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Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — INSTITUTO AOCP 2025

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
qa668338
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
PARANAPREVIDÊNCIA
Ano
2025
Cargo
Tec Adm ( )

Arte Digital: saiba como tudo começou

 

Saiba como a tecnologia revolucionou o mundo da arte e quem foram os principais responsáveis.

 

Por Paulo Varella

 

A arte digital é um movimento artístico que encapsula uma obra ou prática artística que usa qualquer forma de tecnologia digital como parte de seu processo de criação ou apresentação. Sendo um método de arte muito acessível, nunca se criaram tantas possibilidades no mundo da arte como a arte digital.

 

À medida que a era digital (também conhecida como a era da informação) marcou sua presença no mundo entre 1950 e 1970, era apenas uma questão de tempo até que os artistas entendessem suas tecnologias progressivas para sua própria produção criativa.

 

Como acontece com todos os novos meios, os artistas começaram a exercer essas novas e valentes inovações da sociedade, incluindo a televisão, a introdução do computador pessoal, a acessibilidade do software de audiovisual e, eventualmente, a internet, em suas próprias obras.

 

Embora a arte digital não seja reconhecida como um movimento distinto, por si só, à medida que a tecnologia continua a crescer rapidamente na sociedade contemporânea, continuaremos a vê-la se desenvolver e a passar por constantes mudanças, solidificando-se como uma possível alternativa aos meios tradicionais de criação de arte.

 

[...]

 

Em 1967, foi formado um coletivo originado pelos engenheiros Billy Klüver e Fred Waldhauer e pelos artistas Robert Rauschenberg e Robert Whitman. Esse grupo foi nomeado como EAT (Experimentos em Arte e Tecnologia) e sua missão era promover a colaboração entre a arte e o crescente mundo da tecnologia.

 

O resultado dessa criação foi uma série de instalações e desempenhos que incorporavam sistemas eletrônicos inovadores, incluindo circuitos elétricos, projeção de vídeo e projeção de som sem fio. Ainda que muitos desses sistemas não fossem estritamente “digitais” devido à relativa primitividade da tecnologia envolvida, o EAT lançou as bases para um tipo de arte que abraçou e explorou o progresso tecnológico.

 

Inaugurando as “regras” do que conhecemos como arte conceitual, arte de desempenho, música de barulho experimental, teatro das eras de Dada, Fluxus e os “acontecimentos” da década de 1960 na era digital revolucionária, os experimentos desse grupo representaram um casamento inovador entre artistas e tecnologias nunca vistas anteriormente.

 

[...]

 

À proporção que a tecnologia se tornou mais enraizada na existência cotidiana, a novidade do “digital” na arte desapareceu. Hoje, não se vê muito trabalho conceitual, vídeo, internet, mídia social e arte multimídia utilizando ferramentas digitais e mídia sem alinhamento específico com o movimento de arte digital. As obras nesse domínio, geralmente, são agora consideradas sob o termo mais abrangente “new media art”.

 

A tecnologia continua a avançar à velocidade da corrente, compelida pela imaginação do homem contemporâneo. Por exemplo, embora muitos artistas, ao longo do tempo, tenham feito arte inspirada no cosmos, alguns artistas hoje estão explorando espaço e outras dimensões por meio do uso de software astronômico digital de alta tecnologia.

 

[...]

Adaptado de: https://arteref.com/movimentos/arte-digital/. Acesso em: 19 nov. 2024.

Observando a concordância de frases adaptadas do texto, assinale a alternativa que apresenta uma reescrita correta.
  1. ANão se vê, hoje, trabalhos conceituais sem alinhamento específico.
  2. BO resultado dessas criações foram uma série de instalações.
  3. CMuitos artistas tem feito arte inspirada em cosmos.
  4. DA maioria desses sistemas não são estritamente digitais.
  5. ENunca houveram tantas possibilidades no mundo da arte.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — A maioria desses sistemas não são estritamente digitais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância verbal e nominal em reescritas do texto

Gabarito: letra D. A alternativa D é a única reescrita correta porque, embora o sujeito seja uma expressão partitiva ("a maioria de"), a concordância no plural é aceita pela norma culta quando o verbo concorda com o núcleo do termo partitivo ("sistemas"). As demais alternativas apresentam erros de concordância verbal ou nominal que as tornam incorretas.

O comando pede que você observe a concordância em frases adaptadas do texto e assinale a reescrita correta. Isso significa que a questão é de gramática normativa aplicada ao texto: você deve verificar se a flexão do verbo (concordância verbal) e dos determinantes/adjetivos (concordância nominal) está adequada ao sujeito e ao substantivo a que se referem. Não se trata de interpretação de sentido, mas de correção gramatical.

No texto-base, encontramos as frases originais que serviram de base para as reescritas. Por exemplo, o texto diz: "nunca se criaram tantas possibilidades no mundo da arte como a arte digital" e "Ainda que muitos desses sistemas não fossem estritamente 'digitais'". A questão testa se você sabe reescrever essas ideias mantendo a concordância correta.

A técnica central aqui é identificar o núcleo do sujeito e verificar se o verbo concorda com ele em número e pessoa. Além disso, é preciso conhecer as regras especiais de concordância com expressões partitivas ("a maioria de", "a maior parte de"), com o verbo "haver" no sentido de existir, e com a partícula "se" (índice de indeterminação do sujeito ou partícula apassivadora).

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora o erro clássico de concordância com expressões partitivas ("a maioria") e com o verbo "haver" impessoal. Muitos candidatos marcam a alternativa que usa o plural com "maioria" como errada, mas a norma culta aceita tanto o singular quanto o plural nesse caso.

1Partícula apassivadora "se"
Verbo concorda com o sujeito paciente
"Não se vê trabalhos" (plural → veem)
2Expressão partitiva ("a maioria de")
Concorda com o núcleo (singular)
Concorda com o termo partitivo (plural)
3Verbo "haver" impessoal (existir)
Sempre singular
"houveram" → "houve"
4Sujeito simples
Verbo concorda com o núcleo
"O resultado foram" → "foi"
5Verbo "ter" no plural
"tem" → "têm"
Concordância verbal
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Concordância verbal: Partícula apassivadora "se" (Verbo concorda com o sujeito paciente, "Não se vê trabalhos" (plural → veem)); Expressão partitiva ("a maioria de") (Concorda com o núcleo (singular), Concorda com o termo partitivo (plural)); Verbo "haver" impessoal (existir) (Sempre singular, "houveram" → "houve"); Sujeito simples (Verbo concorda com o núcleo, "O resultado foram" → "foi"); Verbo "ter" no plural ("tem" → "têm")

Alternativa A — ❌ Incorreta

A frase "Não se vê, hoje, trabalhos conceituais sem alinhamento específico" está incorreta. O "se" aqui é partícula apassivadora (voz passiva sintética), e o verbo deve concordar com o sujeito paciente. O sujeito é "trabalhos conceituais" (plural), portanto o verbo deve ir para o plural: "Não se veem, hoje, trabalhos conceituais...". A forma correta seria "Não se veem". O erro é de concordância verbal com sujeito plural.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A frase "O resultado dessas criações foram uma série de instalações" está incorreta. O sujeito é "O resultado" (singular), e o verbo deve concordar com ele: "O resultado ... foi uma série de instalações". O predicativo "uma série de instalações" não atrai a concordância do verbo. O erro é de concordância verbal com o núcleo do sujeito no singular.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A frase "Muitos artistas tem feito arte inspirada em cosmos" está incorreta por dois motivos. Primeiro, o verbo "ter" no presente do indicativo, na 3ª pessoa do plural, deve ser grafado com acento circunflexo: "têm". Segundo, o sujeito "Muitos artistas" é plural, então o verbo deve concordar: "Muitos artistas têm feito". O erro é de concordância verbal e de acentuação do verbo "ter" no plural.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A frase "A maioria desses sistemas não são estritamente digitais" está correta. O sujeito é uma expressão partitiva: "A maioria de + substantivo plural". Nesse caso, a norma culta permite duas concordâncias: o verbo pode concordar com o núcleo da expressão partitiva ("maioria", singular) ou com o substantivo que a acompanha ("sistemas", plural). Portanto, tanto "A maioria desses sistemas não é estritamente digital" quanto "A maioria desses sistemas não são estritamente digitais" são formas aceitas. A alternativa D usa a concordância no plural, que é correta.

PEGA ESSA DICA!

Em expressões partitivas ("a maioria de", "a maior parte de", "grande parte de"), o verbo pode concordar com o núcleo (singular) ou com o termo partitivo (plural). Ambas as formas são aceitas pela norma culta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A frase "Nunca houveram tantas possibilidades no mundo da arte" está incorreta. O verbo "haver" no sentido de "existir" é impessoal e deve ser usado apenas no singular: "Nunca houve tantas possibilidades". O plural "houveram" é um erro clássico de concordância verbal. A forma correta é "Nunca houve tantas possibilidades no mundo da arte".

Conclusão: a única reescrita correta é a letra D, pois respeita a concordância verbal com expressão partitiva, aceita pela norma culta. As demais alternativas apresentam erros de concordância verbal (A, B, E) ou de acentuação e concordância (C).

Gabarito: letra D

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