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Questão de Português — Conjunção — INSTITUTO AOCP 2025

PortuguêsConjunção
Código
qa668341
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
PARANAPREVIDÊNCIA
Ano
2025
Cargo
Tec Adm ( )

Arte Digital: saiba como tudo começou

 

Saiba como a tecnologia revolucionou o mundo da arte e quem foram os principais responsáveis.

 

Por Paulo Varella

 

A arte digital é um movimento artístico que encapsula uma obra ou prática artística que usa qualquer forma de tecnologia digital como parte de seu processo de criação ou apresentação. Sendo um método de arte muito acessível, nunca se criaram tantas possibilidades no mundo da arte como a arte digital.

 

À medida que a era digital (também conhecida como a era da informação) marcou sua presença no mundo entre 1950 e 1970, era apenas uma questão de tempo até que os artistas entendessem suas tecnologias progressivas para sua própria produção criativa.

 

Como acontece com todos os novos meios, os artistas começaram a exercer essas novas e valentes inovações da sociedade, incluindo a televisão, a introdução do computador pessoal, a acessibilidade do software de audiovisual e, eventualmente, a internet, em suas próprias obras.

 

Embora a arte digital não seja reconhecida como um movimento distinto, por si só, à medida que a tecnologia continua a crescer rapidamente na sociedade contemporânea, continuaremos a vê-la se desenvolver e a passar por constantes mudanças, solidificando-se como uma possível alternativa aos meios tradicionais de criação de arte.

 

[...]

 

Em 1967, foi formado um coletivo originado pelos engenheiros Billy Klüver e Fred Waldhauer e pelos artistas Robert Rauschenberg e Robert Whitman. Esse grupo foi nomeado como EAT (Experimentos em Arte e Tecnologia) e sua missão era promover a colaboração entre a arte e o crescente mundo da tecnologia.

 

O resultado dessa criação foi uma série de instalações e desempenhos que incorporavam sistemas eletrônicos inovadores, incluindo circuitos elétricos, projeção de vídeo e projeção de som sem fio. Ainda que muitos desses sistemas não fossem estritamente “digitais” devido à relativa primitividade da tecnologia envolvida, o EAT lançou as bases para um tipo de arte que abraçou e explorou o progresso tecnológico.

 

Inaugurando as “regras” do que conhecemos como arte conceitual, arte de desempenho, música de barulho experimental, teatro das eras de Dada, Fluxus e os “acontecimentos” da década de 1960 na era digital revolucionária, os experimentos desse grupo representaram um casamento inovador entre artistas e tecnologias nunca vistas anteriormente.

 

[...]

 

À proporção que a tecnologia se tornou mais enraizada na existência cotidiana, a novidade do “digital” na arte desapareceu. Hoje, não se vê muito trabalho conceitual, vídeo, internet, mídia social e arte multimídia utilizando ferramentas digitais e mídia sem alinhamento específico com o movimento de arte digital. As obras nesse domínio, geralmente, são agora consideradas sob o termo mais abrangente “new media art”.

 

A tecnologia continua a avançar à velocidade da corrente, compelida pela imaginação do homem contemporâneo. Por exemplo, embora muitos artistas, ao longo do tempo, tenham feito arte inspirada no cosmos, alguns artistas hoje estão explorando espaço e outras dimensões por meio do uso de software astronômico digital de alta tecnologia.

 

[...]

Adaptado de: https://arteref.com/movimentos/arte-digital/. Acesso em: 19 nov. 2024.

Em “Embora a arte digital não seja reconhecida como um movimento distinto [...]”, a expressão em destaque indica uma ideia

  1. Aexplicativa.
  2. Bconcessiva.
  3. Cconclusiva.
  4. Dcomparativa.
  5. Eopositiva.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — concessiva.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Conjunção concessiva: o valor de "embora" no texto

Gabarito: letra B. A expressão "Embora" introduz uma ideia concessiva, pois apresenta uma ressalva que não impede a realização do fato expresso na oração principal. No trecho, o autor admite que a arte digital não é reconhecida como movimento distinto, mas, mesmo assim, continua a se desenvolver — exatamente o valor semântico das conjunções concessivas, como se lê no 3º parágrafo.

"Embora a arte digital não seja reconhecida como um movimento distinto, por si só, à medida que a tecnologia continua a crescer rapidamente na sociedade contemporânea, continuaremos a vê-la se desenvolver e a passar por constantes mudanças"

A conjunção "embora" é o exemplo clássico de conjunção subordinativa concessiva. Ela introduz uma oração que expressa um fato contrário à ideia principal, mas que não a invalida. No período, a oração "a arte digital não seja reconhecida como um movimento distinto" é a ressalva; a oração principal "continuaremos a vê-la se desenvolver" é a afirmação que prevalece. Essa relação de "concessão" (do latim concessio, "permissão") é o que define a alternativa B.

O comando da questão

O enunciado pergunta qual ideia a expressão "Embora" indica. Isso é uma questão de semântica dos conectivos: não se pede a classe gramatical, mas o valor lógico que a conjunção estabelece entre as orações. Para resolver, é preciso conhecer o quadro das conjunções subordinativas adverbiais e identificar qual relação o contexto exige.

A técnica que decide

A palavra-chave é "embora". No português, "embora" é uma conjunção exclusivamente concessiva — não tem outro valor. Ela equivale a "ainda que", "mesmo que", "conquanto", "apesar de que". Todas essas expressões introduzem uma concessão: um obstáculo, uma objeção, uma ressalva que, no entanto, não impede a ação principal.

Veja a estrutura do período:

  • Oração subordinada concessiva: "Embora a arte digital não seja reconhecida como um movimento distinto"

  • Oração principal: "continuaremos a vê-la se desenvolver e a passar por constantes mudanças"

A lógica é: apesar de não ser reconhecida como movimento distinto, mesmo assim ela se desenvolve. Há uma quebra de expectativa — esperar-se-ia que, por não ser reconhecida, ela não se desenvolvesse; mas o autor afirma o contrário. Essa é a essência da concessão.

As alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

A explicativa justifica, dá o motivo de algo. As conjunções explicativas são "porque", "pois" (anteposto ao verbo), "que", "porquanto". No trecho, "embora" não explica por que a arte digital se desenvolve; ela apresenta uma ressalva. A oração concessiva não é a causa da principal, mas uma objeção a ela.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Como demonstrado, "embora" é a conjunção concessiva por excelência. Ela introduz uma ideia de concessão: admite-se um fato contrário (não ser reconhecida como movimento distinto) sem que isso impeça a realização do fato principal (continuar a se desenvolver). O próprio texto reforça essa leitura ao usar "solidificando-se como uma possível alternativa" — ou seja, apesar da falta de reconhecimento formal, a arte digital se consolida.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A conclusiva expressa uma conclusão ou consequência lógica. As conjunções conclusivas são "logo", "portanto", "pois" (posposto ao verbo), "por conseguinte", "assim". "Embora" não conclui nada; ela condiciona a leitura da oração principal, mas não a conclui. Se o autor quisesse concluir, escreveria algo como "a arte digital não é reconhecida como movimento distinto, portanto continuaremos a vê-la se desenvolver" — o que mudaria completamente o sentido.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A comparativa estabelece uma comparação entre dois elementos. As conjunções comparativas são "como", "tal qual", "tanto quanto", "mais... que", "menos... que". No trecho, não há comparação entre a arte digital e outra coisa; há uma oposição entre o não reconhecimento e o desenvolvimento. "Embora" não compara, ela concede.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A opositiva (adversativa) expressa oposição direta entre duas ideias, como "mas", "porém", "contudo", "todavia". A concessão e a oposição são relações próximas, mas distintas: na adversativa, as duas orações são independentes e se opõem frontalmente; na concessiva, a oração subordinada apresenta uma ressalva que não impede a principal. No trecho, "embora" introduz uma oração subordinada (dependente), não uma coordenada. Se fosse adversativa, o período seria: "A arte digital não é reconhecida como movimento distinto, mas continuaremos a vê-la se desenvolver" — note que, aí, as orações são independentes. Com "embora", a primeira oração fica subordinada à segunda.

Tabela comparativa: concessão × oposição

Critério

Concessiva (embora)

Adversativa (mas)

Relação

Ressalva que não impede

Oposição frontal

Orações

Subordinada + principal

Coordenadas independentes

Verbo da subordinada

Subjuntivo

Indicativo

Exemplo

Embora chova, sairei.

Chove, mas sairei.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a proximidade entre concessão e oposição. O candidato que sabe que "embora" se opõe à ideia principal pode marcar "opositiva" (E). Mas a oposição é entre orações coordenadas; a concessão é uma subordinação com ressalva. A presença do verbo no subjuntivo ("seja") é a pista decisiva: conjunções concessivas exigem subjuntivo.

PEGA ESSA DICA!

Decore as conjunções concessivas: embora, ainda que, mesmo que, conquanto, apesar de que, se bem que, posto que, em que pese. Quando a questão perguntar o valor de "embora", a resposta é sempre concessiva — não há exceção.

Gabarito: letra B. A questão cobra o reconhecimento do valor semântico de uma conjunção subordinativa. A técnica é: identifique a conjunção, lembre-se de seu valor típico e confirme no contexto. "Embora" é concessiva; as demais alternativas descrevem outros valores que não se aplicam ao trecho.

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