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Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — Quadrix 2025

PortuguêsConjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais
Código
qa668210
Banca
Quadrix
Órgão
CFBIO
Ano
2025
Cargo
Ana Des ( )

Os vírus podem ser encontrados em todos os ambientes do mundo natural: em ebulição na água do mar, flutuando pela atmosfera e à espreita em minúsculos grãos de areia. Geralmente considerados seres não vivos, esses patógenos só conseguem se replicar com a ajuda de um hospedeiro e são capazes de sequestrar organismos de todos os ramos da árvore da vida — inclusive uma infinidade de células humanas.


Existem cerca de dez nonilhões de vírus (10 elevado a 31) em nosso planeta — o suficiente para atribuir um a cada estrela do universo 100 milhões de vezes. Na maioria das vezes, entretanto, nossa espécie consegue viver relativamente livre de doenças neste mundo repleto de vírus. O motivo tem menos a ver com a resiliência do corpo humano às doenças do que com as peculiaridades biológicas dos vírus, explica Sara Sawyer, virologista e ecologista de doenças da Universidade do Colorado, em Boulder. Esses patógenos são extremamente exigentes quanto às células que infectam, e apenas uma ínfima fração dos vírus que nos cercam representa realmente uma ameaça.


Ainda assim, conforme claramente demonstrado pela pandemia de covid‑19, surtos de novos vírus que afetam os humanos de fato acontecem — e eles não são tão inesperados quanto podem parecer.


Para obter previsões melhores e evitar surtos de doenças, os cientistas estão estudando as características que podem explicar por que alguns vírus, e não outros, são capazes de infectar humanos. Alguns sofrem mutações com mais frequência, talvez facilitando sua disseminação para novos hospedeiros, enquanto outros surgem após interações entre humanos e animais, que dão aos vírus oportunidade de se deslocarem entre espécies.


Quando se trata de epidemias, “padrões podem ser realmente observados”, afirma Raina Plowright, ecologista de doenças da Universidade Estadual de Montana. “E esses padrões são previsíveis.”


A maioria das novas doenças infecciosas atinge a população humana da mesma forma que a covid‑19: como uma zoonose, ou uma doença que infecta pessoas por meio de um animal. Acredita‑se que somente os mamíferos e as aves hospedem cerca de 1,7 milhão de vírus não descobertos — um número que incentivou cientistas de todo o mundo a pesquisar a vida selvagem da Terra em busca da causa da próxima pandemia que poderia atingir nossa espécie.


Bactérias, fungos e parasitas também podem ser transmitidos de animais para pessoas, mas esses patógenos geralmente se reproduzem sem infectar hospedeiros. Para qualquer hospedeiro, “existe um número muito pequeno de patógenos capazes de invadir suas células; a grande maioria dos vírus que encontramos simplesmente se afasta de nossas células, saindo de nossos corpos após uma visita inofensiva”, explica Sawyer.

 

Internet: <nationalgeographicbrasil.com> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Em relação a aspectos linguísticos do texto, julgue o item a seguir.

 

O modo subjuntivo em “hospedem” denota probabilidade.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Modo subjuntivo e o valor de probabilidade no texto

Gabarito: letra C (Certo). O modo subjuntivo em “hospedem” denota probabilidade — e isso se prova pelo próprio contexto do texto, que apresenta a informação como uma hipótese (“Acredita‑se que somente os mamíferos e as aves hospedem cerca de 1,7 milhão de vírus não descobertos”). O verbo “hospedem” está no presente do subjuntivo, modo que, por excelência, expressa dúvida, possibilidade, suposição — exatamente o que a assertiva afirma.

O comando

A questão pede que você julgue (certo/errado) uma afirmação sobre aspectos linguísticos do texto. O foco é gramática aplicada ao texto: não basta saber que o subjuntivo existe; é preciso reconhecer qual valor semântico ele carrega naquele contexto específico. O verbo do enunciado é “denota” — ou seja, a banca quer saber se o modo verbal expressa probabilidade. Isso é uma questão de interpretação do modo verbal, não de decoreba de regra isolada.

O texto e a passagem decisiva

O trecho que contém a forma verbal é este:

“Acredita‑se que somente os mamíferos e as aves hospedem cerca de 1,7 milhão de vírus não descobertos”

Observe a estrutura: “Acredita‑se que…” — essa construção introduz uma opinião, uma suposição, não um fato consumado. O verbo “hospedar” está no presente do subjuntivo (hospedem), e o subjuntivo é o modo da subjetividade, da incerteza, da hipótese. O autor não afirma categoricamente que os mamíferos e as aves hospedam esses vírus; ele apresenta isso como uma crença, uma probabilidade. Portanto, a afirmação do item está correta: o subjuntivo, ali, denota probabilidade.

A técnica que decide

Para resolver questões assim, pergunte: qual é o valor semântico do modo verbal no contexto? O modo indicativo expressa certeza, fato (ex.: “Os vírus podem ser encontrados…” — embora “podem” seja um verbo modal, o modo é indicativo). O modo subjuntivo expressa dúvida, possibilidade, desejo, hipótese (ex.: “Espero que você estude”). No trecho, o subjuntivo aparece justamente porque o conteúdo é incerto — é uma suposição sobre quantos vírus existem. A banca explora a associação automática entre subjuntivo e probabilidade, mas aqui ela é correta porque o contexto realmente indica incerteza.

Modo subjuntivo
  • 1Valores semânticos
    • Probabilidade/hipótese
      • "Acredita-se que hospedem..."
    • Dúvida
    • Desejo
    • Concessão
      • "Embora ele seja rico..."
  • 2Contraste com indicativo
    • Indicativo = certeza/fato
    • Subjuntivo = incerteza/suposição
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NÃO CAIA NESSA!

A banca poderia tentar inverter: dizer que o subjuntivo denota certeza (o que seria falso). Mas a assertiva está correta — o subjuntivo, de fato, denota probabilidade. Fique atento: em outras questões, o subjuntivo pode aparecer em contextos de fato (ex.: “Embora ele seja rico…” — aí o subjuntivo expressa concessão, não probabilidade). Aqui, porém, o contexto é de hipótese.

Conclusão

O modo subjuntivo em “hospedem” denota probabilidade, pois o texto apresenta a informação como uma suposição (“Acredita‑se que…”). Portanto, o item está Certo.

Gabarito: letra C (Certo).

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