maioria das vezes, entretanto, nossa espécie consegue viver relativamente livre de doenças neste mundo repleto de vírus."

Aqui, "entretanto" introduz uma oposição entre a ideia anterior (a quantidade imensa de vírus) e a seguinte (a espécie humana vive relativamente livre de doenças). O conectivo adversativo estabelece uma quebra de expectativa: apesar de tantos vírus, não adoecemos com frequência.

A técnica: equivalência entre conectivos adversativos

"Entretanto" e "todavia" são conjunções adversativas — ambas expressam oposição, ressalva ou contraste. São sinônimos perfeitos nesse contexto. A reescrita proposta faz duas alterações:

  1. Substitui "entretanto" por "todavia" — mantém o mesmo valor semântico de oposição.

  2. Ajusta a pontuação: no original, o conectivo inicia nova frase após ponto final; na reescrita, ele é deslocado para depois de "100 milhões de vezes", intercalado por vírgulas, e a frase continua com "na maioria das vezes".

A nova estrutura — "100 milhões de vezes, todavia, na maioria das vezes, nossa espécie (...)" — é gramaticalmente correta: "todavia" fica entre vírgulas, como termo intercalado, e a oração principal "nossa espécie consegue viver..." permanece íntegra. A coesão é mantida porque o conectivo continua ligando as duas ideias opostas; a coerência é preservada porque o sentido de contraste permanece.

Análise da alternativa

Alternativa C — ✅ CertoGABARITO

A reescrita está correta. A troca de "entretanto" por "todavia" não altera o sentido, pois ambos são conectivos adversativos equivalentes. A pontuação com vírgulas intercalando "todavia" é adequada e mantém a correção gramatical. A coesão sequencial é preservada, pois o conectivo continua estabelecendo a relação de oposição entre a quantidade de vírus e a relativa imunidade humana. A coerência também é mantida, já que a relação lógica entre as ideias não muda.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa "Errado" não se sustenta. Não há qualquer erro gramatical, de coesão ou de coerência na reescrita. A substituição de um conectivo adversativo por outro sinônimo, com ajuste adequado de pontuação, é perfeitamente válida. Quem marcasse "Errado" provavelmente confundiu a necessidade de manter exatamente a mesma palavra, mas a língua permite variação lexical sem prejuízo de sentido.

NÃO CAIA NESSA!

A banca testa se o candidato reconhece a equivalência entre conectivos adversativos. "Entretanto" e "todavia" são intercambiáveis; a armadilha seria achar que qualquer troca de conectivo altera o sentido, o que não ocorre aqui.

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar reescritas, verifique (1) se o sentido é preservado, (2) se a regência e a concordância estão corretas e (3) se a pontuação está adequada. Conectivos sinônimos podem ser trocados sem prejuízo.

Conclusão: a reescrita mantém a correção gramatical e a coesão e a coerência textuais, pois "todavia" é equivalente a "entretanto" e a pontuação está correta. Gabarito: letra C (Certo).

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